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Medicamento para diabetes responsável por mais de 83 mil mortes

AVANDIA

O medicamento que mata




O Avandia, medicamento frequentemente receitado a doentes com diabetes, pode ter causado milhões de ataques cardíacos em todo o mundo. É a conclusão de um relatório de 334 páginas apresentado pelo Senado norte-americano no sábado. Segundo as autoridades americanas, a GlaxoSmith-Kline (GSK), farmacêutica que produz o medicamento, conhecia os riscos a que os doentes estavam expostos, mas sempre os manteve escondidos do público. "Os executivos da GSK tentaram intimidar investigadores independentes, através de estratégias para minimizar ou esconder as descobertas de que o Avandia podia aumentar os riscos cardiovasculares e ocultaram estudos que desenvolviam medicamentos concorrentes com riscos reduzidos", revela o relatório.
"Os americanos têm o direito de saber que há graves riscos de saúde associados ao Avandia e a GlaxoSmithKline tinha a responsabilidade de lhes dizer", disse o democrata Max Baucus, senador dos EUA e chairman do comité que levou a cabo o estudo. "Os doentes confiam às farmacêuticas a saúde e a vida, e a GSK abusou dessa confiança", acrescentou. O relatório também é assinado pelo senador Chuck Grasseley, líder dos Republicanos no comité que quer retirar o medicamento do mercado.
A farmacêutica nega todas as acusações. "Nenhum estudo mostra uma correlação estatística relevante entre o Avandia e a cardiopatia isquémica [doença que conduz ao estreitamento das artérias coronárias] ou o enfarte do miocárdio", garantiu a porta-voz da empresa, Nancy Pekarek, à CNN. "A Food and Drug Administration (FDA) fez a revisão das informações e concluiu que o medicamento devia estar no mercado."
Também a FDA é alvo de críticas, no relatório, por ter ignorado preocupações de segurança relacionadas com o Avandia. "Há fortes indícios de que a rosiglitazona [substância activa do Avandia] aumenta o risco de ataques cardíacos, em comparação com a pioglitazona [presente num medicamento da concorrência]", defenderam dois funcionários da FDA em Outubro de 2008. "Se a GSK tivesse considerado os riscos cardiovasculares do Avandia de forma mais séria quando a questão foi levantada pela primeira vez, em 1999, muitas mortes teriam sido evitadas", conclui-se no relatório.
Há muito que o Avandia suscita preocupação: em 2007, o "The New England Journal of Medicine" e o "Journal of the American Medical Association" já questionavam a segurança do medicamento. Estimativas de cientistas da FDA de Julho do mesmo ano indicam que o medicamento para a diabetes esteve relacionado com 83 mil ataques cardíacos. Pelo que o Senado vai mais longe nas acusações: "A FDA tem estado muito confortável ao lado das farmacêuticas e tem sido regularmente manipulada por empresas com interesses económicos em subvalorizar ou não investigar os potenciais riscos para a segurança."
Na Europa, onde o Avandia também está à venda, o Comité de Especialidades Farmacêuticas para Uso Humano da Agência Europeia do Medicamento garante que mantém uma rigorosa monitorização da rosiglitazona, não se prevendo que o medicamento seja retirado.
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