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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

Testemunho real, por Andreia Novo

Olá!

Adorei ter encontrado o vosso blog. Cada vez tenho menos fé na medicina convencional, penso que está muitas vezes suja de conflitos de interesses e se fecha a tudo o que não lhe convém. Aproveito a vossa disponibilidade e amabilidade para contar a minha história.
Em 2001, tive uma infecção urinária com dores tais que nem conseguia mexer-me. A partir daí descobri que tinha HPV (embora a minha ginecologista actual considere que eu tinha apenas células anómalas) , candidíases, vaginoses, fungos, etc. Tudo isto ao longo de 7 anos, até sair do SNS e encontrar a minha GO actual e fazer uso de suplementos atraves de pesquisas na net. Tive direito a tudo, e penso que foi de tantos antibioticos e semelhantes que me receitaram. Porém, fui crescendo e aprendendo da pior maneira que os médicos, lá por serem médicos, não são seres dotados de conhecimento absoluto. Pesquisei bastante sobre os meus problemas e apercebi-me que tinha provocado desequilibrios no meu corpo. Associei suplementos naturais à terapia convencional e tenho obtido desde então muitas melhoras. Hoje em dia ainda tomo antibiotico para tratar o síndrome uretral que me foi diagnosticado. De meio em meio ano terei de fazê-lo, e faço também prevenção, nos meses em que pauso o tratamento, tomando um comprimido apenas após as relações sexuais. Tomo suplementos como probioticos, aplico gel vaginal com ácido lactico, às vezes capsulas de cranberrie, alho,... tanta coisa. Entretanto fiquei com borbulhas e associei que era excesso de suplementos e reduzi.
Gostaria muito de me libertar destes medicamentos definitivamente, mas não tenho coragem por medo de piorar ou mesmo de voltar a ter as dores que tinha. E depois, só a medicina convencional tem emergências. A quem recorre numa emergência uma pessoa tratada pela Naturopatia? Estes são alguns dos meus medos, e acredito serem comuns na maioria das pessoas. Há uma falta de confiança nas medicinas alternativas, mesmo havendo tantos erros na medicina tradicional, talvez porque alguém não queira o seu sucesso, talvez porque exista falta de informação... não sei. Eu gostava de confiar mais.
No meu caso, seria terrivel voltar àquelas dores horriveis das infecções, e ter de admitir perante o meu urologista que eu recorrera a outro tratamento. Claro que ele poria todas as culpas nessa alteração... e eu ficaria ainda mais perdida.
Ultimamente só tenho o sindroma uretral, mas penso sinceramente em recorrer à Naturopatia, se ela puder ajudar-me a prevenir cistites e infecções e a recuperar dos traumas e da medicação.
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Betacaroteno


 Betacaroteno

Bronzeador e protector





Informação básica O beta-caroteno é um dos mais de 600 caratenóides existentes na natureza conhecidos. Os caratenóides são os pigmentos que vão do amarelo ao vermelho e que estão distribuídos generalizadamente entre as plantas. Cerca de 50% destes podem potencialmente fornecer actividade de vitamina A, sendo assim referidos como caratenóides de provitamina A. O beta-caroteno é a mais abundante e a mais eficaz provitamina A nos nossos alimentos.
Em teoria, uma molécula de beta-caroteno pode ser clivada em duas moléculas de vitamina A. No entanto, no interior do corpo, o beta-caroteno é apenas convertido parcialmente em vitamina A sendo o resto é armazenado. Para além disso, a proporção do beta-caroteno convertido para vitamina A no corpo é controlado pelo estado de vitamina A e como tal não pode causar a toxicidade da vitamina A nos humanos. Provas disponíveis actualmente sugerem, que para além de ser uma fonte segura de vitamina A, o beta-caroteno desempenha vários papéis biológicos importantes que podem ser independentes do seu estado como provitamina.
Principais fontes na natureza
As melhores fontes de beta-caroteno são os vegetais e frutas de forte tom amarelo/laranja e os vegetais de folhas verde escuras:
• Vegetais amarelos/laranja – cenouras, batatas-doces, abóboras.
• Frutas amarelo/laranja – alperces, meloas, papaias, mangas, carambolas, nectarinas, pêssegos
• Vegetais de folhas verde escuras – espinafres, brocolos, endívias, couve, chicória, escarole, agriões e as partes verdes de linho, nabos, mostarda, dente de leão.
• Outras boas fontes vegetais e frutas – abóbora menina, aspargos, ervilhas, ginjas, ameixas.
O conteúdo em beta-caroteno de frutas e vegetais pode variar dependendo das estação e do grau de amadurecimento. A biodisponibilidade do beta-caroteno a partir das frutas e vegetais, depende do método de preparação antes da ingestão. Assim, quaisquer indicações relativas ao conteúdo em beta-caroteno dos alimentos são, deste modo, apenas valores aproximados.
Na pequena lista seguinte, o conteúdo em beta-caroteno é dado por 100g de substância ingerível.
Vegetais: cenouras (6,6mg), agriões (5,6mg), espinafres (4,9mg), brócolos (1,5mg), Frutas: mangas (2,9mg), melões (2,0mg), alperces (1,6mg), pêssegos (0,5mg).
Estabilidade
Os caratenóides podem perder alguma da sua actividade nos alimentos durante o armazenamento, devido à acção das enzimas e à exposição à luz e oxigénio. A desidratação de vegetais e frutas pode reduzir grandemente a actividade biológica dos caratenóides. Por outro lado, a estabilidade dos caratenóides é mantida nos alimentos congelados.
Funções
1. Antioxidante
O beta-caroteno tem propriedades anti-oxidantes que ajudam a neutralizar os radicais livres, moléculas reactivas e altamente energizadas, as quais se formam através de certas reacções bioquímicas normais (p.ex. na resposta imunitária, a síntese da prostaglandina) ou através de fontes exteriores, tais como a poluição atmosférica ou o fumo do cigarro. Os radicais livres podem danificar os lípidos nas membranas celulares, bem como o material genético nas células, podendo os danos resultantes levar ao desenvolvimento do cancro.
2. Extinção do oxigénio singleto
O beta-caroteno pode extinguir o oxigénio singleto, uma molécula reactiva, que é gerada, por exemplo, na pele por exposição à luz ultravioleta e que pode induzir alterações pré-cancerígenas nas células. O oxigénio singleto tem a capacidade de despoletar a geração de reacções em cadeia de radicais livres.
Os benefícios de saúde do beta-caroteno
Muito cientistas acreditam que o consumo de frutos e vegetais ricos em beta-caroteno exerce um efeito protector contra o desenvolvimento de certos cancros. Uma elevada ingestão/estado deste nutriente tem sido associada com um decréscimo na incidência de certos cancros, especialmente o cancro do pulmão. Descobertas preliminares de um teste de intervenção double-blind e controlado por placebo e de um estudo de grupo de prospecção de casos controlados sugere que o beta-caroteno pode reduzir o risco de doenças coronárias.
Dose Diária Recomendada
A ingestão dietária para o beta-caroteno tem sido expressa até agora como parte da Dose Diária Recomendada (DDR) para a vitamina A. A DDR para o sexo masculino (+ 11 anos) é de 1.000 RE ou 1.000 mg de retinol ou 6 mg de beta-caroteno, enquanto a DDR para o sexo feminino (+ 11 anos) é ligeiramente inferior, 800 RE ou 800 mg de retinol ou 4,8 mg de beta-caroteno. Existem necessidades adicionais durante a gravidez e a aleitamento, 200 RE e 400 RE, respectivamente. Os bebés até aos três anos necessitam de aproximadamente 400 RE e as crianças (4-10 anos) necessitam de 500-700 RE. Aproximadamente um terço da vitamina A na dieta média americana é fornecida pelo beta-caroteno. Se a recomendação dietária do Instituto Nacional do Cancro fosse seguida, a relação entre beta-caroteno/vitamina A na dieta seria de 9/1. Para além das suas funções como provitamina A, continuam a surgir dados que suportam o papel do beta-caroteno como um micro-nutriente importante de direito próprio. Não existe, no entanto, ainda uma DDR para o beta-caroteno. De qualquer modo o consumo de alimentos ricos em beta-caroteno continua a ser recomendado por cientistas e organizações governamentais, tais como o Instituto Nacional do Cancro e o Departamento Nacional Americano para a Agricultura.
Se estas recomendações fossem seguidas, a ingestão dietária de beta-caroteno (cerca de 6 mg) seria várias vezes o valor da quantidade média consumida nos Estados Unidos (cerca de 1,5mg por dia).
Grupos de risco de baixo estado
Embora a população americana, em média, não consuma beta-caroteno suficiente, certos grupos de pessoas estão especialmente em risco no que se refere à inadequação da sua dieta de beta-caroteno. Por exemplo, foram relatados baixos níveis de beta-caroteno no sangue em fumadores, alcoólicos e utilizadores de certos medicamentos (contraceptivos orais, medicamentos contra a hipertensão).
Utilização profiláctica
Sistema Imunitário
Foi descoberto em vários estudos com seres humanos e com animais, que a suplementação com beta-caroteno realça certas respostas imunitárias.
Cancro
Estudos epidemiológicos mostraram que à medida que o consumo de frutas e vegetais ricos em beta-caroteno aumenta, decresce a incidência de certos cancros (i.e. pulmões, estômago). Para além disso, experiências em animais mostraram que o beta-caroteno actua como um agente preventivo contra o cancro. Actualmente muitos estudos de intervenção clínica estão a decorrer para testar a eficácia do beta-caroteno na prevenção do cancro.
Utilização Terapêutica
Problemas de fotossensibilidade
Têm sido efectuados vários estudos em pacientes com reacções de pele anormais à luz do sol, denominadas problemas de fotossensibilidade (i.e. protoporfíria eritropoiética). O beta-caroteno tem mostrado exercer um efeito fotoprotector nestes indivíduos.
Segurança
Devido à conversão regulada do beta-caroteno em vitamina A, o sobreconsumo não provoca a hiperavitaminose A. Consumos excessivos de caratenóides em certos tipos de doentes (hiperlipedemia, diabetes mellitus, síndroma nefrótico ou hipertiroidismo) podem causar hipercaratenoidemia a qual se manifesta por uma coloração amarelada na pele, principalmente nas palmas das mãos e solas dos pés. A cor amarelada desaparece quando o consumo de caratenóides é reduzido ou interrompido.
Foram conduzido estudos em seres humanos de forma a avaliar a segurança do beta-caroteno. Estudos realizados em pacientes com sensibilidade à luz, tais como a protoporfíria eritropoiética, não mostraram efeitos adversos com a ingestão de 50-200mg/dia de beta-caroteno durante vários anos.
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Vitamina C






 VITAMINA C
Um potente antioxidante








Sinónimos
Ácido ascórbico, vitamina anti-escorbútica.

Principais fontes na natureza

Citrinos, groselhas pretas, pimentão doce, salsa, couve-flor, batatas, batatas doces, bróculos, couves de bruxelas, morangos, goiaba, manga. Dependendo da estação, um copo de tamanho médio de sumo de laranja fresco (i.e. 100g) rende cerca de 15 a 35 mg de vitamina C.

Homem

Os outros primatas e o porco-da-india dependem de fontes externas para cobrir as suas necessidades de vitamina C. A maioria dos outros animais sintetiza o ácido ascórbico no interior do corpo.

Conservação

A vitamina C é sensível ao calor, luz e oxigénio. Nos alimentos pode ser parcialmente ou completamente destruída por um armazenamento longo ou pela sobrecozedura. As batatas, por exemplo, quando armazenadas à temperatura ambiente perdem cerca de 15% do seu conteúdo em vitamina C todos os meses e a cozedura de batatas descascadas destrói outros 30-50% da sua vitamina C.

Principais antagonistas

Várias substâncias químicas às quais o homem está exposto, tais como a poluição aérea, as toxinas industriais, os metais pesados e o fumo do tabaco, bem como vários componentes farmacológicos activos, entre os quais alguns anti-depressivos e diuréticos, podem levar a necessidades acrescidas de vitamina C. Isto é também verdade para certos hábitos como, por exemplo, o consumo de álcool.

Principais sinergistas

A presença de outros anti-oxidantes, tais como a vitamina E e o b-caroteno, apoia a acção protectora anti-oxidante da vitamina C. Outras vitaminas, tais como as do complexo B (particularmente a B6, B12, ácido fólico e ácido pantoténico) e algumas substâncias farmacológicas activas, bem como os compostos que ocorrem na natureza, conhecidos como bioflavonóides, podem ter um efeito de poupança da vitamina C.

Funções

A vitamina C é necessária para a produção de colagénio, a substância do tipo “cimento” intercelular que dá estrutura aos músculos, tecidos vasculares, ossos e cartilagens. A vitamina C também contribui para a saúde dos dentes e gengivas e auxilia na absorção do ferro a partir da dieta. É também necessária para a síntese dos ácidos biliares.
Para além disso, a investigação mostrou o papel da vitamina C em:
  • síntese de várias hormonas e neuro-transmissores importantes
  • metabolismo do ácido fólico
  • função imunitária
  • função redox/anti-oxidante
  • nas reacções metabólicas de certos amino-ácidos, em particular na prevenção da formação de nitrosaminas potencialmente carcinogénicas no estômago (devido ao consumo de alimentos contendo nitrite, tais como a carne fumada ou os pickles).

Deficiência marginal

Os primeiros sintomas da deficiência inicial de vitamina C são a fadiga, a lassidão, a perda de apetite, a sonolência e insónia, o sentimento de exaustão, irritabilidade, baixa resistência às infecções e petéquia (pequeno sangramento capilar). Estes sintomas podem, no entanto, indicar outras doenças.

Grupos em risco de deficiência marginal

Entre os grupos de pessoas em risco de fornecer ao corpo quantidades insuficientes de vitamina C de forma a manter um nível óptimo no sangue estão os fumadores, os alcoólicos, os idosos em lares e os pacientes sujeitos a certos medicamentos. As necessidades de vitamina C para os fumadores nos EUA é superior em 40 mg às dos não fumadores.

Deficiência Franca

A deprivação de vitamina C durante um período suficiente de tempo leva ao escorbuto, o qual se caracteriza pelo enfraquecimento das estruturas de colagénio (tecido de ligação das células), resultando no sangramento capilar alargado. O escorbuto infantil causa malformações ósseas. O sangramento das gengivas e a queda dos dentes são normalmente os primeiros sinais da deficiência clínica. As hemorragias sob a pele causam sensibilidade extrema das extremidades e dores durante o movimento. Se deixada sem tratamento pode seguir-se a gangrena e a morte. Hoje em dia, o escorbuto ocorre com relativa raridade. Para evitar o escorbuto, é considerada suficiente a ingestão diária de 10-15 mg de vitamina C, mas para um funcionamento fisiológico óptimo são necessárias quantidades muito superiores.

Dose Diária Recomendada (DDR)

A ingestão diária recomendada de vitamina C varia de acordo com a idade, sexo, grupo de risco (ver “Grupos de risco”) e com os critérios aplicados nos países individuais. Nos EUA, a DDR para os adultos é actualmente de 60 mg (Conselho Nacional de Investigação), mas esta recomendação varia desde 30 mg no Reino Unido a 100 mg na antiga União Soviética (200 mg para as grávidas). Provas recentes estabelecem a estimativa para as necessidades de manutenção de uma saúde óptima na região dos 100 mg diários.

Suplementos

A vitamina C está disponível em comprimidos convencionais, efervescentes e mastigáveis, comprimidos de libertação temporizada, xaropes, pós, granulados, cápsulas, gotas e ampolas, tanto isoladamente como em preparações de polivitaminicos e minerais.

Utilização terapêutica

Os médicos recomendam que as mulheres grávidas aumentem a sua ingestão de vitamina C em cerca de 30% e durante a lactação é aconselhado um aumento de até 60-70% de forma a garantir as necessidades da mãe, dado que um litro de leite materno contém cerca de 50 mg de vitamina C. Durante um período pós-operativo ou durante a cura de feridas superficiais, os suplementos de vitamina C contribuem para a prevenção de infecções e promove a reparação da pele.

Segurança

Embora tenha sido ingeridas regularmente por várias pessoas quantidades tão altas quanto 6-10g de vitamina C por dia (mais de 100 vezes a DDR), não existem evidências de efeitos colaterais. A suplementação prolongada com doses elevadas pode ter um certo efeito laxativo. 
Estudos com porcos-da-índia (uma das espécies de animais apropriadas) e com seres humanos não confirmaram os relatos anedóticos de retorno do escorbuto após a paragem súbita de suplementação prolongada com doses elevadas de vitamina C.
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Cardo Corredor





CARDO CORREDOR











NOME EM LATIM: Eryngium campestre L.

Referências históricas: O cardo-corredor é uma umbelífera disfarçada de cardo. Chama-se ‘corredor’ porque, no Outono, o vento arranca os seus caules secos, cheios de folhas, e arrasta-os para colonizar novos terrenos.
O tronco e a raiz, no entanto, ficam fortemente fixos na terra, e junto deles cresce um apetitoso cogumelo (Pleurotus eryngium [Fr.-D.C.] Quél.).
As propriedades medicinais desta planta já foram assinaladas pelo grego Dioscórides no século I d.C.. Como aconteceu com outras plantas, atribuíram-se--lhe empiricamente mais propriedades medicinais do que aquelas que realmente têm. Hoje, conhecida a sua composição química, podemos determinar as suas verdadeiras indicações.

DESCRIÇÃO: Planta que atinge de 10 a 50 cm de altura. Os seus caules são delgados, e as folhas são espinhosas. Os capítulos florais são formados por muitas flores pequeninas de um tom branco esverdeado. Toda a planta tem um cheiro parecido com o da cenoura, salvo a raiz, que é um pouco amarga.

HABITAT: Frequentemente em prados secos, encostas expostas ao sol e pousios de toda a Europa. Também se pode encontrar no continente americano.

PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A sua raiz contém saponinas, além de tanino, açúcares e um óleo essencial. As saponinas diminuem a tensão superficial dos líquidos, e formam borbulhas como o sabão (do latim saponem, sabão). Estas substâncias conferem ao cardo-corredor um importante efeito diurético. Por isso, o seu uso é apropriado:

• Em casos de edemas (retenção de líquidos), especialmente os que se produzem nas pernas e tornozelos (1, 2).

• Em caso de excesso de ácido úrico (artritismo) e de areias na urina, casos em que interessa “limpar” os rins (1, 2).

Assinale-se que o efeito diurético das saponinas do cardo-corredor é bastante intenso, mas não constante, pois vai diminuindo dia a dia, até desaparecer quase completamente ao cabo de uma semana. Daí não ser recomendável tomá--lo durante mais de dois ou três dias consecutivos. Depois de alguns dias de descanso, volta a ser eficaz.

A raiz do cardo-corredor (1) também tem propriedades aperitivas e faz parte das chamadas “cinco raízes aperitivas”, juntamente

com as de granza, alcaparra, grama-francesa e gatunha.

PARTES UTILIZADAS:

A raiz (colhe-se na Primavera ou no Outono), os brotos tenros e as folhas (colhem-se no Verão).

PREPARAÇÃO E EMPREGO:

uso interno

1 Salada: Os seus brotos e folhas tenras são muito apreciados por aqueles que gostam de verduras silvestres.

2 Infusão com um punhado de raiz triturada (30-40g) por litro de água. Deixar repousar até que esteja bem fria, e tomar duas ou três chávenas diárias. Não guardar a infusão de um dia para o outro, pois perde as suas propriedades.
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