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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

O poder dos pensamentos

 






 PENSAMENTOS
Mudar porquê?










 Existe uma relação profunda entre o pensamento positivo e diversos benefícios, tais como, um melhor sistema imunitário, menores níveis de stresse e uma maior capacidade para enfrentar os problemas.
Se pensar de forma positiva tem tantas vantagens, por que razão não somos mais felizes? A resposta foca dois aspetos. Por um lado, não é fácil adotar sempre uma atitude positiva. Além disso, poucos têm a capacidade de reconhecer que a sua atitude é negativa.
Ao preparar este artigo, falei com dezenas de homens e mulheres com o objetivo de encontrar alguém que reconhecesse ter uma atitude negativa. Qual foi o resultado? Não encontrei ninguém! E as pessoas com quem falei também se mostraram relutantes (compreensivelmente) em falar de conhecidos que tivessem uma atitude pessimista face à vida.
Se reconhece que tem uma tendência para o pessimismo, não se desencoraje. Não está destinado a ter uma vida infeliz. Existem métodos práticos que podem ajudá-lo a ser menos crítico e mais otimista. Ainda que esta mudança não se opere da noite para o dia, vale bem a pena dar pequenos passos na direção certa.
Tendo isto em mente, vamos analisar algumas ideias que poderão ajudá-lo a realizar mudanças positivas na sua vida.
1. Avalie os seus pensamentos. Ao longo do dia, faça uma pausa para avaliar aquilo em que está a pensar. No seu livro, intitulado Viver, Escrever, a escritora premiada Annie Dillard afirma: “A forma como passamos os dias é, consequentemente, a forma como passamos a vida.” Isto aplica-se, claro está, às nossas atitudes – sejam elas positivas ou negativas – que, naturalmente, se tornam habituais. Se nota que os seus pensamentos adquiriram uma direção destrutiva, crítica ou simplesmente deprimente, pense rapidamente no que pode fazer para lhes dar uma ênfase mais positiva.
Sente-se frustrado com algum projeto profissional complicado? Tente analisá-lo de uma perspetiva diferente. Teve um dia complicado com os seus filhos? Talvez seja tempo de reavaliar as suas prioridades familiares. Está aborrecido com a sua sogra intrometida, com o seu vizinho barulhento ou com um colega que só se sabe queixar? Faça um esforço consciente para se concentrar em algo que aprecie nessas pessoas.
É responsável pelos seus pensamentos e a mudança de perspetiva é um excelente primeiro passo para triunfar sobre o pessimismo constante.
2. Resista aos pensamentos negativos. “Todos temos as nossas próprias lutas, e creio que ter consciência dos nossos ‘gatilhos’ é a chave para começarmos a ter pensamentos mais positivos”, afirmou Kristi Hussain, conselheira na Califórnia. “O mais grave é que o pessimismo pode transformar-se num mau hábito difícil de vencer. Quando identificamos os nossos ‘gatilhos’, é útil encontrarmos coisas positivas nesse evento ou situação particular, de forma a fugirmos aos padrões dos pensamentos negativos.”
Para algumas pessoas, os pensamentos negativos podem surgir a partir de uma atividade rotineira, como, por exemplo, assistir ao noticiário televisivo, pagar as contas e ir buscar as crianças à escola. Quando perceber que entrou num padrão negativo deste tipo, substitua-o com um pensamento positivo ou redirecione a sua atenção sobre outra coisa. Estar consciente destes ‘gatilhos’ pode ajudar a minimizar as atitudes pessimistas.
3. Seja sábio na escolha dos seus amigos. Se os seus colegas, vizinhos e amigos passam o tempo a queixar-se dos seus problemas profissionais, pressões financeiras ou filhos indisciplinados, talvez seja conveniente procurar relacionar-se com pessoas que tenham uma perspetiva mais positiva na vida.
A Bíblia faz esta afirmação esclarecedora: “Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido” (livro de Provérbios). Depois de passar tempo com um amigo, faça esta pergunta a si mesmo: “Sinto-me melhor ou pior do que antes?” Se se sentir esgotado e infeliz, pode ter chegado o momento de procurar novos relacionamentos. É evidente que isto é mais difícil de fazer do que de dizer, mas a substituição de influências negativas por influências positivas ajudá-lo-á a realizar grandes progressos que melhorarão o seu estilo de vida.
4. Periodicamente, faça algo de que gosta. No outro dia vi um autocolante que dizia: “Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cão.” Na realidade, muitas pessoas partilham este sentimento. É muito fácil que as rotinas da vida nos conduzam ao cinismo ou que nos impeçam de experimentarmos coisas novas.
Por isso, é essencial descobrir um objetivo para cada dia. Pode ser algo tão simples como praticar desporto ou fazer uma caminhada durante a hora de almoço. Uma dose saudável de expectativa adiciona um elemento agradável à vida mais rotineira.
5. Recorde que cada dia é um novo começo. Há muita sabedoria nesta afirmação: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…” (Bíblia). Não somos transformados por assistirmos a conferências sobre pensamento positivo ou por sermos pessoas mais amáveis. Somos transformados ao renovarmos a nossa maneira de pensar.
Cada um dos nossos pensamentos e desejos negativos emerge de uma maneira ou de outra, pouco importando quanto tentemos escondê-los. Quando Jesus Cristo disse: “Da abundância do coração fala a boca”, de certeza que sabia do que estava a falar.
A conquista do pessimismo é muito mais do que mostrar um rosto sorridente e aprender a dizer, e a fazer, o que é “correto”. A questão principal tem a ver com o coração e com a mente. Sem dúvida, o estímulo de uma transformação interior conduzi-lo-á a uma visão positiva e mais saudável de si mesmo, daqueles que o rodeiam e de toda a sua vida.
Carol Heffernan
escreve acerca da família, da saúde e da mulher



Revista Saúde & Lar 






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Banhos de assento




 BANHOS DE ASSENTO
O poder da água






 O s banhos, quentes ou frios, têm um grande poder terapêutico. Conheça um pouco mais desses recursos usados desde a Antiguidade e redescobertos nos últimos tempos. 

Banho de assento frio
– Temperatura: 15°C a 20°C.
– Duração: em geral, de 6 a 15 segundos, adaptando a duração à sensibilidade individual.
Aconselha-se praticá-lo à noite, antes de dormir. Se a pessoa estiver de cama, é necessário tomá-lo e deitar-se novamente, sem se secar.
O ideal é que logo após a sua aplicação se manifeste uma agradável sensação de calor. 
 
Efeitos e indicações
– Nos casos de prisão de ventre e hemorroidas, normaliza e estimula a atividade intestinal, fortalece a musculatura abdominal e permite uma melhor irrigação dos órgãos da pélvis. Alivia o prurido (comichão) anal.
– Regulariza o funcionamento dos rins e favorece a eliminação de toxinas pela urina.
– Acalma os nervos e facilita o sono.
– Normaliza as funções genitais e a menstruação; evita o desprendimento do útero (prolapso uterino) e da bexiga, ao reforçar a musculatura pélvica. Inibe os processos inflamatórios pélvicos.
– Por um mecanismo reflexo, estimula a circulação arterial, especialmente nas extremidades inferiores, o que é muito útil em casos de arteriosclerose.

Precauções
Segundo Kneipp,1 não é conveniente utilizá-lo mais de duas ou três vezes por semana.
Deve evitar-se o arrefecimento, protegendo devidamente a parte não submersa, se necessário. 

Banho de assento quente
– Temperatura: 36°C a 39°C.
– Duração: em geral, de 10 a 15 minutos.
Se for necessário, para evitar o esfriamento, envolver-se com toalha ou manta de lã, previamente aquecida, até aos pés.
– Terminar passando água fria ou com jatos frios no baixo-ventre e pernas. Deve-se ir aquecido para a cama.
– É muito proveitoso acrescentar extratos de plantas medicinais: flores de feno, cavalinha (Equisetum arvense L.), aveia e camomila (Matricaria chamomilla L.)

Variantes do banho de assento quente
– Temperatura progressiva: de 36°C a 42°C, durante 15 a 20 minutos.
– Muito quente: eleva-se a temperatura da água até aos 45°C. Deve ser realizado com supervisão médica. 
 
Tipos de aplicações hidroterapêuticas de acordo com a temperatura da água
Aplicações Temperatura Reação
muito quentes mais de 39°C intensa
quentes 36°C a 38°C moderada
neutras 34°C a 35°C nula
mornas 30°C a 33°C moderada
frias 16°C a 29°C intensa
muito frias 8°C a 15°C muito intensa
A reação do organismo a um tratamento hidroterapêutico será tanto mais intensa (1) quanto mais distante da temperatura neutra estiver a temperatura da aplicação, (2) quanto mais breve for sua aplicação e (3) quanto mais generalizada for.

Efeitos e indicações
– Estimula a circulação do baixo-ventre e dos órgãos da pélvis, e atua como anti-inflamatório e sedativo.
– Por mecanismo reflexo, diminui os espasmos das artérias, especialmente das coronárias, causadoras da angina do peito.
– Evita os espasmos do intestino grosso, aliviando a prisão de ventre e a dor das fissuras anais, facilitando a sua cicatrização.
– Por mecanismo reflexo, alivia os espasmos que causam a cólica biliar.
– Regulariza as menstruações e acalma a dismenorreia (menstruações dolorosas); no homem, é recomendável em caso de hipertrofia da próstata e prostatite, e nos dois sexos desinflama os órgãos pélvicos.
– Alivia a dor da cólica renal e facilita a eliminação de cálculos; relaxa e alivia a bexiga em caso de cistite. 
 
banhoassento.jpgBanho de assento com temperaturas alternadas
– Em duas bacias: um de 38°C a 40°C e o outro de 15°C a 18°C.
– Primeiro toma-se o banho quente (5 a 10 minutos) e depois o frio (5 a 10 segundos), alternando uma ou duas vezes.
– Terminar sempre tomando o banho frio.
– Se for pela manhã, secar-se, vestir-se imediatamente e movimentar-se para facilitar a reação de calor. À noite, é necessário aquecer-se na cama. 

Efeitos e indicações
– Grande estimulador da circulação dos órgãos do abdómen e da pélvis, assim como das pernas e dos pés, melhorando a rigidez da região lombar e glútea. Favorece a relaxação do reto. 
 
É indicado em casos de:
– Artrose da bacia, artrose das vértebras lombares e sacras, hérnia de disco intervertebral, lumbago, ciática.
– Prisão de ventre, prurido (comichão) anal.
– Distúrbios da menstruação, inflamação dos órgãos genitais, leucorreia (corrimento branco) e esterilidade; no homem, é
usado para combater a prostatite e a impotência sexual.
– Recomendado em caso de depressão ou de astenia (cansaço ou fraqueza física) por ser estimulante e tonificante para todo o corpo.


Ernest Schneider
Médico, autor de A Saúde pela Natureza, lançado pela Publicadora SerVir
1. Sebastian Kneipp (1821-1897), sacerdote bávaro, foi um dos iniciadores do movimento da medicina naturopática. O seu nome está associado a todo um sistema de cura por métodos naturais, do qual se destaca a hidroterapia. Publicou, em 1886, um livro sobre este tema, A minha cura pela água.

Revista Saúde & Lar
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Dedaleira





DEDALEIRA
Medicamento ou veneno?
 




NOME EM LATIM: Digitalis purpurea L.
FAMÍLIA: Escrofulariáceas
OUTROS NOMES: Digital, abeloura, erva-dedal, caçapeiro, estoura-flores, dedalário, dedaleiro-verdadeiro, luvas-de-santa-maria.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: A dedaleira é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. No século XVII, na Inglaterra, deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas de dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). Poucos anos mais tarde, a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo.
Desde então, fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta, cujos princípios ativos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico.
Atualmente, os glicósidos da dedaleira são amplamente utilizados em medicina, e têm salvo a vida a milhares de doentes do coração.
Ao mesmo tempo, porém, a dedaleira é uma planta muito tóxica, e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única folha (cerca de 10g) pode causar a morte de um adulto. É um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita, e a dose tóxica está muito próxima da curativa.
Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios ativos, segundo o lugar onde a planta se desenvolveu, a época da recolha, a rapidez da secagem das folhas, etc., a indústria farmacêutica recorreu ao isolamento desses princípios ativos quimicamente puros. Deste modo, é mais fácil doseá-los e aplicá-los corretamente. Em contrapartida,
a eficácia destes extratos é menor, pois prescinde-se de outras substâncias presentes na planta, e que completam a sua ação.
DESCRIÇÃO: Planta bienal que atinge até 1,5m de altura. As folhas são grandes, aveludadas e lanceoladas, e saem da parte inferior da planta. As flores têm a forma de dedo, de cor púrpura ou rosada, e crescem todas juntas no extremo do caule.
HABITAT: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental. Naturalizada no continente americano.
Fitologia_81160690.jpgPROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Podemos distinguir dois tipos de substâncias na dedaleira:
Não glicósidas: digitoflavina (corante amarelo), cicloexanol, ácidos málico e succínico, tanino e uma diastase oxidante. Estas substâncias não têm uma ação direta sobre o coração, mas complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos.
Glicósidos: São os responsáveis pelos efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. Os mais importantes são a digoxina e a digitalina. Possuem as seguintes propriedades:
– Aumentam a força das contrações do coração, melhorando o seu rendimento mecânico.
– Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia).
Por tudo isto, os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca (1,2) (incapacidade do coração para bombear o sangue de que o corpo necessita), que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar, ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e nos tecidos do organismo). Além disso, normalizam o ritmo do coração e têm uma certa ação diurética, o que contribui para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório.
PARTES UTILIZADAS: As folhas.
PREPARAÇÃO E EMPREGO:
USO INTERNO
1 Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extrato em forma de preparado farmacêutico. No entanto, a planta completa é mais eficiente, embora requeira mais precaução para se administrar a dose exata. Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que, corretamente aplicada, pode resolver grandes problemas cardíacos e, inclusivamente, salvar a vida.
2 Infusão: Faz-se com 1g de pó obtido por trituração das folhas secas, em 100ml de água quente, sem que chegue a ferver. Deixar repousar durante 15 minutos. Tomá-la ao longo do dia, às colheradas. Não ultrapassar esta dose. Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos, pois os glicósidos acumulam-se no organismo; o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois.
USO EXTERNO
3 Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água, que se aplica sobre a zona da pele afetada, empapando compressas de algodão.
Excelente cicatrizante
Em uso externo, as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas, incluindo as varicosas (). Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração.
Dr. Jorge Pamplona Roger*

*Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora SerVir, S.A.
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Vegetais na luta contra o cancro




 VEGETAIS 
Na luta contra o cancro






Apesar dos avanços cada vez mais significativos na luta contra o mesmo, o cancro, em geral, continua a ser um desafio muito importante para a Medicina. Por isso, todas as contribuições nessa batalha são bem-vindas. Já se sabia da importância do consumo dos vegetais crucíferos (em especial, os brócolos) como produtores de sulforafano, uma substância natural capaz de reduzir significativamente os radicais livres que estão na génese do cancro e de outras doenças. Já se sabia, também, que o sulforafano inibe as enzimas, chamadas histonas desacetilases, que interferem com o funcionamento normal dos genes supressores dos tumores. Agora, num trabalho recente realizado na Universidade de Oregon, nos EUA, concluiu-se que o sulforafano intervém, também, na metilação do ADN, o qual desempenha um papel semelhante. Segundo a principal investigadora do estudo, Dr.ª Emily Ho, “é cada vez mais evidente que o sulforafano consegue atuar de vários modos. Quanto mais investigamos este composto, mais benefícios encontramos”.
É assim cada vez mais evidente que estes alimentos podem ser um contributo muito importante para a conservação da saúde e a prevenção da doença.

Clinical Epigenetics/S&L - revista saúde & lar


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