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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

O cancro da mama: mitos e realidades


 





CANCRO DA MAMA
Mitos e realidades







Tal como muitas mulheres com seios grandes, a Bárbara C. acreditava que o tamanho, tal como os recorrentes quistos benignos que tinha, representavam um risco de cancro da mama. Na realidade, nenhum deles é o precursor de uma doença que afecta anualmente mais de 3 500 mulheres em Portugal.
Vários mitos cercam o cancro da mama, com alguns médicos a acreditar em parte deles, segundo diz Kathy Helzlsouer, professora assistente de oncologia e epidemiologia na Faculdade de Medicina de Johns Hopkins, em Baltimore. "Muitos médicos acreditam que o lado paterno da família não é importante, mas uma tendência hereditária pode vir tanto do lado materno como do paterno," disse a Dra. Helzlsouer. "Por isso, ambos deverão ser relatados."
Outros mitos comuns e suas possíveis causas, incluem:
Mito: Mulheres com seios grandes são mais susceptíveis de ter cancro da mama.
Realidade: O tamanho dos seios não tem ligação directa com o cancro da mama. O mito talvez tenha origem no facto de a gordura corporal excessiva estar, realmente, relacionada com o cancro da mama, uma vez que a gordura corporal produz hormonas. "Para termos qualquer espécie de cancro é necessário despoletadores e causadores. Os despelotadores causam-no, e os causadores promovem-no. Continua a ser uma área a investigar, mas o estrogénio pode promover. Tem-se visto que as mulheres que têm uma gordura corporal elevada têm níveis mais altos de estrogénio que, em alguns casos, pode estar relacionado com o cancro da mama. Da mesma forma, as mulheres com excesso de peso têm tendência a ter mais tecido mamário, assim, isso pode ter ajudado a criar o mito," diz Lynne Carpenter, médica no Breast Care Center, da Universidade de Michigan.
Mito: Um traumatismo no seio, tal como uma pancada ou uma nódoa negra, pode causar um tumor maligno.
Realidade: "O que é mais provável é que o cancro já lá estivesse, e que depois da pancada a mulher se desse conta de que havia alguma coisa e fosse ao médico. É um mito que tem vindo ao longo dos anos, mas não é, realmente, verdadeiro," diz a Dra. Carpenter.
Mito: O consumo de cafeína pode causar o cancro da mama.
Realidade: Há um relacionamento entre o café e quistos benignos ou caroços no seio, mas não caroços ou quistos malignos. "A metilxantina na cafeína e, evidentemente, no chocolate, café e chá, poderá causar os caroços que algumas mulheres têm, mas não há qualquer relação entre estes quistos ou caroços e o cancro da mama," diz a Dra. Carpenter.
O que pode estar relacionado com o cancro é a gordura alimentar, de acordo com a Dra. Helzlsouer. "Ainda existe alguma controvérsia no que refere à ingestão da gordura alimentar e o cancro da mama, mas há muito boas razões para baixar já o consumo, principalmente doenças cardíacas," diz ela.Contudo, os estudos que estão a decorrer indicam que o consumo de álcool poderá estar ligado ao aumento do risco de cancro da mama. Investigadores da Universidade de Buffalo descobriram que as mulheres pré-menopausicas, com uma forma de enzima metabolizadora do álcool, de actuação rápida, que ingerem pelo menos dois copos diários, parecem ter três vezes mais hipóteses de risco de desenvolverem cancro da mama, quando comparadas com as que bebem menos com essa forma de enzima de actuação rápida, ou com aquelas que têm uma forma de actuação mais lenta.
Mito: O exercício de esforço, tal como o levantamento de pesos ou a corrida, contribuem para o cancro da mama.
Realidade: O exercício até pode, na realidade, reduzir a incidência de cancro da mama. "Estudos mostram que uma mulher pode obter altos benefícios fazendo exercício físico quatro horas por semana. Acredita-se que o exercício altera, de forma benéfica, as hormonas femininas. Não é apenas o estrogénio, mas todo um perfil de hormonas que afectam o organismo da mulher," diz Helzlsouer, "e os estudos a decorrer irão dar mais luz sobre a forma como os exercícios funcionam como medida preventiva."
"As mulheres que treinam muito poderão experimentar alguma dor nos seios por terem rasgado ligamentos minúsculos que seguram o seio, de maneira que se acontece terem dores no seio, não é cancro. Nestas situações, algumas mulheres poderão fazer um exame da mama, por sentirem a dor. Como estão a fazer um exame numa altura em que normalmente o não fariam, poderão encontrar um caroço," diz Carpenter.
Mito: As mamografias fazem as vezes do auto-exame.
Realidade: Vinte por cento dos cancros da mama não são visíveis na mamografia, muito embora ela possa detectar pequenos neoplasmas que poderão ser sinais de um cancro da mama em fase inicial. "Essa é a beleza de uma mamografia," diz Carpenter, "mas não pode ser isolada. Através de um auto-exame da mama poderemos ficar a saber o que é normal para o nosso seio. Quando sentimos alguma coisa diferente, isso dar-nos-á um aviso de que está a acontecer alguma coisa."
A Dra. Helzlsouer diz que as mulheres de mais de 40 anos deveriam fazer um auto-exame uma vez por mês e uma mamografia com exame médico da mama, anual.
Mito: O cancro da mama é a principal causa de morte entre as mulheres.
Realidade: Não. A principal causa de morte entre as mulheres é a doença cardíaca, seguida do cancro do pulmão.O Dr. Eric Louie, presidente da American Heart Association of Metropolitan Chicago, salientou, numa Conferência sobre a Mulher e a Doença Cardíaca que "anualmente, 500.000 mulheres morrerão de doenças cardiovasculares, o que é duas vezes o número de mulheres que morrerão de cancro nesse mesmo ano (todas as espécies), e o que excede o número total de mulheres que morrerão de cancro, doenças pulmonares e diabetes, combinado."No entanto, nenhum profissional médico minimiza o aumento prevalecente de cancro da mama. Em 1993, nos Estados Unidos, 108,3 mulheres de cada 100.000 foram diagnosticadas com cancro da mama – comparada com 82,6 em 1973. Em Portugal, em 1993, foram diagnosticados 3.188 casos, com uma incidência de 62,20%. Estes números, contudo, podem ser relacionados com os melhores métodos de detecção e com as mudanças que as mulheres sofreram nos últimos anos, de acordo com a Dra. Benita S. Katzenellenbogen, professora de fisiologia e biofísica da Universidade de Illinois em Urbana."As mulheres começam o ciclo mais cedo, estão a ter filhos mais tarde, e a menopausa acontece numa idade mais avançada, o que significa que as mulheres estão a ter funções ovaricas durante um período mais longo, o que acresce o aumento do factor de risco," diz Katzenellenbogen.
Mito: Alguns alimentos contribuem para o cancro.
Realidade: Não se sabe ao certo se algum alimento em particular contribui para o cancro. Contudo, alguns alimentos inibem o cancro. De acordo com a Dra. Katzenellenbogen, os produtos de soja, que têm fitoestrogénios, e outras fontes vegetais, podem ajudar a baixar o risco de cancro da mama. Os fitoestrogénios também podem ser encontrados em muitos outros vegetais (especialmente os de folha verde).Muitos frutos e vegetais, incluindo alho, tomate, verduras, cebola, feijão de soja e uvas, também contêm fitoquímicos, que servem como antioxidantes e evitam danos nas células.Além disso, estudos feitos no National Institute of Environmental Health Sciences, em North Carolina, mostram que os vegetais com alto nível de vitamina A e B-caroteno têm um efeito protector contra o cancro da mama.
Mito: O cancro da mama causa dores, por isso as mulheres saberão quando o têm.
Realidade: "Nem todo o cancro da mama provoca dores. A dor acontece quando alguma coisa corta ou pressiona os terminais nervosos, e temos uma razoável quantidade de espaço em que alguma coisa pode acontecer sem pressionar os terminais nervosos. A dor pode, também, estar relacionada com o rotura de ligamentos, ou quistos, que são sacos cheios de líquido. A dor pode estar relacionada com uma quantidade de coisas diferentes," diz Carpenter.
Mito: Todas as pessoas com cancro da mama recebem o mesmo tratamento.
Realidade: Nem todos os cancros da mama recebem o mesmo tratamento. "Queremos ver a nossa situação explicada em termos do que é melhor para nós", disse Carpenter. "Nenhuma de nós sabe por que foi que Nancy Reagan escolheu o que escolheu para o seu tratamento (mastectomia). Ela tinha um cancro bem pequenino. Poderia ter sido candidata a uma tumorectomia com radiação. Mas, para o fazer, teria de ser escoltada diariamente para radiação. Como era uma figura pública, isso iria provavelmente trazer-lhe problemas no seu papel de primeira dama. Por isso, além das decisões sobre a melhor maneira de tratar uma pessoa em particular, também tem a ver com o estilo de vida. Há, ainda, diferenças que concernem a história familiar e a saúde em geral."
Mito: Atitudes erradas ou más podem causar cancro.
Realidade: De acordo com Carpenter, claro que não. Talvez o sistema imunitário possa sofrer uma depressão e um cancro, que já lá esteja, possa crescer, mas tem de começar por haver um despoletador e um promotor. Depois, se outras coisas estiverem a acontecer, tal como acontecimentos stressantes, ou talvez não dormir o suficiente, e o corpo não estar com a melhor saúde, o sistema imunitário não estará, talvez, na sua capacidade máxima. Normalmente, quando uma das nossas células se deteriora, o nosso sistema imunitário toma conta dela. Mas se estiver, digamos, deprimido, então poderá deixar aquela pequena célula cancerosa passar sem ser reconhecida. Mas, a parte emocional não causou o cancro com o qual o seu sistema imunitário se preocupa."

Mito: Já deveríamos ter uma cura para o cancro.
Realidade: Há cerca de 100 espécies de cancro, cada um causado por muitos factores diferentes, por isso não há um tratamento único que possa curar todos.Em 1972 o orçamento do National Cancer Institute (Estados Unidos) para toda a investigação do cancro foi de 379 milhões de dólares. Hoje, é de 332 milhões de dólares só para a investigação do cancro da mama."Estamos a trabalhar com a ciência que temos disponível. Temos feito progressos tremendos. Temos, realmente, mulheres a viverem vidas completas, naturais, depois de terem sido diagnosticadas num estágio inicial," diz Carpenter. E hoje 85% das doentes vivem cinco ou mais anos depois do tratamento.
Mito: À luz dos seus efeitos sobre o cancro da mama, é um risco tomar estrogénio.
Realidade: Estudos a decorrer, incluindo o estudo compreensivo da Nurse’s Health Study at Brigham and Woman’s Hospital em Boston, iniciado em 1976, indicam que embora exista um aumento de cancros da mama para algumas mulheres que fazem uma terapia de substituição de estrogénio (THS) durante mais de 10 anos, os benefícios para o coração da maioria das mulheres aumentam substancialmente. "A relação risco benefício (comparando o risco elevado de cancro da mama e o risco de doença cardiovascular) é maior para as mulheres que escolhem THS," diz Katzenellenbogen. Por outras palavras, as mulheres que tomam THS têm uma redução na mortalidade em geral por causa dos benefícios cardiovasculares.A THS também parece melhorar os efeitos de osteoporose, uma doença que enfraquece os ossos, e poderá ter efeitos benéficos sobre a doença de Alzheimer, uma vez que os estudos indicam que os níveis reduzidos de estrogénio têm um papel importante nessa doença.Entretanto, os profissionais de saúde dizem que as mulheres devem cuidar da sua saúde em geral, incluindo alimentação, exercício físico e checkups regulares como forma de reduzir o risco de cancro da mama. 
 Rita Robinson

Extraído da revista Saúde e Lar n.º 689
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Nunca é tarde para ter mais saúde


 



NUNCA É TARDE PARA TER SAÚDE 

19 maneiras de reduzir o stress durante um dia de trabalho





No início dos anos 60 os especialistas predisseram que a semana de trabalho seria reduzida, em breve, para quatro dias, talvez até três. No lar, os aparelhos tornariam o trabalho doméstico uma tarefa simples de fazer. Algumas faculdades e universidades começaram a incluir cursos de "estudos de tempos livres". Essas aulas ajudariam as pessoas a lidar com o aumento de tempo livre que em breve teriam.
Contudo, essas predições foram substituídas pela dura realidade: as mulheres e os homens de hoje estão a trabalhar mais arduamente e durante mais tempo do que antes! No virar do século – antes dos faxes, modems, computadores e telemóveis – a semana de trabalho era, em média, de 60 horas. Ao chegar a 1970 baixara para 37 horas. Nos anos 90, de acordo com um inquérito recente, um empregado médio estava a trabalhar 46 horas semanais no escritório e mais seis em casa, perfazendo um total de 52 horas. Além disso, 40 por cento dos inquiridos disseram que trabalhariam mais 10 horas ou mais por semana para terem mais dinheiro. Isso somaria 62 horas, duras horas mais do que nos dias dos "cavalos e das carroças".
O facto é que a maior parte das pessoas têm menos tempo livre e mais stress diário enquanto tentam lidar com o trabalho e carreira, a família e os amigos. Não obstante as exigências da vida, há alguns passos simples e eficazes que podem aliviar as pressões da vida. Aqui estão 19 maneiras para reduzir o stress durante o dia de trabalho.
1. Comece o dia com uma curta oração e meditação. Em vez de saltar da cama e apressar-se para começar o seu dia, tire alguns minutos – de 5 a 20 – para meditar, ler uma passagem curta e inspiradora, ter pensamentos de paz, apreciar o dom de Deus neste novo dia. Começar desta forma dar-lhe-á uma sensação de paz que se manifestará durante todo o dia.
2. Aplique a sabedoria de S. Paulo à sua vida diária."Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável ... nisso pensai". Estas palavras são um lembrete para pensar positivamente. Durante o dia, quando enfrentar uma crise, pense num desafio. Quando enfrentar um problema, pense em possibilidade. Quando enfrentar um obstáculo, pense em oportunidade. Lidar com um acontecimento stressante de forma positiva aumentará a sua energia.
3. Lembre-se, pode cometer erros."Muitas pessoas começam a esmorecer até ao desespero ou a recriminarem-se sem piedade depois de cometerem um erro," observa a Dra. Charlotte Davis Kasl, uma psicóloga e autora do livro Finding Joy. "Parece-lhes um crime partir um prato, esquecer uma reunião ou enviar um documento importante para o endereço errado. O que é importante é não esquecer que todos erram... portanto, não seja tão duro consigo mesmo."
4. Reconheça os seus méritos.Tire alguns minutos, todos os dias, para dar a si próprio ‘pancadinhas nas costas’ por todas as coisas que conseguiu fazer. Isso mudará a sua perspectiva, ajudando-o a apreciar a grande actuação de equilíbrio que tem de fazer todos os dias – trabalhando, tratando dos filhos, fazendo trabalho voluntário, participando nas actividades da sua paróquia, mantendo uma vida social, cuidando dos pais, etc.
5. Crie imagens pacíficas na sua mente.Várias vezes ao dia, faça uma curta pausa e crie uma imagem mental pacífica. Por exemplo, imagine-se numa canoa, num lago calmo e sossegado com o sol a brilhar lá em cima. Ou imagine-se sentado calmamente num outeiro, rodeado de lindas flores silvestres. Quanto mais praticar esta técnica, mais facilmente se libertará do stress diário.
6. Leia."Como sou uma mãe sozinha com dois filhos e trabalho durante todo o dia, a minha vida é extremamente agitada," diz Karen, uma assistente de advocacia. "Ler é a minha forma de abrandar o stress. Leio durante a viagem de comboio. Leio enquanto espero o almoço. Leio antes de dormir. Para mim, ler é um escape total que me acalma e me relaxa," diz ela.
7. Seja hospitaleiro.Mantenha aberta a porta do seu coração para todos aqueles com quem contactar durante o dia. Cumpri-mente todos com um sorriso. Isso fará com que os outros gostem de estar consigo. Por seu lado, sorrir dar-lhe-á uma sensação de tranquilidade, calma e paz.
8. Observe a sua respiração.Quando estamos relaxados a nossa respiração é lenta e ritmada. Contudo, quando estamos ansiosos ou aborrecidos temos tendência para respirar irregularmente. Esteja atento à sua respiração. Logo que note que está a ficar stressado diga a si próprio: "Pára!" Depois, enquanto inspira, repita a palavra "paz". Ao expirar, sorria. Ao fazer isso, deixe os ombros descair e relaxe as mãos. Repita essa técnica várias vezes.
9. Dê uma caminhada em passo rápido.Os especialistas dizem que o exercício físico é eficaz em queimar o excesso de adrenalina que alimenta os sentimentos de ansiedade e de stress. O exercício também liberta endorfinas – os químicos naturais do organismo que bloqueiam a ansiedade e a dor. Durante as horas de expediente, até mesmo uma caminhada rápida pelo corredor ou subir um lance de escadas pode ajudar.
10. Mude de ambiente para o almoço.Saia do escritório e desfrute da sua refeição do meio-dia num parque. Use esse tempo para estar em contacto com a natureza. Pelo menos uma ou duas vezes por semana, coma sozinho, em silêncio. Coma devagar. Seja grato pela sua refeição. Divirta-se.
11. ‘Calce os sapatos’ dos outros."Tente ver um conflito ou uma diferença de opinião do ponto de vista da outra pessoa," recomenda o Dr. Redford Williams, uma autoridade em saúde cardíaca e autor da obra The Trusting Heart: Great News About Type A Behavior" (O Coração Confiante: Notícias Fantásticas Sobre o Comportamento Tipo A). "Ao tentar compreender o comportamento dos outros do seu ponto de vista, poderá ganhar o mesmo senso de perspectiva. Na maioria dos casos, sentirá a sua zanga desfazer-se."
12. Tenha cuidado com o que bebe.As bebidas cafeinadas que ingere durante o dia podem ser um pesadelo para a sua saúde mental. Demasiada cafeína pode causar tremor das mãos, inquietação e irritabilidade – tudo isso aumentando os sentimentos de stress. Tente eliminá-la da sua rotina.
13. Concentre-se na tarefa que tem em mãos, não no resultado.Esta é outra maneira de aprender a ser menos que perfeito. Se vir que se está a afligir por causa de um projecto, diga a si próprio, baixinho: "Lá estou eu outra vez a preocupar-me com o futuro. Vou só pegar nisto e fazer o melhor que posso." E faça-o. Lembre-se de deixar o futuro nas mãos de Deus.
14. Diga apenas "Não."Não tem que aceitar todos os projectos, todos os convites para se envolver, todas as oportunidades para ir a uma reunião. Aceite o que necessita e deseja fazer, mas diga "Não, obrigado" a outros pedidos do seu tempo.
15.Faça um acordo de paz consigo mesmo.Logo que se comece a sentir zangado, hostil, cínico, céptico, irritado ou impaciente, repita uma palavra que possa desfazer a energia negativa. Alguns exemplos incluem paz, amor, esperança, fé, alegria, paciência, etc.
16. Reviva uma lembrança feliz.Ligue-se ao poder das suas lembranças. Numa altura de stress, olhe para trás e lembre-se de uma experiência agradável ou de um momento de satisfação. "Poderá escolher o dia do seu casamento, o dia do nascimento de um filho ou quando alguém cuja opinião significava muito para si, apreciou algo que tenha feito," diz a Dra. Anees A. Sheikh, professora de psicologia da Universidade de Marquette, em Milwaukee. "Qualquer cena ou acontecimento em que se tenha sentido seguro, exultante, ou bem sucedido, estará bem. Não se lembre apenas destes acontecimentos – reviva-os."
17. Haja música.A música certa poderá levá-lo de um estado muito tenso para um estado relaxado em muito pouco tempo. A música certa é geralmente instrumental em vez de vocal e é, normalmente, tocada por instrumentos como a flauta, harpa, piano e conjuntos de cordas. Muitas pessoas acham que os sons da natureza combinados com harmonias musicais são muito relaxantes.
18. Contente-se com "chega assim".É espantoso quanto stress pode ser completamente eliminado quando decidimos que não temos de ter a casa mais limpa, o jardim mais arranjado, os filhos mais bem comportados. Olhe para a sua vida e veja em que deverá ser menos exigente consigo mesmo.
19. Não leve para casa os problemas do trabalho.Deixe as suas preocupações no escritório. Sentir-se-á melhor e regressará ao trabalho sentindo-se revigorado, enérgico e mais criativo. O Dr. Saki F. Santorelli, professor assistente de medicina no Centro Médico da Faculdade de Massachusetts, oferece estas sugestões: "No fim de um dia de trabalho ... sente-se tranquilamente e faça, conscienciosamente a transacção do trabalho para casa – tire um momento e seja apenas você – desfrute a sensação durante um momento. Tal como a maioria de nós, estará a entrar no seu outro trabalho a tempo inteiro – o lar. Quando estacionar o seu carro, tome um minuto para se preparar para estar com os membros da sua família ou para entrar em casa. Tente mudar de roupa quando chega a casa. Este simples acto poderá ajudá-lo a fazer uma transição mais suave para o seu ‘papel’ seguinte.
Por fim, lembre-se que estas 19 sugestões são apenas linhas mestras. Permita que o seu próprio sentido de oportunidade e curiosidade evolua enquanto explora e descobre a sua maneira própria e única de reduzir o stress durante o dia de trabalho.


 Victor M. Parachin



extraído da revista saúde e Lar

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Angélica






 ANGÉLICA ARCHANGÉLICA








NOME EM LATIM: Angelica archangelica L.
FAMÍLIA: Umbelíferas
OUTROS NOMES: erva-do-espírito-santo.
HABITAT: Originária do norte da Europa e da Ásia, ainda que o seu cultivo e uso se tenham expandido por todo o mundo. Prefere os lugares frios e húmidos, perto de rios e pântanos.
DESCRIÇÃO: Planta herbácea que costuma medir de 1 a 2 m de altura. O seu caule é grosso e canelado, em cujo extremo se encontram as flores distribuídas em forma de umbela.
Existe um certo risco de confundi-la com a cicuta, que também pertence à mesma família, embora apresente diferenças significativas. Além disso, a angélica exala um agradável aroma entre picante e adocicado, enquanto a cicuta tem um cheiro muito desagradável.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: A angélica é uma típica planta nortenha. Na Gronelândia ocupa grandes extensões, e os habitantes daquele país usam-na abundantemente desde tempos remotos. Não sendo uma planta mediterrânea, não chegou a ser conhecida pelos grandes médicos e botânicos da antiguidade clássica.
Começou a ser usada na Europa na Idade Média, durante as grandes epidemias da peste. Muitos atingidos pela peste procuravam-na desesperadamente como último remédio antes de se entregarem à morte, já que se tinha divulgado a lenda, segundo a qual o arcanjo Gabriel a mostrara a um sábio ermitão, para que este pudesse combater a peste. Daí os monges e frades terem começado a cultivá-la nos seus conventos, com o fim de elaborar com ela diversos tipos de remédios, infelizmente todos em forma de licor alcoólico. Hoje ainda se preparam com a angélica os licores Benedictine e Chartreuse.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A angélica era recomendada para uma longa lista de doenças, desde a peste ao reumatismo, como se se tratasse de uma panaceia. Os seus princípios activos são o felandreno, de acção digestiva e espasmolítica, e a angelicina, que exerce uma acção sedativa e equilibradora sobre o sistema nervoso. A estes princípios activos se devem as suas autênticas propriedades medicinais:
Digestiva e carminativa: É um grande tónico e estimulante das funções do aparelho digestivo. Aumenta o apetite, facilita a digestão, aumenta a secreção de sucos gástricos e elimina os gases e fermentações intestinais (Œ). É a planta por excelência para os que têm falta de apetite, os debilitados e os dispépticos. Muito indicada para aqueles que sofram de estômago descaído ou atónico (ptose gástrica). Dá bons resultados no caso de enxaqueca de origem digestiva.
Tonificante e equilibradora do sistema nervoso: Torna-se muito útil nos casos de depressões, neurose e debilidade nervosa (Œ). Recomenda--se também aos estudantes em época de exames, pessoas com stress, convalescentes de doenças debilitantes e, em geral, a todos aqueles que tenham de superar alguma prova difícil.
Os banhos com água de angélica têm um efeito muito saudável sobre o sistema nervoso ().
Tem também efeitos diuréticos e expectorantes, embora de menor intensidade que os anteriores.
PARTES UTILIZADAS: A raiz especialmente, e também as folhas tenras e as sementes.

PREPARAÇÃO E EMPREGO:
USO INTERNO
Infusão ou decocção: Prepara-se com a raiz triturada, que é a parte mais activa da planta, à razão de 20-30 g por litro de água.
Também se podem acrescentar folhas tenras e sementes. Toma-se uma chávena de tisana antes de cada refeição, até três vezes ao dia.
USO EXTERNO
Banhos: Decocção com 100 g de planta num litro de água, que se acrescenta à água do banho.


Precauções
Desaconselhamos formalmente o emprego dos licores preparados com angélica, pois os efeitos nocivos devidos ao seu elevado conteúdo alcoólico ultrapassam em muito as suas possíveis propriedades medicinais.

* Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais,
editado pela Publicadora Atlântico, S.A.
Dr. Jorge Pamplona Roger Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Saúde da mulher nas suas várias idades






SAÚDE DA MULHER
nas suas várias idades










As mulheres vivem mais anos (cerca de dez anos mais) do que os homens. Com efeito, uma constatação válida em todas as latitudes do mundo. Esta diferença de esperança de vida será, segundo os cientistas, devida às hormonas. A mortalidade masculina estará ligada à toxicidade da testosterona, a hormona masculina responsável pela agressividade, pela competitividade e pela libido.
Com efeito uma taxa elevada de testosterona no sangue causa um aumento de LDL, ou “mau” colesterol, diminui o nível de HDL, o colesterol “bom”, expondo ainda o homem ao risco de AVC e doenças cardíacas. No entanto, se por um lado é verdade que a mulher vive mais tempo, é também verdade que ela está sujeita a doenças crónicas, tais como a osteoporose, ou a doenças auto-imunes (esclerose em placas, lúpus eritematoso, etc.). Actualmente, a diferença  entre as mortalidades masculina e feminina tende a equilibrar-se negativamente, uma vez que as mulheres são mais vulneráveis às doenças tipicamente masculinas. É, por isso, importante que a mulher vigie o seu estado de saúde em todas as etapas da sua vida. E isso desde a adolescência, sensibilizando a jovem  para as regras fundamentais de uma boa alimentação, de uma higiene sã e dos benefícios do exercício físico. Conhecimentos que, postos em prática, lhe permitirão acrescentar “anos à vida e vida aos anos”!

 Da adolescência aos 29 anos:
Quando somos jovens temos tendência a considerar a saúde como um privilégio adquirido de uma vez por todas e então tendemos a prestar-lhe pouca atenção. Por esse motivo, a adolescência e o tempo de criança são os melhores períodos para enraizar as bases de uma vida sã, ao abrigo de doenças graves.
A prevenção primária, baseada no estilo de vida, nasce na mesa, graças a uma alimentação que – como nós sublinhamos frequentemente na nossa revista e segundo as recomendações provenientes de organismos como a OMS (Organiza-
ção Mundial de Saúde) – privilegia vegetais, frutas, legumes, cereais e leguminosas. A soja, em especial, pelo seu conteúdo de flavonóides, ocupa um lugar de destaque na prevenção das perturbações da menopausa. Regra geral, comer sensatamente permite evitar problemas de osteoporose, cancros, esterilidade, ...Uma breve revisão das consultas e exames aconselhados durante este período da vida:
No ginecologista. Desde o início da actividade sexual, mas em qualquer caso a partir dos 18 anos, o esfregaço vaginal torna-se indispensável. Procura-se, em primeiro lugar, sinais de irritação nos órgãos genitais externos e nas paredes da vagina. Em seguida colhem-se algumas células do colo do útero e do canal cervical para despistar a presença de anomalias ou de infecções causadas, por exemplo, pelo vírus papiloma (uma doença sexualmente transmissível que pode degenerar em cancro do colo do útero). Depois desta colheita, o ginecologista examina os ovários, o útero e as trompas. Ele pode, também, procurar a presença de eventuais problemas da parede recto-vaginal fazendo um exame rectal. A frequência ideal seria uma consulta ginecológica anual, e um esfregaço de três em três anos.
Exame da mama. É aconselhável efectuar a auto-palpação mensalmente, no fim do período menstrual e, a partir dos 20 anos, deve ir ao ginecologista de três em três anos para um exame mais profundo. A manifestação de certos sinais (secreção do mamilo, engrossamento ou induração) devem levar a consultar o médico sem demora. A existência de antecedentes familiares de cancro deste tipo, deve conduzir sistematicamente a uma vigilância exercida por exames mais frequentes.
Tensão arterial. Trata-se de um simples controlo que o médico fará regularmente. A tensão não deve ultrapassar o máximo de 14 e o mínimo de 9. Em caso de excesso de peso ou de antecedentes familiares de hipertensão arterial, deve ser vigiada uma vez por ano.
Colesterol. Uma taxa de colesterol elevada (principalmente do tipo LDL) aumenta o risco de doenças cardiovasculares. É, por isso, conveniente planear já os controlos: depois dos 20 anos, uma análise ao colesterol cada 5 anos. Se as taxas são superiores ao normal, diminuir as gorduras animais e praticar mais exercício físico.
Pele. Controlar os sinais existentes no corpo. Se eles mudam de cor ou de forma, deve dizê-lo ao médico e marcar uma consulta dermatológica. Isso é igualmente válido para outras anomalias cutâneas. Entre os 20 e os 40 anos, é recomendável fazer um controlo dermatológico para despistagem de um eventual melanoma (cancro da pele). A aparição de formas acneicas graves deve ser tratada logo que possível para prevenir cicatrizes.
Dentes. Deve ser feita uma visita anual de controlo ao dentista.

Entre os 30 e os 49 anos:
É geralmente durante este período que as mulheres planeiam a gravidez, entram no mundo do trabalho e vêem as suas responsabilidades e o stress aumentar. Produzem-se importantes mudanças que provocam transformações no organismo feminino. Trata-se, também, de uma etapa da vida na qual certas doenças tais como as patologias cardiovasculares e os cancros estão à espreita. É, por esse motivo, indispensável adoptar um modo de vida estável e procurar os sinais precursores de uma eventual doença fazendo controlos regulares.
No ginecologista. Uma visita por ano e um esfregaço de três em três anos. Numerosos ginecologistas aconselham, entretanto, a aumentar a frequência destes exames.
Mama. O diagnóstico precoce é a melhor maneira de vencer o cancro da mama. Nem todos os especialistas estão de acordo quanto à frequência da mamografia (radiografia da mama) que pode detectar lesões cancerosas ou qualquer outra anomalia do tecido mamário. O Instituto Nacional do Cancro (EUA) aconselha as mulheres com mais de 40 anos a efectuar uma mamografia uma vez por ano ou de dois em dois anos. A Sociedade Americana do Cancro sustenta, por seu lado, a necessidade de efectuar este exame anualmente e a Associação Médica Americana aconselha uma mamografia anual unicamente a mulheres com mais de 50 anos. O médico tratará de avaliar a necessidade caso a caso entre os 40 e os 50 anos.
Pele. Depois dos 40 anos, uma visita ao dermatologista uma vez por ano, permite despistar os cancros de pele ou os sinais que apresentem risco.
Exames pré-natais. Uma vez confirmada a gravidez, é conveniente marcar uma consulta ao ginecologista. Aquando da primeira visita, o especialista toma nota de todos os elementos de saúde da mulher e das doenças que ela teve. Ele faz um exame ginecológico completo, incluindo o esfregaço. Mede a tensão arterial e prescreve à paciente análises de sangue, para procurar, além dos exames de rotina, o grupo sanguíneo e a presença de anticorpos contra a hepatite B, a rubéola, a toxoplasmose e o HIV. Aconselhamos igualmente testes para despistar doenças sexualmente transmissíveis. As consultas sucessivas mensais serão breves se não existirem complicações. A legislação prevê três ecografias, uma antes das 12 semanas de amenorreia (para uma datação precisa da gravidez), uma cerca das 20 semanas (para a despistagem de eventuais anomalias) e uma às 36 semanas (para controlar o crescimento e a posição do feto). A presença de diabetes ou de hipertensão representam um factor de risco e necessita, por consequência, de exames especiais.
Fibromas uterinos. Menstruações abundantes e prolongadas, dores pélvicas e necessidade frequente de urinar, são sintomas reveladores da presença de fibromas uterinos. Estas formações benignas devem ser vigiadas; não haverá intervenção a não ser que elas causem problemas realmente graves.
Exame rectal. Após os 40 anos, é aconselhável associar o toque rectal ao exame ginecológico para despistar eventuais anomalias da parede recto-vaginal.
Colesterol. É possível que a colesterolémia aumente após os 40 anos. É conveniente fazer um controlo anual do colesterol total bem como do “mau” colesterol (LDL), responsável por doenças cardiovasculares.
 Entre os 50 e os 69 anos:
Os filhos cresceram e deixaram o lar paterno, a reforma aproxima-se, temos mais tempo para nos ocuparmos connosco próprias. Infelizmente, este período “mais tranquilo” da existência pode ser mal vivido: frequentemente o sentimento de inutilidade e depressão acompanham as modificações fisiológicas naturais (descida das taxas hormonais e outros sintomas da menopausa) e por vezes amplificam estes fenómenos físicos. Para atenuar os efeitos negativos desta idade e desfrutar plenamente das suas vantagens, é suficiente seguir algumas regras, como manter um exercício físico, fazer refeições muito ligeiras à noite ou consumir folatos, nutrientes presentes nos legumes de folhas verdes, nos ovos, nos cereais e nas leveduras, que reduzem o risco de doenças coronárias. Além disso, a vigilância médica continua a ser importante pois neste período da vida o risco de cancro da mama ou do endométrio é muito elevado.
No ginecologista. Os controlos anuais e os esfregaços de dois em dois ou de três em três anos são suficientes. Em certos casos, porém, poderá ser aconselhável o aumento das consultas.
Cancro recto-cólico. Do qual se verificou um aumento nas mulheres após os 50 anos. Na Europa, ele ocupa actualmente o segundo lugar na população feminina e é mais frequente nos países onde a alimentação é rica em gorduras e pobre em alimentos de origem vegetal. A componente genética é certa, por consequência as pessoas cujos progenitores, ou apenas um dos progenitores, tiveram um cancro do cólon, devem submeter-se uma vez por ano a um teste para detectar a presença de sangue nas fezes; será também efectuada uma recto--coloscopia de cinco em cinco anos para procurar eventuais formações pré-cancerosas.
Osteoporose.  50% das fracturas que ocorrem em mulheres com mais de 50 anos devem-se à osteoporose. Para determinar o estado ósseo, será efectuada, por computador, uma medição dos níveis de minerais nos ossos, anualmente ou de dois em dois anos, principalmente ao nível dos pulsos e das vértebras. O que deve ser feito se os valores são inferiores ao normal? No campo alimentar, uma ingestão suficiente de cálcio, uma actividade física, uma terapia hormonal de substituição ou outros medicamentos que actuem sobre o metabolismo do cálcio.
Colesterol. A taxa de colesterol LDL, aquele que aumenta o risco de arteriosclerose (obstrução das artérias por depósitos lipídicos) sobe.  Outras patologias como as doenças coronárias ou o risco de AVC, são derivadas da arteriosclerose. O regime alimentar é o remédio por excelência. Existem, para os casos mais graves, medicamentos que conseguem fazer baixar a taxa de colesterol no sangue.
Mama. Primeiramente, aconselhamos a fazer uma mamografia uma ou duas vezes por ano. Uma biopsia por aspiração pode dar um resultado mais fiável e definitivo.
Coração. As doenças cardiovasculares devem ser as mais temidas. O desaparecimento do ciclo menstrual provoca, com efeito, a perda da protecção mantida pelos estrogéneos. É, então, preferível associar ao controlo da tensão arterial e do colesterol, um electrocardiograma para revelar eventuais disfunções cardíacas. Deve ser evitada uma subida de peso para não sobrecarregar o coração.
Visão. Certas patologias como o glaucoma e a catarata não se manifestam senão quando já atingiram um estado avançado. O glaucoma, devido a uma pressão muito elevada de líquidos no interior do olho, é responsável por 15% dos casos de cegueira dos adultos e necessita de uma terapia contínua. A catarata, ou seja, a opacificação do cristalino, pode aparecer após os 50 anos; esta patologia é hoje em dia facilmente tratável através de uma intervenção de substituição do cristalino, e é efectuada com anestesia local.
É aconselhável, consequentemente, uma ida ao oftalmologista de dois em dois anos; e depois deverá ir a uma consulta anualmente. O exame do fundo do olho permite despistar eventuais patologias da retina, causadas frequentemente por hipertensão, por diabetes e por arteriosclerose.
Audição. Durante este período, assiste-se a uma diminuição inevitável da sensibilidade auditiva. Deve consultar-se um especialista em caso de problemas graves. Já se encontram no comércio, hoje em dia, aparelhos auditivos sofisticados e praticamente invisíveis que ajudam a ultrapassar o problema.

Após os 70 anos:
As pessoas com mais de 70 anos representam 13% da população dos países industrializados. Elas chegaram a essa idade após terem atravessado e ultrapassado épocas particularmente difíceis (doenças infecciosas sem antibióticos, guerras, etc.). Felizmente, a medicina fez, entretanto, grandes progressos que permitem envelhecer com mais serenidade. Manter uma boa higiene mental, criar interesses, cultivar hobbis, rodear-se dos familiares e, porque não, a dimensão espiritual, são elementos muito importantes que aumentam a capacidade de enfrentar estas doenças devidas à idade e as inevitáveis dificuldades físicas também a ela inerentes.
No ginecologista. Metade das mulheres nas quais é diagnosticado um cancro dos ovários tem mais de 65 anos; o único meio de descobrir a tempo esta doença, é a consulta ginecológica anual. Ao contrário do que se pensa, a idade não incide sobre o risco de cancro do colo do útero.
Cancro recto-cólico. A redução da actividade física e a idade avançada são os factores favoráveis à aparição destes cancros. Um diagnóstico precoce não pode ser estabelecido a não ser com controlos regulares. O exame principal a efectuar é a procura de sangue nas fezes. Frequentemente é também necessário recorrer a outros exames para uma verificação mais aprofundada: exploração rectal, sigmoidoscopia e coloscopia (observação das paredes internas do cólon sigmoideu e do cólon com um dispositivo com fibras ópticas). Este cancro manifesta-se por sintomas como a mudança dos hábitos intestinais durante vários dias, sangue nas fezes e, em algumas pacientes, dores abdominais e gástricas.
Osteoporose. Se ainda não foi efectuado, o exame da densidade da massa óssea deve ser feito sem falta nesta altura. Nesta idade, existe provavelmente um certo grau de osteoporose, mais elevado nas fumadoras e em caso de carências alimentares. Medicamentos e exercício físico ajudam notavelmente a afrouxar a perda da massa óssea.
Mama. Entre os 70 e os 80 anos, uma mulher em cada 14 é afectada por cancro da mama, e cerca dos 80 anos, a taxa é de uma em cada 10. A mamografia deve ser feita anualmente ou de dois em dois anos.
Coração. Neste período da vida, as doenças cardiovasculares representam o principal perigo. Por isso, a tensão arterial e o colesterol devem ser controlados. Em caso de suspeita de doença cardíaca, os exames a efectuar são: o electrocardiograma de esforço (a actividade cardíaca é registada durante um período de repouso e durante um período de exercício físico), a angiografia coronária (uma radiografia que mede o calibre das artérias coronárias), o scanner ou a ressonância magnética.
Visão. Apesar de ser normal que a visão diminua, o processo não deve ser suportado passivamente. Certos problemas podem ser prevenidos. O oftalmologista deve ser consultado de dois em dois anos, ou todos os anos em caso de diabetes. Será verificada a existência de glaucoma, cataratas ou degeneração macular (lesão da parte central da retina). Para evitar fatigar os olhos, é por vezes suficiente iluminar adequadamente os locais em que se vive.
Audição. Um terço das pessoas entre os 65 e os 74 anos sofrem de surdez, em vários graus. Para avaliar as situações mais graves, verificar se há dificuldades em compreender as palavras, se os sons mais agudos são mal percebidos ou se não conseguimos distinguir uma pessoa que fala no meio de outros barulhos de fundo. Em seguida virá o exame auditivo. Em caso de insuficiência auditiva, existem próteses adaptadas a certos tipos de surdez. Por vezes é necessário experimentar vários modelos antes de encontrar aquele que melhor se adapta às exigências de cada pessoa.
Pele. Um controlo anual, feito pelo dermatologista, será utilizado para despistar a tempo, eventuais cancros da pele. Após os 70 anos, a pele tem tendência a tornar-se mais seca e a irritar-se mais facilmente, é ainda mais sensível aos raios solares. A regra principal é proteger a pele com a ajuda de cremes apropriados.


Ennio Battista

Extraído da revista Saúde e Lar
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