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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

Filosofia de vida

 




FILOSOFIA DE VIDA







Só por hoje, serei feliz. A felicidade é algo interior.

Só por hoje, tentarei ajustar-me à realidade e não procurarei ajustar as coisas aos meus desejos pessoais. Aceitarei a minha família, os meus negócios e a minha sorte como são e tentarei encaixar-me neles.
 
Só por hoje, cuidarei do meu organismo. Praticarei exercício, alimentá-lo-ei, limpá-lo-ei, não abusarei dele nem o abandonarei.
 
Só por hoje, tratarei de fortalecer o meu espírito. Aprenderei algo útil. Não serei um ocioso mental. Lerei algo que exija esforço.

Só por hoje, farei bem a alguém, sem que a pessoa descubra.
 
Só por hoje, serei agradável. Terei o melhor aspeto que possa, vestir-me-ei com a maior correção ao meu alcance e falarei em voz baixa.
 
Só por hoje, tentarei viver apenas este dia.
 
Só por hoje, terei um programa. Porei por escrito o que penso fazer a cada hora. Talvez não siga exatamente o programa, mas tê-lo-ei. Eliminarei duas pragas: a pressa e a indecisão.
 
Só por hoje, terei meia hora tranquila de solidão e de repouso. Nessa meia hora pensarei, por vezes, no sentido da vida e nos meus valores espirituais.

Só por hoje, não terei temor. Especialmente, não terei medo de ser feliz, de desfrutar do belo, de amar e de crer que aqueles que amo me amam.



Extraído da revista saúde & lar - junho 2012 
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Bronquite - prevenção









 BRONQUITE
Prevenção








A bronquite crónica é uma doença do aparelho respiratório com produção excessiva de muco e consequentemente com tosse e expectoração. Quando esta situação acontece durante 3 meses por ano, em pelo menos 2 anos seguidos, ficamos com a certeza do diagnóstico. Os doentes apresentam pieira, falta de ar ou dispneia e estas queixas agravam-se com o esforço ou com o exercício físico.
A maior parte dos doentes com bronquite crónica são fumadores e a doença é tanto mais grave quanto mais cedo a pessoa começar a fumar, quantos mais anos fumou e quanto maior for o número de cigarros fumados diariamente.
As pessoas que não fumam mas que vivem ou trabalham com fumadores, também estão em perigo de contrair a doença. Por outro lado, quem trabalha em ambientes poluídos com poeiras tóxicas, solventes, tintas, fumos e gases expelidos por motores dos automóveis, outros motores de combustão ou de fábricas e quem tem infecções respiratórias de repetição pode vir a sofrer de bronquite crónica.
Se é fumador, se está exposto a uma atmosfera poluída, se tem frequentes queixas respiratórias, nomeadamente tosse, expectoração, pieira, cansaço fácil e dificuldades em respirar, consulte o médico para que a sua situação seja estudada e sejam tomadas as medidas recomendadas para tratar ou minimizar os seus efeitos.
Essas medidas podem implicar o deixar imediatamente de fumar, deixar de frequentar espaços fechados onde existem fumadores ou com a atmosfera carregada de substâncias irritantes ou tóxicas. No caso de ser uma pessoa com problemas ou outras doenças do aparelho respiratório, deve tratar-se. A melhor opção será a de levar uma vida saudável em contacto com a natureza e respirar o ar livre.
Mas o mais importante de tudo é evitar a doença, não se expondo aos factores de risco referidos. Porém, se já é um bronquítico crónico, decida interromper imediatamente o consumo do tabaco, afastar-se dos ambientes poluídos e falar sobre esse assunto ao seu médico, porque existem medicamentos que dilatam os brônquios, ajudam a eliminar o muco em excesso e controlam as infecções respiratórias.
Se assim não fizer, a doença continuará a evoluir, terá episódios cada vez mais frequentes e prolongados de tosse e expectoração, sentir-se-á cada vez mais cansado para esforços cada vez mais pequenos e terá a sua capacidade de autonomia mais reduzida.Por tudo isto, vale a pena prevenir: respire ar puro! 

Dr. Flávio Rodrigues
Médico especialista em Saúde Pública e Autoridade de Saúde na área da grande Lisboa

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Uva - um excelente medicalimento







UVA
Um excelente medicalimento










A uva é, a seguir à laranja, a fruta mais cultivada em todo o mundo. Mas, infelizmente, só uma pequena parte da uva produzida é comida como fruta; a maior parte destina-se ao fabrico de bebidas alcoólicas, especialmente vinho.
A uva constitui um componente essencial da dieta mediterrânea, e até da sua cultura. Recentes descobertas científicas atribuem a boa saúde cardíaca dos habitantes do Mediterrâneo precisamente a algumas das substâncias presentes na uva.Há dois tipos de nutrientes que se destacam na composição da uva: os açúcares e as vitaminas do complexo B. Em contrapartida, a uva contém poucas proteínas e gorduras. As proteínas, ainda que em pequena quantidade, contêm todos os aminoácidos essenciais. Os minerais estão presentes numa quantidade moderada. Os componentes da uva que merecem uma menção especial são os seguintes:

Açúcares, numa proporção que oscila entre 15% e 30%. Os dois açúcares mais abundantes na uva são a glicose e a frutose. Do ponto de vista químico, trata-se de monossacáridos ou açúcares simples, que têm a propriedade de passar directamente ao sangue sem necessidade de ser digeridos. Nisto se diferenciam de outros tipos de açúcares, como a sacarose (presente na cana-de-açúcar, na beterraba ou na banana), ou como a lactose do leite, que precisam de ser decompostos no intestino antes de poderem passar ao sangue.
Vitaminas: Com os seus 0,11 mg/100 g de vitamina B6, a uva é uma das frutas frescas mais ricas nesta vitamina, excedida apenas por frutas tropicais como o abacate, a banana, a anona, a goiaba ou a manga. As vitaminas B1, B2 e B3 ou niacina também se encontram presentes em quantidades superiores às da maioria das frutas frescas.
Todas estas vitaminas desempenham, entre outras, a função de metabolizar os açúcares, para que as células possam com mais facilidade "queimá-los" quimicamente e aproveitar a sua energia. A uva contém quantidades bastante significativas de provitamina A e de vitaminas C e E.Minerais: O potássio, o cobre e o ferro são os minerais mais abundantes na uva, se bem que esta contenha também cálcio, fósforo, magnésio e cobre.Fibra: A uva contém cerca de 1% de fibra vegetal de tipo solúvel (pectina), quantidade relativamente importante tratando-se de uma fruta fresca.Substâncias não nutritivas: A uva contém numerosas substâncias químicas, que não pertencem a nenhum dos clássicos grupos de nutrientes, mas que exercem numerosas funções no organismo, muitas delas ainda desconhecidas. Estas substâncias são também designadas como elementos fitoquímicos:
– Ácidos orgânicos (tartárico, málico, cítrico e outros): Estes ácidos produzem a alcalinização do sangue e da urina facilitando a eliminação dos resíduos metabólicos, que na sua maior parte são de tipo ácido, como por exemplo o ácido úrico.
– Flavonóides: Descobriu-se recentemente que actuam como potentes antioxidantes, impedindo a oxidação do colesterol que causa a arteriosclerose, e evitando a formação de trombos ou coágulos nas artérias. A quercitina é o flavonóide mais importante da uva.
– Resveratrol: Trata-se de uma substância fenólica presente na pele da uva, de acção antifúngica (impede o crescimento dos fungos) e, sobretudo, oxidante. Detém a progressão da arteriosclerose. Recentemente provou-se que é também um poderoso anticancerígeno.
– Antocianinas: São pigmentos vegetais que actuam como potentes antioxidantes preventivos das afecções cardiovasculares.Em essência pode-se dizer que a uva é um alimento que fornece energia às nossas células e que favorece o bom estado das artérias, especialmente das coronárias que irrigam o músculo cardíaco. Além do mais é laxante, antitóxica, diurética, antianémica e antitumoral.


Jorge Pamplona Roger
Resumido do livro A Saúde pela Alimentação, a editar brevemente pela Publicadora Atlântico


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Erros de medicação causam 7000 mortos anualmente


Aida Batista considera que só quando os hospitais estiverem ligados a um sistema centralizado e igual para todas as instituições é que o erro poderá diminuir

 

Erros de medicação causam 7000 mortos anualmente 

 

 


Aida Batista, presidente da APAH, reconheceu que o erro de medicação nos hospitais "existe e vai sempre existir". "Não se trata de um erro humano, mas sim do sistema [que falha]", esclareceu, lamentando que muitos destes erros sejam escondidos, por receio dos profissionais serem acusados.

É ao próprio sistema que o erro é atribuído, pois "apesar de os profissionais trabalharem com o maior cuidado, pode existir uma falha", disse.

O ex-vice-presidente da autoridade que regula o sector do medicamento, Faria Vaz (que ocupava a vice-presidência do Infarmed quando, em 2005, realizou uma apresentação em que divulgava números sobre os mortos atribuídos a erros na medicação), esclareceu ao princípio da tarde de hoje que os 7.000 mortos anuais atribuídos a erros na medicação são dados internacionais e não reflectem a situação em Portugal, onde não há um sistema que registe estes casos. Esses dados foram, porém, desde 2005, interpretados pela APFH como nacionais, conforme notícia avançada hoje pela Lusa.

De qualquer maneira, Aida Batista frisou que o erro pode acontecer pelas mais variadas situações, desde que o médico prescreve o medicamento (por letra ilegível ou por confusão na dose), à farmácia que o distribui (confundindo as embalagens, por exemplo), ou o enfermeiro que o dá ao doente (que pode ser o doente errado).

"Os erros podem acontecer em qualquer destas fases do processo", disse a presidente da APFH, que há anos se preocupa com esta questão.

Aida Batista considera que só quando os hospitais estiverem ligados a um sistema centralizado e igual para todas as instituições é que o erro poderá diminuir.

A presidente da APFH lamenta que não haja em Portugal uma cultura de segurança, razão que, na sua opinião, leva a que os programas de segurança se limitem muito à farmácia do hospital.

"Todos os profissionais de saúde estão envolvidos no fornecimento de medicamentos: o médico, porque prescreve, a farmácia, porque dispensa e o enfermeiro, porque administra o fármaco", pormenorizou. "Todos são humanos e, por isso, todos podem errar, mas neste caso é o sistema que falha", concluiu.

Ordem dos Médicos diz que Portugal não tem "registo fiável das causas de morte"

Por seu lado, o bastonário da Ordem dos Médicos alertou hoje para a inexistência de "um registo fiável das causas de morte" em Portugal, a propósito das mortes provocadas por erros de medicação nos hospitais portugueses, matizando igualmente a informação avançada hoje cedo pela presidente da APFH.

Pedro Nunes desvalorizou os números avançados por Aida Batista afirmando que os mesmos são impossíveis de contabilizar, pois "em Portugal não existe um registo fiável das causas de morte".

Para o bastonário da Ordem dos Médicos, o erro na medicação existe, pois "não há gente infalível".
"São feitos milhões de actos médicos por dia nos hospitais portugueses, é natural que se cometam alguns erros", adiantou. Pedro Nunes ressalvou que, nesta matéria, "basta um erro para já ser demais e que o ideal é não existir nenhum".

O bastonário considerou que "grave, grave" é a inexistência de "um registo fiável das causas de morte em Portugal", o que, segundo disse, deverá melhorar em breve, pois esta é uma área em que a Direcção-Geral da Saúde está a trabalhar.


Fonte: jornal O Publico
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