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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

Como falar da morte às crianças - parte I

 



 COMO FALAR DA MORTE ÀS CRIANÇAS
Parte I











 Recentemente, quando me desloquei em férias à República Checa, visitei Terezin, um forte transformado em campo de concentração, a aproximadamente 60 Km de Praga. Este forte esteve activo durante a II Guerra Mundial. Ao entrar, todos os meus sentidos foram invadidos por sensações que ainda hoje guardo: cada um dos locais, a sua “utilidade”, o frio e a escuridão das celas... e o cheiro, um cheiro indelével dentro e fora das instalações, intactas, como se tivessem sido abandonadas na véspera. Ao visitar o campo, pensei nos milhares de prisioneiros, homens e mulheres, tratados e mortos desumanamente. A visita tornou-se numa espécie de peregrinação.
Ao sair, entrei numa pequena loja de recordações, e enquanto escolhia alguns livros, despertou-me a atenção uma antologia de poemas e desenhos realizados pelas crianças que viviam no ghetto. Até aí eu não tinha tido “espaço mental” para pensar nas crianças. Fiquei chocada, paralisada e atónita perante o sofrimento precoce e desnecessário das crianças, o medo, a proximidade e até a inevitabilidade da sua própria morte bem como a morte dos seus queridos. Como é que aquelas crianças viveram a sua morte? Que ideia fazem as crianças da morte? Como é que vivem o luto? Como encaram a morte dos pais? E a sua?
Este é um dos maiores desafios que a psicologia moderna enfrenta, e não poucas vezes psicólogos clínicos são deslocados para zonas de grandes acidentes e traumatismos para levar alguma ajuda às crianças afectadas; no dia-a-dia da sua actividade. Também são confrontados nos seus gabinetes, por crianças atingidas profundamente pela perda de um ente querido, animal de estimação, amigo ou colega da escola.
A interiorização
A reacção da criança à morte depende do que ela vivencia ou já vivenciou em termos de perda e se esta foi acidental, previsível ou resultado de um desastre inesperado. Se um amigo ou familiar foi morto ou muito magoado, ou se a escola ou a casa da criança foram seriamente danificadas, haverá grande probabilidade que a criança experiencie sérias dificuldades existenciais. Após um acidente traumático em que a criança viu ou continua a ver perder vidas, ela pode desenvolver a Desordem de Stress Pós-traumático cujos danos psicológicos resultam da vivência, do testemunho e da visualização de um evento traumatizante. Esta desordem psicológica raramente se revela logo após o trauma. Frequentemente os sintomas ocorrem alguns meses ou anos mais tarde e a criança poderá ver-se incapacitada de viver saudavelmente, caso não venha a beneficiar do correcto apoio. É por isso que importa estar alerta e aprender a compreender as reacções e comportamento das crianças, de modo a poder apoiá--las devidamente.
Este apoio nem sempre pode ser profissional e por isso importa reflectir sobre a ajuda que pais, familiares, professores e todos aqueles que lidam com maior proximidade com uma criança, podem trazer para a ajudar a lidar com este acontecimento.

Há algumas décadas atrás, nascer e morrer eram acontecimentos familiares vivenciados em casa. As crianças assistiam de perto às reacções de alegria, de perda, de luto dos adultos e integravam estes sentimentos que pareciam naturais, inevitáveis. Nascia-se e morria-se em casa.
Hoje as coisas mudaram: nasce-se e morre-se num hospital, quantas vezes de uma forma solitária, profissional e asséptica. Devíamos preocupar-nos com o que acontece às crianças quando vivenciam a experiência da perda e do luto. Uma das formas mais comuns que as crianças têm para desenvolver a sua capacidade de lidar com estas duas realidades é através da sua própria experiência quando perdem alguém que é significativo e próximo, um dos pais, um parente, um amigo.

Fases do Desenvolvimento da Compreensão da Perda
Para desenvolver uma atitude correcta de apoio perante a perda, é importante considerar a idade, personalidade e estádio de desenvolvimento da criança. Crianças com oito anos podem ter uma maturidade emocional de onze anos, e outra de oito anos poderá emocionalmente estar equiparada a uma de cinco anos. A maneira como se fala da morte a uma criança depende da sua capacidade para perceber factos relacionados com a situação. As crianças estão atentas às reacções dos adultos. A forma como estes reagem à informação da morte e da tragédia é significativa para elas.

A Idade e as Reacções
Antes dos 3 anos: Percebem que os adultos estão tristes, mas não têm uma compreensão do significado da morte.
Em idade pré-escolar: Podem negar a morte e vê--la como um acontecimento reversível. Interpretam a morte como uma separação, mas não como um corte definitivo.
Dos 5 aos 9 anos: Começam a compreender a realidade da morte. Começam a perceber que certas circunstâncias podem resultar em morte. No entanto, nesta altura, a morte é percepcionada como algo que acontece aos outros, não à própria criança nem à família.
Dos 9 aos 12 anos: Necessitam de saber com confiança que todas as pessoas pôem questões acerca da dor e da morte. Muitas vezes é difícil para todos compreender porque é que as coisas acontecem assim.
Adolescentes: Embora os adolescentes compreendam que todas as pessoas acabarão por morrer, estes estão a desenvolver a sua própria identidade e autonomia, podendo sentir-se ameaçados pela perda. Muitos adolescentes sentem que devem agir como adultos e escondem emoções e sentimentos, pois receiam perder o seu auto-controlo. Mas eles necessitam de encontrar um lugar seguro para partilhar a sua tristeza. Sentem-se nesta idade mais confortáveis junto dos seus companheiros de idade, dos seus pares e podem encontrar neles um grupo de apoio importante.
O ponto fulcral é a empatia, a capacidade para entrar no self (no interior, na identidade) da criança ou do adolescente e perceber os seus sentimentos, aceitando-os sem nunca criticar.

A criança e o processo de luto
As pessoas que têm o papel mais importante no processo da compreensão da perda e da morte nas crianças, são os seus pais. As crianças aprendem dos seus pais o que é a morte e como a ela reagir. Por isso, este é um assunto que os pais não deveriam delegar em outros para ajudar os seus filhos. A definição do luto é determinada pela forma como os pais lidam eles próprios com esta situação. Alguns pais pensam que a criança não percebe, ficam ansiosos quando os filhos lhes fazem perguntas. Isso pode levar a uma confusão imensa na mente das crianças e a concluir que os crescidos não gostam de falar da morte. Eis algumas das expressões ou comportamentos das crianças nesta situação, no quadro 1.

Expressões Patológicas no Processo de Luto
Alguns sinais de patologia no processo de luto podem conduzir os adultos no auxílio a prestar às crianças. As crianças que têm sérios problemas neste processo podem mostrar um ou vários destes sinais:
- Um período extenso de depressão no qual perde o interesse por actividades e acontecimentos da vida diária;
- Incapacidade de dormir, perda de apetite, medo prolongado de estar sozinho, voltar a urinar na cama, chuchar no dedo, apegar-se a um brinquedo ou peluche, etc.
- Agir como uma criança mais nova, demonstrando imaturidade por um longo período;
- Imitar excessivamente a pessoa que morreu;
- Repetir frases que reflictam a vontade de se juntar à pessoa perdida;
- Afastar-se dos amigos;
- Diminuição do rendimento escolar ou recusa em voltar para a escola;

Estes sinais de alerta indicam que é necessária ajuda especializada. A tendência seria recorrer a uma psicoterapia realizada por um terapeuta especialista em crianças – o que poderá ajudar a criança a aceitar a morte e auxiliará os que lhe são próximos a ajudar a criança durante o processo de luto. No entanto enfatizamos o papel que outros adultos poderão desempenhar nesta circunstância, se se prepararem convenientemente e forem motivados por uma empatia carinhosa.


Este artigo continua. Para ver clique aqui: http://pelaminhasaude.blogspot.pt/2012/11/como-falar-da-morte-as-cirancas-parte-ii.html


 
Lília Tavares


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Abóbora - amiga das artérias


 






ABÓBORA
Amiga das artérias 










Têm sido muitos e variados os usos que ao longo da história se têm dado a este vegetal. Jonas, o profeta bíblico, serviu-se de uma aboboreira para lhe fazer sombra na cabeça e deste modo se livrar de uma insolação. Os Romanos serviam-se da abóbora, misturada com mel, para ajudar a digerir as abundantes carnes que engoliam nos seus festins. Nalgumas regiões do Mediterrâneo, ainda se usam como vasilhas certos tipos de abóbora (cabaças) depois de secas, pelo seu feitio de garrafa.

No entanto, as toscas abóboras encerram um tesouro de propriedades medicinais, que poucos até aos nossos dias tinham sabido apreciar. A peculiar composição da sua polpa torna-a um dos melhores alimentos que se podem comer para cuidar da saúde das nossas artérias.
A abóbora é um dos alimentos mais pobres em lípidos (gordura) e em sódio (sal), dois inimigos declarados das artérias e do coração. O seu conteúdo em nutrientes é muito reduzido: 6% de hidratos de carbono, 1% de proteínas e praticamente nenhuma gordura. Em compensação, é notável pela sua riqueza em beta-caroteno (provitamina A) e em minerais como o potássio e o cálcio. Também é de notar o seu conteúdo em fibra solúvel, a que se deve o seu efeito saciante sobre o apetite.


Todas as variedades de abóbora apresentam as mesmas propriedades e as suas indicações são as seguintes:
- Hipertensão arterial: A abóbora é recomendável na alimentação dos hipertensos, não só pelo seu muito escasso teor de sódio, mas também pela grande porção de potássio que oferece.
- Afecções coronárias e arteriosclerose: Pelos seus níveis tão baixos de gordura e sódio, assim como pela sua abundância em beta-caroteno que protege a parede das artérias, a abóbora está indicada na dieta de todos aqueles que desejem cuidar das suas artérias. Os que sofram de angina de peito, ou os que tenham sofrido um enfarte, nunca deveriam deixar de comer abóbora pelo menos três vezes por semana.
- Afecções renais: Actua sobre os rins como um diurético suave, aumentando a produção de urina e favorecendo a eliminação de líquidos do organismo. O seu uso é conveniente em caso de afecções inflamatórias dos rins (nefrites e glomerulonefrites), edemas e, em geral, sempre que exista algum grau de insuficiência renal.
- Afecções do estômago: A polpa de abóbora é capaz de neutralizar o excesso de acidez no estômago e, além disso, exerce uma acção emoliente e protectora sobre a mucosa do estômago. O puré de abóbora com leite ou com bebida de soja é particularmente indicada nos casos de má digestão, gastrite e úlcera duodenal.
- Prisão de ventre: Pela sua suave acção laxante, acompanhada de um efeito emoliente sobre o tubo digestivo, a abóbora é recomendada sempre que haja prisão de ventre, assim como mau funcionamento do intestino manifestado por um excesso de fermentação ou putrefacção.
- Afecções oculares: A riqueza da abóbora em beta-caroteno faz dela um alimento muito recomendável em casos de diminuição da acuidade visual ou de transtornos de visão, de origem retiniana. Esta substância, aliada ao potássio, evita a formação de cataratas no cristalino.
- Prevenção do cancro: A abóbora contém três das substâncias vegetais de maior acção anticancerígena comprovada: beta-caroteno, vitamina C e fibra vegetal. Não é fácil encontrar num mesmo alimento estes três factores de grande eficácia preventiva contra o cancro.



 
Jorge Pamplona Roger


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6 passos para evitar doenças causadas por alimentos


 6 PASSOS
para evitar doenças causadas pelos alimentos
 
Se é vegetariano, é provável que a ideia de ter uma doença causada por alimentos nunca lhe tenha passado pela cabeça. Afinal, todos sabem que o E. coli faz o seu ninho na carne crua, e que a Salmonella se desenvolve rapidamente em carne de frango ou de porco, mal cozida.

Bem, é altura de reformular as suas crenças sobre doenças causadas por alimentos, pois fruta, vegetais, ovos, lentilhas e produtos lácteos frescos também podem fazer o papel de hospedeiro para uma variedade de bactérias prejudiciais, incluindo a E. coli e a Salmonella. Na realidade, alguns dos mais comuns portadores de germes alimentares incluem o manjericão, o cantalupo (variedade de melão), a alface, as batatas, as framboesas, as amoras silvestres, o alho francês, os morangos e o tomate.

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (Centro para a Prevenção e o Controlo de Doenças) (CDC), as doenças causadas por alimentos são responsáveis por cerca de 76 milhões de casos de doença nos EUA, 325 000 internamentos hospitalares e 5200 mortes por ano, nos Estados Unidos. Não só os sintomas são desconfortáveis, como as doenças causadas por alimentos podem levar a doenças secundárias de longo termo. Por exemplo, há estirpes de E. coli que podem causar problemas renais em crianças pequenas, enquanto a Salmonella pode levar a artrites reactivas e a infecções graves. Para as mulheres grávidas, a bactéria Listeria (encontrada vulgarmente em queijos de pasta mole podem causar meningite ou nados-mortos.
Qual é a causa?
Encontram-se milhares de tipos de bactéria no ambiente à nossa volta; a maioria não lhe faz nenhum mal. Por exemplo, a bactéria do iogurte é uma bactéria “boa” e é benéfica para o organismo. Mas quando as bactérias prejudiciais (também chamadas patogénicas) tais como a Listeria, a Salmonella e a E. coli 0157:67 utilizam os nossos alimentos ou a água como vectores transmissores, podem causar problemas que vão desde sintomas parecidos com os da gripe a doenças incuráveis e à morte (ver na caixa da página 34 a lista de sintomas). Por vezes até os venenos bacterianos ou toxinas produzidos por germes tais como o staphylococcus aureus ou o Clostridium botulinum podem ter como resultado doenças transportadas pelos alimentos. Três das bactérias mais comuns ligadas à alimentação de vegetarianos:
v Campylobacter, a causa mais comum de diarreias e dores abdominais com origem nos alimentos. Embora a carne crua, de aves, tenha Campylobacter, os vegetarianos devem preocupar-se se os alimentos foram contaminados com fluídos que pingam de frango cru, tal como uma salada ou prato vegetariano cozinhado ao mesmo tempo em que alguém está a preparar um frango. O leite sem ser pasteurizado ou a água contaminada também podem causar esta infecção.
v Escherichia coli 0157:H7, causa 73 000 casos de infecções e 61 mortes por ano nos Estados Unidos. Enquanto certas estirpes de E. coli vivam nos intestinos de seres humanos saudáveis, a estirpe 0157:H7 pode ser mortal, levando à diarreia de sangue e até à falha renal.
v Salmonella enteritidis, é uma bactéria que pode levar à doença quem come ovos crus ou mal cozidos, e ovos deixados por cozinhar logo depois de terem sido partidos. A infecção por Salmonella causa febre, dores abdominais, e diarreia dentro de 12 horas a três dias depois de se ingerirem os alimentos contaminados. Nalgumas pessoas de alto risco (pessoas idosas, grávidas, crianças pequenas e aquelas com o sistema imunitário comprometido), a bactéria da Salmonella pode exigir hospitalização ou até levar à morte.
Se suspeita de uma infecção alimentar, precisa de procurar cuidados médicos. O seu médico mandará fazer uma análise às fezes, com cultura, para identificar a bactéria; depois prescreverá o tratamento adequado, dependendo do agente patogénico e dos sintomas. Os especialistas crêem que muitas pessoas que têm diarreia ou vómitos assumem que é um “vírus” e deixam o assunto seguir o seu curso em vez de procurar um diagnóstico certo. Por esta razão a CDC estima que, na realidade, existem 38 casos de salmonelose por cada caso que é diagnosticado e relatado às autoridades de saúde pública.
Quem está em risco?
Quem está em alto risco são as crianças pequenas, as mulheres grávidas, as pessoas idosas, aqueles que têm doenças crónicas e sistema imunitário deficiente. Embora existam 250 tipos diferentes de doenças causadas pelos alimentos com sintomas como diarreia, vómitos e dores no corpo, esta é uma doença vulgar que pode evitar – se compreender as regras. Pense nos seis passos seguintes enquanto tenta proteger-se e à sua família, de doenças desnecessárias.
Passo 1: Cuidado com o que compra.
Certifique-se de que o que compra no supermercado é o mais fresco possível. Procure nas embalagens as datas de validade ou de “usar até”, e veja se poderá usá-la antes do alimento ter de ser deitado fora. Após a data indicada, deite fora os alimentos.
Quando comprar ovos, abra a embalagem e veja se os ovos estão limpos. Certifique--se, também, de que não estão rachados ou com zonas de casca mais fina. Escolha o queijo que for fresco e não tenha qualquer ponto de bolor ou descolorido. Os lacticínios devem estar datados e pasteurizados.
Evite comprar frutas ou vegetais que estejam escorregadios, bolorentos ou tenham um odor estranho. E nunca coma frutas ou vegetais na loja, pois nunca sabe que tipo de germes ou pesticidas possam ter.
Passo 2: Lave sempre as frutas e os vegetais (mesmo que venham em embalagens com indicação de ‘pré-lavados’).
As frutas e os vegetais podem ser portadores dos agentes patogénicos mortais, particularmente se tiverem sido lavados ou regados com águas contaminadas com fezes animais ou humanas. Estes germes podem introduzir-se nas frutas e vegetais na apanha ou durante a embalagem. E se os trabalhadores que estiverem a embalar as frutas e os vegetais estiverem doentes, os seus germes contaminarão os alimentos que eles tocarem.
Nunca saberá se as folhas de cor verde escura de uma couve fresca também albergarão uma bactéria mortal. É por isso que é imprescindível uma boa lavagem das frutas e vegetais frescos para retirar os germes e evitar a doença. Isso significa lavar com uma escova os melões, melancias e meloas antes de os abrir, e voltar a lavar as maçãs, pêras ou laranjas mesmo se já os tiver lavado antes de os colocar na fruteira. Também significa que deverá voltar a lavar as saladas vendidas em embalagens pré-lavadas, para remover bactérias e pesticidas que possam ter ficado nas folhas. Também deve retirar as folhas exteriores das couves ou alfaces para se ver livre de terra e pesticidas. Tenha um cuidado especial quando lavar as frutas e os vegetais como salsa, alfaces ou qualquer verdura (como coentros, couves, nabos, rabanetes), que são mais difíceis de lavar profundamente do que as frutas e os vegetais de pele lisa.
Se alguém da sua casa estiver em alto risco, sirva legumes e frutas cozidas, especialmente se forem criados debaixo ou ao nível do solo. As frutas que se descascam, como a banana e a laranja, oferecem menos risco do que as frutas e vegetais que não são descascados antes de comer.
Passo 3: Cuidado com os alimentos específicos de “risco”.
Terá de dar uma atenção especial a alguns alimentos de risco tais como rebentos de feijão crus.
Os ovos crus são outro dos alimentos de risco e devem ser evitados a todo o custo. Mesmo aquela deliciosa massa dos bolos feitos em casa com ovos pode colocá-lo em risco de adoecer se a lamber antes de ser cozinhada e a bactéria da Salmonella estiver escondida nos ovos – e nunca se sabe quando isso acontece até se ficar doente. (As massas de pacote não oferecem esse perigo porque os fabricantes usam ovos pasteurizados, um processo no qual a bactéria é destruída pelo calor.)
Guarde sempre os ovos comprados no frigorífico e deite fora qualquer ovo que esteja rachado; lave as mãos e qualquer taça ou utensílios, com água morna e detergente, depois do contacto com ovos crus.
Outros alimentos “de risco” são os sumos não pasteurizados. Durante o processo de pasteurização, qualquer bactéria que a comida possa ter é morta. Contudo, os sumos frescos não pasteurizados poderão abrigar E. coli e Salmonella. Se quiser beber um sumo fresco, acabado de espremer, ferva-o primeiro para matar os germes.
Passo 4: Cozinhe bem a comida.
A comida tem de ser bem cozinhada para matar as bactérias perigosas. Para serem seguros, os ovos devem ser cozidos até que a gema fique firme. Se fizer um prato com ovos no microondas, veja se existem “locais frios” depois de cozer – áreas em que a comida não aqueceu à temperatura ideal adequada. Se não tiver um sistema giratório, gire o prato à mão várias vezes durante o processo de cozedura. Mexa, também, os alimentos para se certificar de que tudo fica bem cozido.
Se estiver a re-aquecer alimentos congelados, leve-os a alta temperatura para matar bactérias. Os molhos e as sopas devem ser fervidos quando são reaproveitados.
Passo 5: Mantenha quente a comida quente, e fria a comida fria.
A regra de segurança dos alimentos é manter quente a comida quente e fria a comida fria. Embora a comida possa ser segura imediatamente após ser cozinhada, se permitir que fique sobre o balcão durante mais de duas horas, bactérias nocivas podem começar a reproduzir-se. Por exemplo, em condições tépidas e húmidas e com os nutrientes apropriados, uma bactéria que se reproduz dividindo-se cada meia-hora, dentro de 12 horas terá uma ‘prole’ de 16 milhões.
Jogue pelo seguro embrulhando cuidadosamente e guardando a comida cozinhada no frigorífico uma a duas horas depois de ter sido cozinhada. Se estiver a conservar uma caçarola grande, divida-a em pequenas quantidades para arrefecer mais rapidamente. Quando pratos grandes são conservados, a bactéria tem mais oportunidade de crescer porque o processo de arrefecimento leva mais tempo.
Passo 6: Use uma higiene saudável.
O último passo simples para evitar doenças provocadas por alimentos é talvez o mais básico: higiene. Isto significa lavar as suas mãos e fazê-lo com frequência. A maior parte das pessoas não têm ideia de quantas bactérias têm nas mãos e como as espalham para outras pessoas durante o processo de preparação de alimentos. Pense na mãe que muda a fralda ao bebé e rapidamente dá uma maçã ao seu filhito de 4 anos antes de lavar as mãos. Ou no adolescente que acaba de mudar a “caixinha” do gato e mete um bago de uva na boca a caminho da casa de banho. Embora os cenários nos pareçam desagradáveis, o certo é que acontecem muitas vezes a muitos de nós.
Uma boa regra é lavar as mãos durante 20 segundos com água morna e sabão. Esfregue-as uma na outra, pois a fricção da pele contra pele ajuda a remover os germes. Lave as mãos depois de ir à casa de banho, antes e depois da preparação da comida, antes de dar de comer ao bebé, depois de lhe mudar a fralda, antes de dar uma peça de fruta ao seu filho, e depois de fazer uma festa ao cão da família – entre outras alturas. Se espirrar nas suas mãos, lave-as! Da mesma forma, se utilizar o telefone depois de uma pessoa que esteja constipada, lave outra vez as mãos. Manter as suas mãos limpas ajudará a reduzir o número de bactérias e evitará que as espalhe quando estiver a preparar as refeições.
Também é importante manter limpos e desinfectados o seu lava-louças e o sítio onde prepara os alimentos antes de começar a tratar das refeições. A maioria dos desinfectantes vendidos no mercado são suficientes para matar os germes. Não use uma tábua de cozinha e outros utensílios de cozinha nos quais os cortes das facas não permitem uma boa lavagem. Lave os outros com água quente e sabão e, se a tiver, uma vez por outra lavá-los na máquina de lavar louça. Ponha, também, a sua esponja de lavar a louça na máquina de lavar todas as noites para manter as bactérias à distância, e mude diariamente as toalhas da louça.
Com algumas mudanças simples na forma como trata os seus alimentos, poderá evitar que os agentes 
 patogénicos perigosos o infectem a si e à sua família.



 
Debra Fulghum Bruce





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Cafeína, faz bem ou mal?






CAFEÍNA
Faz bem ou mal?





O que é a cafeína?
É uma droga usada habitualmente em várias bebidas como o café, chá, bebidas gaseificadas com cola e em produtos com chocolate. É um ingrediente presente numa grande quantidade de medicamentos de venda livre, como comprimidos para a dor de cabeça, constipação, alergias e para manter a pessoa acordada. O método de preparação do chá ou café é que determina o conteúdo de cafeína da bebida. Por exemplo, uma chávena vulgar de café instantâneo contém cerca de 65 mg; uma “bica” (café de máquina) contém 110 mg de cafeína. 
A cafeína é nociva?
A cafeína é rapidamente absorvida pelo organismo, atingindo os níveis sanguíneos, o seu ponto mais elevado, cerca de 30 minutos após a ingestão. Para ser eliminada leva várias horas no adulto e dias num bebé. 

A cafeína afecta o feto?
Dado que a cafeína atravessa a placenta e é metabolizada lentamente pelo feto, este pode correr o risco de ficar exposto a grandes quantidades de cafeína vinda da mãe. Segundo estudos recentes, há uma maior incidência de prematuridade de baixo peso à nascença e de perímetro craniano reduzido em recém-nascidos expostos a cafeína durante a gravidez. 

A cafeína contribui para a doença?
Afecta negativamente algumas doenças como o cancro e a doença cardiovascular, notando-se uma redução na eliminação da cafeína nos casos de palpitações e ritmo cardíaco irregular. No caso do cancro, ela não é directamente responsável, mas parece estar implicada no cancro dos rins, ovários e intestino grosso. 

A cafeína causa dependência?
Causa! Usar um produto químico para se sentir bem é um comportamento que pode servir como porta de acesso ao uso de outras drogas. 

Que efeitos pode produzir a cafeína?
§ Aumenta a quantidade de açúcar no sangue (dando sensação de aumento de energia).
§ Aumenta o nível de gordura no sangue.
§ Aumenta a pressão arterial.
§ Estimula o sistema nervoso central (pode levar uma pessoa a ultrapassar a necessidade de descanso do corpo)
§ Torna o ritmo cardíaco irregular.
§ Origina perdas maiores de cálcio e de magnésio através da urina (pode influenciar a saúde dos ossos a longo prazo).
§ Reduz a absorção de ferro e tem um efeito negativo no equilíbrio do cálcio.
§ Aumenta a secreção ácida do estômago (agravando a úlcera de estômago) e diminui a pressão do esfíncter esofágico inferior, contribuindo para a azia.
§ Causa tremores, irritabilidade e nervosismo.
§ Provoca insónia e ruptura dos padrões de sono.
§ Causa ansiedade e depressão.
§ Agrava os sintomas do síndroma pré-menstrual 

Alguns conselhos úteis
§ Escolha chás e cafés de cereais e ervas.
§ Só use produtos com cafeína sob receita médica.
§ A alfarroba é uma boa alternativa para o chocolate.
§ As mulheres grávidas ou que estão a amamentar devem abster-se de produtos com cafeína.
§ O mesmo se aplica a crianças.
§ Água pura, sumos de frutas ou de vegetais devem substituir as bebidas gaseificadas.




Maria de Lourdes Andrade

 

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