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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

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Gota - tratamento natural







    ARTRITE ÚRICA OU GOTA
Causas e Tratamentos












Doença caracterizada por desequilíbrio entre a formação e a eliminação de ácido úrico. Se esse ácido ultrapassar o valor de 6mg por 100ml de sangue, ocorre precipitação nos tecidos e especialmente nas articulações.
Esta doença surge por ataques, uma ou duas vezes no ano  (Inverno e Outono), que geralmente aparecem depois da meia noite. Aparece com mais frequência nos homens adultos de constituição pícnica. Em geral, a primeira articulação a ser atacada é a do dedo grande do pé, e a seguir as outras articulações, os tendões e os rins.

Causas
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Cocktail anti cancro




COCKTAIL ANTI CANCRO
O poder das frutas e dos vegetais






Existem cada vez mais provas de que os alimentos de origem vegetal possuem substâncias capazes de destruir tumores, de ativar o sistema imunitário, de debelar microorganismos, etc, como os anti oxidantes, por exemplo.
Essas evidências são provadas através de rigorosos testes cientificos que de facto comprovam que a Natureza possui armas extraordináriamente fantásticas no que toca na luta contra ao cancro. 
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Suplementos alimentares que não emagrecem











SUPLEMENTOS ALIMENTARES
que não emagrecem



 






É comum ouvir-se, sobretudo na aproximação do Verão, pessoas que dizem que os suplementos alimentares usados nos processos de emagrecimento não funcionam, porque uma vez deixados de tomar volta-se a engordar. Outras até dizem que eles engordam em vez de removerem as gorduras.

Será verdade ou são apenas justificações para o insucesso dos tratamentos?

Existem muitos factores que ditam se determinado tratamento será ou não eficaz. Um deles e muitas das vezes o maior é o cumprimento rigoroso do tratamento.

Sabemos que os portugueses são muito conhecidos por irem ao médico nas últimas e que para cumprirem as regras no que respeita à toma de medicação, são um desastre, ficando tomas por fazer, horários não certos, etc. Sobre os suplementos o caso mantém-se, ou até piora de figura.
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Estõmago - cuide bem dele


 




ESTÔMAGO
Cuide bem dele 











Estômago de avestruz. Às vezes é assim que se faz referência a uma pessoa que come qualquer coisa, a qualquer hora, em quantidades generosas, sem, aparentemente, sentir qualquer incómodo. A avestruz é, na realidade, uma especialista em comer. Além de roedores, répteis, sementes e vegetais, inclui coisas estranhíssimas no seu cardápio. Nada escapa ao seu apetite, comendo tudo o que vê pela frente. Objectos brilhantes são muitas vezes confundidos com insectos. Gosta de engolir pedras e, na falta destas, servem botões, pilhas, tampinhas de garrafas e até cadeados.
É claro que nenhum ser humano normal é capaz de engolir semelhante tralha. Entretanto, a pressa, as ocupações, e certos hábitos da vida moderna, tornaram-se inimigos do estômago saudável. Comer apenas para pôr alguma coisa dentro do estômago e fazê-lo aquietar-se, não é bom. Essa acção deve ser acompanhada de uma satisfação que se traduz em saúde e bem-estar. A seguir, anote 17 conselhos que podem mudar a sua maneira de tratar esse grande amigo. Ele é uma sofisticada fábrica de beneficiamento de alimentos. Alguns dos itens podem ser vistos como um ideal quase impossível de ser alcançado por algumas pessoas devido ao seu modo de vida, outros, nem tanto. Mas a verdade é que precisamos de fazer alguma coisa, pois o estômago é nosso. Do seu bom funcionamento depende, em grande parte, a boa saúde.
1. Hora de comer

Faça três refeições diárias (pequeno-almoço, almoço e jantar) em horários regulares, observando um intervalo de cinco horas entre elas.
2. Entre as refeições

Não coma nada entre uma refeição e outra. Deixe o seu estômago descansar. Beba água se tiver fome.
3. Líquido certo

Evite comer ingerindo líquidos. Além de estimular o comer mais do que o normal, os líquidos prejudicam a mastigação e a digestão torna-se mais demorada.
4. Devagar também é pressa

Procure alimentar-se devagar, mastigando bem os alimentos. O seu estômago não tem dentes.
5. Hora de dormir

À noite, evite jantar como se fosse um almoço. Faça uma refeição leve, à base de frutas, pão integral, torradas. Não vá para a cama de estômago cheio; se acordar a meio da noite não coma.
6. Pequeno-almoço

Pela manhã é quando o seu estômago está melhor preparado para digerir alimentos pesados (ricos em proteínas e hidratos de carbono, incluindo aí os cereais, feijões, ovos, etc.). Esse almoço matinal dá ao organismo a energia necessária para as tarefas do dia. Experimente e vai sentir a diferença.
7. Fibras

Evite alimentos refinados. Inclua, na sua dieta, alimentos ricos em fibras. Elas ajudam a evitar o cancro do estômago, normalizam o funcionamento do intestino e são benéficas no tratamento de úlceras e gastrites.
8. Fumar

Risque esse mau hábito da sua vida. O seu estômago vai agradecer, e muito. O alcatrão e outros venenos do fumo engolidos pouco a pouco pelo fumador, dificultam a cicatrização de úlceras e irritam a mucosa estomacal.
9. Anti-inflamatórios

Cuidado com eles, pois geralmente irritam a mucosa do estômago, chegando a provocar gastrites e úlceras.
10. Gorduras e carne

Dobrada, churrasco e feijoada podem trazer muito desconforto. A alimentação vegetariana é uma opção que não deve ser descartada por quem deseja ter mais saúde.
11. Fritos

Fique longe deles. As gorduras saturadas que se originam no processo da fritura libertam compostos altamente cancerígenos. O seu estômago agradece.
12. Condimentos

Assim como os fritos, os condimentos, pickles, vinagre, são de difícil digestão. Use limão, alho, azeite e pouco sal para temperar a salada.
13. Leite

Deve ser bebido com moderação, pois é um estimulante da secreção ácida do estômago e não ajuda no tratamento de doenças estomacais, como se pensava.
14. Refrigerantes

Prefira sumos de fruta. Os ácidos das bebidas gasosas irritam o estômago e causam desconforto devido à expansão dos gases.
15. Bebidas alcoólicas
Não consuma. O álcool não alimenta, irrita a mucosa do estômago, além de afectar os rins e o fígado.

16. Café

Ele também faz parte das bebidas que irritam o estômago. Tanto a cafeína como o açúcar provocam mal-estar e irritações.
17. Quente de mais ou gelado

Ambas as temperaturas agridem o estômago. A temperatura ideal para ele é a ambiente.
 

Francisco Lemos


Editor da revista “Vida & Saúde”


extraído da revista Saúde & Lar n. 758
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Rins Saudáveis

 




Rins saudáveis dependem de uma alimentação saudavel









Pode ser que não pense muito na saúde dos seus rins mas, com o avançar da idade, será bom prestar atenção na forma como o seu estilo de vida afecta este importante par de órgãos. De acordo com um painel de especialistas estabelecido pela National Kidney Foundation, 20 milhões de americanos estão em risco de contrair uma doença renal. Outros 20 milhões podem ter já uma função renal diminuída que passou despercebida, uma vez que os seus efeitos são demasiado subtis para serem óbvios. Todos os anos, 90 000 pessoas nos Estados Unidos desenvolvem uma disfunção renal. Cerca de 300 000 pessoas estão actualmente a fazer diálise e outras 80 000 fizeram transplantes renais.
Os maiores factores de risco para a doença renal são a tensão alta e a diabetes; a genética também tem o seu papel. Dos milhões de pessoas nos Estados Unidos que não se apercebem que têm tensão alta e/ou diabetes, há muitas cujo risco de contraírem uma doença renal é bastante alto – mas não sabem que deveriam estar a fazer alguma coisa para proteger os seus rins. Como a obesidade é a causa principal da diabetes, e a alimentação também está intimamente relacionada com a hipertensão, é claro que o que comemos tem influência no nosso risco básico de contrair doença renal. Na realidade, para além dos efeitos indirectos através de doenças crónicas, a alimentação pode, também, diminuir a saúde dos rins.
Como Funcionam os Rins
Os rins são órgãos do feitio de feijões, cada um deles com o tamanho aproximado de um punho fechado. Estão localizados perto do meio das costas, logo a seguir às costelas. O seu trabalho consiste em processar o sangue removendo os resíduos e a água extra, convertendo-os em urina. Os rins são também um importante componente do complexo sistema que mantém a tensão sanguínea normal e que conservam o ambiente das células num estado de equilíbrio que é necessário à vida. Por fim, estão envolvidos nas reacções que activam a vitamina D. Com a idade aumenta a necessidade de vitamina D pois a produção da forma activa da vitamina diminui com o abrandamento da função renal.
Os rins nunca dormem. Juntos, estes dois órgãos processam cerca de 190 litros de sangue por dia e filtram para o exterior cerca de 2 litros de resíduos e água. Os resíduos no sangue são compostos pela normal decomposição dos tecidos orgânicos e do metabolismo dos alimentos. Alguns destes resíduos são tóxicos – se forem acumulados no sangue, podem danificar seriamente outros órgãos.
A filtragem do sangue propriamente dita é feita por pequeninas unidades do rim chamadas néfrons. Cada um dos rins contém cerca de um milhão de néfrons que agem como filtros altamente sofisticados. Cada néfron contém pequeníssimos vasos sanguíneos ou capilares chamados glómerulos e um pequeno túbulo-colector de urina. Através de uma complexa série de processos, os resíduos passam do sangue para os milhões de glómerulos e depois são filtrados pelos tubos. Alguns dos materiais que entram nos glómerulos – como o sódio, o fósforo e o potássio – são devolvidos ao sangue. Ao excretar o excesso e conservar algum, os rins ajudam a regular os níveis normais destas substâncias. Os rins são extremamente sensíveis aos níveis de sódio e outros compostos no sangue e, numa questão de minutos alteram as quantidades destas substâncias que excretam ou devolvem ao sangue em resposta às mudanças dos seus níveis no sangue.
Os rins são tão importantes para o bem-estar do organismo, que as pessoas saudáveis têm uma função renal maior do que o necessário. Na verdade, muitas pessoas que doam um rim a um membro da família com doença renal são capazes de viver normalmente com apenas um rim, desde que este se mantenha estável. Contudo, uma diminuição da função renal em qualquer pessoa começa a causar problemas. A 20% da actividade normal ocorrem problemas de saúde. Uma quebra para menos de 15 por cento, mais ou menos, torna-se necessário alguma espécie de apoio – diálise ou transplante renal. Conforme os níveis de resíduos se vão acumulando no sangue, podem ocorrer sintomas tais como fadiga, falta de alerta mental, comichão, dores de cabeça, náuseas, e perda de peso. Como os rins se tornam menos eficientes a excretar minerais tais como o fósforo, estes também começam a aumentar no sistema sanguíneo. Níveis elevados de fósforo causam um declínio dos níveis de cálcio e isto, por sua vez, faz com que os ossos libertem mais cálcio. Uma prolongada doença renal pode afectar negativamente a saúde dos ossos.
As pessoas que estão em risco de contrair doença renal deveriam fazer testes às funções renais. Há dois testes chaves de urina que nos dizem como estão a trabalhar os rins. Um mede a creatinina, um produto normal da decomposição do tecido muscular. Os rins saudáveis transferem a creatinina para a urina excretada, por isso, se este composto está em falta na urina, é um sinal de que os rins não estão a trabalhar como deve ser. Outro teste procura níveis elevados de proteína na urina, uma condição chamada proteinúria, uma vez que os rins saudáveis reciclam a proteína e a devolvem ao sangue. A urina que faz muita espuma contém, por vezes, proteína.
Alimentação e Saúde Renal
A alimentação parece afectar a saúde dos rins de várias maneiras e é especialmente importante para as pessoas que estejam em risco de doenças renais. Conforme foi dito acima, a tensão arterial elevada tem um efeito directo sobre os rins. Pode causar danos aos pequenos vasos sanguíneos dos rins, tornando-os incapazes de filtrar o sangue como deve ser. No caso de diabetes não tratada, os níveis elevados de glicose no sangue podem ser directamente tóxicos para os rins e causar uma condição chamada nefropatia diabética, na qual os rins gradualmente perdem a capacidade de funcionar.
Obviamente, é importante saber se somos portadores de qualquer destas anomalias. A tensão arterial elevada é facilmente diagnosticada no consultório médico e pode ser controlada com uma dieta, exercício físico e, se necessário, medicação apropriada. As pessoas que têm excesso de peso deveriam falar ao seu médico sobre diabetes. A melhor maneira de controlar a diabetes associada à obesidade é perder peso. O exercício físico ajuda tanto a perder peso como a controlar directamente a diabetes. Porque ajuda a baixar a tensão arterial, o exercício físico regular pode ter um efeito indirecto mas positivo sobre a saúde dos rins. Comer alimentos ricos em fibras e pobres em açúcares também pode ajudar a prevenir e controlar a diabetes.
Os níveis elevados de colesterol no sangue também podem ter um impacto na saúde dos rins, uma vez que alguns tipos de doenças renais são muito parecidos com a aterosclerose que leva a doenças cardíacas. Num estudo realizado com pessoas com doenças renais, os medicamentos para baixar o nível de colesterol no sangue efectivamente beneficiam a função renal na mesma medida que os medicamentos especificamente receitados para tratar a doença renal. Portanto, qualquer mudança na alimentação que reduza o colesterol também pode beneficiar os rins. Consumir mais alimentos vegetais com um teor elevado de antioxidantes também pode ser benéfico para os rins, uma vez que os antioxidantes podem proteger contra o processo da aterosclerose.
Proteína e Função Renal
Qualquer coisa que aumente a velocidade a que os rins filtram o sangue, chamada velocidade de filtração glomerular (VFG), pode afectar negativamente a saúde dos rins. Isto pode ser muito importante para as pessoas que são susceptíveis de contrair doenças renais. Também pode ser importante para as pessoas mais velhas, pois a função renal declina com a idade. Num estudo envolvendo 2500 pessoas de idade que já tinham tido problemas renais, o consumo adicional de 15% de proteínas foi ligado a um aumento de 25% de mortalidade durante o período de acompanhamento (14 anos). É interessante notar que os vegetarianos têm uma VFG mais baixa, e que a VFG dos vegetarianos estritos (vegans) ainda é mais baixa do que a dos ovolactovegetarianos. O consumo mais baixo mas adequado de proteínas contribui para rins mais saudáveis.
Do mesmo modo, parece que o tipo de proteína ingerido também tem importância. Os investigadores mostraram que o fluxo de sangue para os rins aumenta em 20% depois de uma refeição de carne, mas não altera depois de uma refeição que contenha a mesma quantidade de proteína de soja. Nas pessoas com diabetes que não tinham doença renal, uma alimentação na qual todas as proteínas derivem de alimentos vegetais tem um efeito mais favorável sobre a função renal do que uma alimentação na qual 70% da proteína seja de origem animal.
Para as pessoas com doenças renais, é recomendada uma alimentação pobre em proteínas como meio de prevenir mais deterioração. Os pacientes com problemas renais a quem foi dada uma alimentação vegetariana que incluía proteína de soja provaram ter quantidades reduzidas de perda de proteínas nas urinas – um sinal de que a função renal tinha melhorado. Um recente estudo de oito semanas da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, comparou os efeitos de uma dieta pobre em colesterol que incluía 50% de proteína de leite ou de soja. Todas as pessoas envolvidas tinham diabetes e nefropatia diabética. Tanto o colesterol no soro bem como a proteína urinária diminuíram com uma dieta de soja. Um estudo da Universidade de Kentucky mostrou resultados similares.
Noutro tipo de doença renal, que não envolve a perda de proteína na urina, alimentar os pacientes com uma dieta restritiva quanto a proteínas levou a melhoras, quer a proteína fosse de origem vegetal ou animal. Contudo, os pacientes conseguiram seguir uma dieta vegetariana pobre em proteínas mais facilmente do que uma dieta pobre em proteínas que incluísse carne.
Embora pareça que a proteína da soja afecte favoravelmente a função renal, é possível que as isoflavonas nos alimentos de soja tais como o tofu, o leite de soja e o tempeh também tenham algum impacto. Alguns problemas renais crónicos implicam o crescimento rápido de células renais, e as isoflavonas de soja podem ajudar a impedi-lo e, portanto, a abrandar o avanço da doença renal. Estudos com animais mostraram que as isoflavonas da soja reduzem, efectivamente, a excreção de proteína urinária.
Protegendo a Saúde dos Rins
A chave para proteger a saúde dos rins é ter hábitos alimentares saudáveis e fazer exercício durante toda a vida.
- Mantenha um peso saudável controlando as calorias ingeridas e fazendo exercício físico regular.
- Tenha uma alimentação que evite a hipertensão. A investigação mostrou que os vegetarianos têm uma tensão arterial mais baixa do que os que se alimentam de carne. Consumir muitas frutas e vegetais e a quantidade de cálcio adequada pode também ser importante.
- Coma muita fibra.
- Evite o consumo exagerado de proteínas e obtenha a maior parte delas de alimentos vegetais.

in Vegetarian Nutrition & Health Letter
Investigação da Universidade de Loma Linda,
Estados Unidos / Set. 02, vol. 5, nº8 





extraído da revista Saúde & Lar n.º 663 Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Abóbora - amiga das artérias


 






ABÓBORA
Amiga das artérias 










Têm sido muitos e variados os usos que ao longo da história se têm dado a este vegetal. Jonas, o profeta bíblico, serviu-se de uma aboboreira para lhe fazer sombra na cabeça e deste modo se livrar de uma insolação. Os Romanos serviam-se da abóbora, misturada com mel, para ajudar a digerir as abundantes carnes que engoliam nos seus festins. Nalgumas regiões do Mediterrâneo, ainda se usam como vasilhas certos tipos de abóbora (cabaças) depois de secas, pelo seu feitio de garrafa.

No entanto, as toscas abóboras encerram um tesouro de propriedades medicinais, que poucos até aos nossos dias tinham sabido apreciar. A peculiar composição da sua polpa torna-a um dos melhores alimentos que se podem comer para cuidar da saúde das nossas artérias.
A abóbora é um dos alimentos mais pobres em lípidos (gordura) e em sódio (sal), dois inimigos declarados das artérias e do coração. O seu conteúdo em nutrientes é muito reduzido: 6% de hidratos de carbono, 1% de proteínas e praticamente nenhuma gordura. Em compensação, é notável pela sua riqueza em beta-caroteno (provitamina A) e em minerais como o potássio e o cálcio. Também é de notar o seu conteúdo em fibra solúvel, a que se deve o seu efeito saciante sobre o apetite.


Todas as variedades de abóbora apresentam as mesmas propriedades e as suas indicações são as seguintes:
- Hipertensão arterial: A abóbora é recomendável na alimentação dos hipertensos, não só pelo seu muito escasso teor de sódio, mas também pela grande porção de potássio que oferece.
- Afecções coronárias e arteriosclerose: Pelos seus níveis tão baixos de gordura e sódio, assim como pela sua abundância em beta-caroteno que protege a parede das artérias, a abóbora está indicada na dieta de todos aqueles que desejem cuidar das suas artérias. Os que sofram de angina de peito, ou os que tenham sofrido um enfarte, nunca deveriam deixar de comer abóbora pelo menos três vezes por semana.
- Afecções renais: Actua sobre os rins como um diurético suave, aumentando a produção de urina e favorecendo a eliminação de líquidos do organismo. O seu uso é conveniente em caso de afecções inflamatórias dos rins (nefrites e glomerulonefrites), edemas e, em geral, sempre que exista algum grau de insuficiência renal.
- Afecções do estômago: A polpa de abóbora é capaz de neutralizar o excesso de acidez no estômago e, além disso, exerce uma acção emoliente e protectora sobre a mucosa do estômago. O puré de abóbora com leite ou com bebida de soja é particularmente indicada nos casos de má digestão, gastrite e úlcera duodenal.
- Prisão de ventre: Pela sua suave acção laxante, acompanhada de um efeito emoliente sobre o tubo digestivo, a abóbora é recomendada sempre que haja prisão de ventre, assim como mau funcionamento do intestino manifestado por um excesso de fermentação ou putrefacção.
- Afecções oculares: A riqueza da abóbora em beta-caroteno faz dela um alimento muito recomendável em casos de diminuição da acuidade visual ou de transtornos de visão, de origem retiniana. Esta substância, aliada ao potássio, evita a formação de cataratas no cristalino.
- Prevenção do cancro: A abóbora contém três das substâncias vegetais de maior acção anticancerígena comprovada: beta-caroteno, vitamina C e fibra vegetal. Não é fácil encontrar num mesmo alimento estes três factores de grande eficácia preventiva contra o cancro.



 
Jorge Pamplona Roger


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6 passos para evitar doenças causadas por alimentos


 6 PASSOS
para evitar doenças causadas pelos alimentos
 
Se é vegetariano, é provável que a ideia de ter uma doença causada por alimentos nunca lhe tenha passado pela cabeça. Afinal, todos sabem que o E. coli faz o seu ninho na carne crua, e que a Salmonella se desenvolve rapidamente em carne de frango ou de porco, mal cozida.

Bem, é altura de reformular as suas crenças sobre doenças causadas por alimentos, pois fruta, vegetais, ovos, lentilhas e produtos lácteos frescos também podem fazer o papel de hospedeiro para uma variedade de bactérias prejudiciais, incluindo a E. coli e a Salmonella. Na realidade, alguns dos mais comuns portadores de germes alimentares incluem o manjericão, o cantalupo (variedade de melão), a alface, as batatas, as framboesas, as amoras silvestres, o alho francês, os morangos e o tomate.

De acordo com o Centers for Disease Control and Prevention (Centro para a Prevenção e o Controlo de Doenças) (CDC), as doenças causadas por alimentos são responsáveis por cerca de 76 milhões de casos de doença nos EUA, 325 000 internamentos hospitalares e 5200 mortes por ano, nos Estados Unidos. Não só os sintomas são desconfortáveis, como as doenças causadas por alimentos podem levar a doenças secundárias de longo termo. Por exemplo, há estirpes de E. coli que podem causar problemas renais em crianças pequenas, enquanto a Salmonella pode levar a artrites reactivas e a infecções graves. Para as mulheres grávidas, a bactéria Listeria (encontrada vulgarmente em queijos de pasta mole podem causar meningite ou nados-mortos.
Qual é a causa?
Encontram-se milhares de tipos de bactéria no ambiente à nossa volta; a maioria não lhe faz nenhum mal. Por exemplo, a bactéria do iogurte é uma bactéria “boa” e é benéfica para o organismo. Mas quando as bactérias prejudiciais (também chamadas patogénicas) tais como a Listeria, a Salmonella e a E. coli 0157:67 utilizam os nossos alimentos ou a água como vectores transmissores, podem causar problemas que vão desde sintomas parecidos com os da gripe a doenças incuráveis e à morte (ver na caixa da página 34 a lista de sintomas). Por vezes até os venenos bacterianos ou toxinas produzidos por germes tais como o staphylococcus aureus ou o Clostridium botulinum podem ter como resultado doenças transportadas pelos alimentos. Três das bactérias mais comuns ligadas à alimentação de vegetarianos:
v Campylobacter, a causa mais comum de diarreias e dores abdominais com origem nos alimentos. Embora a carne crua, de aves, tenha Campylobacter, os vegetarianos devem preocupar-se se os alimentos foram contaminados com fluídos que pingam de frango cru, tal como uma salada ou prato vegetariano cozinhado ao mesmo tempo em que alguém está a preparar um frango. O leite sem ser pasteurizado ou a água contaminada também podem causar esta infecção.
v Escherichia coli 0157:H7, causa 73 000 casos de infecções e 61 mortes por ano nos Estados Unidos. Enquanto certas estirpes de E. coli vivam nos intestinos de seres humanos saudáveis, a estirpe 0157:H7 pode ser mortal, levando à diarreia de sangue e até à falha renal.
v Salmonella enteritidis, é uma bactéria que pode levar à doença quem come ovos crus ou mal cozidos, e ovos deixados por cozinhar logo depois de terem sido partidos. A infecção por Salmonella causa febre, dores abdominais, e diarreia dentro de 12 horas a três dias depois de se ingerirem os alimentos contaminados. Nalgumas pessoas de alto risco (pessoas idosas, grávidas, crianças pequenas e aquelas com o sistema imunitário comprometido), a bactéria da Salmonella pode exigir hospitalização ou até levar à morte.
Se suspeita de uma infecção alimentar, precisa de procurar cuidados médicos. O seu médico mandará fazer uma análise às fezes, com cultura, para identificar a bactéria; depois prescreverá o tratamento adequado, dependendo do agente patogénico e dos sintomas. Os especialistas crêem que muitas pessoas que têm diarreia ou vómitos assumem que é um “vírus” e deixam o assunto seguir o seu curso em vez de procurar um diagnóstico certo. Por esta razão a CDC estima que, na realidade, existem 38 casos de salmonelose por cada caso que é diagnosticado e relatado às autoridades de saúde pública.
Quem está em risco?
Quem está em alto risco são as crianças pequenas, as mulheres grávidas, as pessoas idosas, aqueles que têm doenças crónicas e sistema imunitário deficiente. Embora existam 250 tipos diferentes de doenças causadas pelos alimentos com sintomas como diarreia, vómitos e dores no corpo, esta é uma doença vulgar que pode evitar – se compreender as regras. Pense nos seis passos seguintes enquanto tenta proteger-se e à sua família, de doenças desnecessárias.
Passo 1: Cuidado com o que compra.
Certifique-se de que o que compra no supermercado é o mais fresco possível. Procure nas embalagens as datas de validade ou de “usar até”, e veja se poderá usá-la antes do alimento ter de ser deitado fora. Após a data indicada, deite fora os alimentos.
Quando comprar ovos, abra a embalagem e veja se os ovos estão limpos. Certifique--se, também, de que não estão rachados ou com zonas de casca mais fina. Escolha o queijo que for fresco e não tenha qualquer ponto de bolor ou descolorido. Os lacticínios devem estar datados e pasteurizados.
Evite comprar frutas ou vegetais que estejam escorregadios, bolorentos ou tenham um odor estranho. E nunca coma frutas ou vegetais na loja, pois nunca sabe que tipo de germes ou pesticidas possam ter.
Passo 2: Lave sempre as frutas e os vegetais (mesmo que venham em embalagens com indicação de ‘pré-lavados’).
As frutas e os vegetais podem ser portadores dos agentes patogénicos mortais, particularmente se tiverem sido lavados ou regados com águas contaminadas com fezes animais ou humanas. Estes germes podem introduzir-se nas frutas e vegetais na apanha ou durante a embalagem. E se os trabalhadores que estiverem a embalar as frutas e os vegetais estiverem doentes, os seus germes contaminarão os alimentos que eles tocarem.
Nunca saberá se as folhas de cor verde escura de uma couve fresca também albergarão uma bactéria mortal. É por isso que é imprescindível uma boa lavagem das frutas e vegetais frescos para retirar os germes e evitar a doença. Isso significa lavar com uma escova os melões, melancias e meloas antes de os abrir, e voltar a lavar as maçãs, pêras ou laranjas mesmo se já os tiver lavado antes de os colocar na fruteira. Também significa que deverá voltar a lavar as saladas vendidas em embalagens pré-lavadas, para remover bactérias e pesticidas que possam ter ficado nas folhas. Também deve retirar as folhas exteriores das couves ou alfaces para se ver livre de terra e pesticidas. Tenha um cuidado especial quando lavar as frutas e os vegetais como salsa, alfaces ou qualquer verdura (como coentros, couves, nabos, rabanetes), que são mais difíceis de lavar profundamente do que as frutas e os vegetais de pele lisa.
Se alguém da sua casa estiver em alto risco, sirva legumes e frutas cozidas, especialmente se forem criados debaixo ou ao nível do solo. As frutas que se descascam, como a banana e a laranja, oferecem menos risco do que as frutas e vegetais que não são descascados antes de comer.
Passo 3: Cuidado com os alimentos específicos de “risco”.
Terá de dar uma atenção especial a alguns alimentos de risco tais como rebentos de feijão crus.
Os ovos crus são outro dos alimentos de risco e devem ser evitados a todo o custo. Mesmo aquela deliciosa massa dos bolos feitos em casa com ovos pode colocá-lo em risco de adoecer se a lamber antes de ser cozinhada e a bactéria da Salmonella estiver escondida nos ovos – e nunca se sabe quando isso acontece até se ficar doente. (As massas de pacote não oferecem esse perigo porque os fabricantes usam ovos pasteurizados, um processo no qual a bactéria é destruída pelo calor.)
Guarde sempre os ovos comprados no frigorífico e deite fora qualquer ovo que esteja rachado; lave as mãos e qualquer taça ou utensílios, com água morna e detergente, depois do contacto com ovos crus.
Outros alimentos “de risco” são os sumos não pasteurizados. Durante o processo de pasteurização, qualquer bactéria que a comida possa ter é morta. Contudo, os sumos frescos não pasteurizados poderão abrigar E. coli e Salmonella. Se quiser beber um sumo fresco, acabado de espremer, ferva-o primeiro para matar os germes.
Passo 4: Cozinhe bem a comida.
A comida tem de ser bem cozinhada para matar as bactérias perigosas. Para serem seguros, os ovos devem ser cozidos até que a gema fique firme. Se fizer um prato com ovos no microondas, veja se existem “locais frios” depois de cozer – áreas em que a comida não aqueceu à temperatura ideal adequada. Se não tiver um sistema giratório, gire o prato à mão várias vezes durante o processo de cozedura. Mexa, também, os alimentos para se certificar de que tudo fica bem cozido.
Se estiver a re-aquecer alimentos congelados, leve-os a alta temperatura para matar bactérias. Os molhos e as sopas devem ser fervidos quando são reaproveitados.
Passo 5: Mantenha quente a comida quente, e fria a comida fria.
A regra de segurança dos alimentos é manter quente a comida quente e fria a comida fria. Embora a comida possa ser segura imediatamente após ser cozinhada, se permitir que fique sobre o balcão durante mais de duas horas, bactérias nocivas podem começar a reproduzir-se. Por exemplo, em condições tépidas e húmidas e com os nutrientes apropriados, uma bactéria que se reproduz dividindo-se cada meia-hora, dentro de 12 horas terá uma ‘prole’ de 16 milhões.
Jogue pelo seguro embrulhando cuidadosamente e guardando a comida cozinhada no frigorífico uma a duas horas depois de ter sido cozinhada. Se estiver a conservar uma caçarola grande, divida-a em pequenas quantidades para arrefecer mais rapidamente. Quando pratos grandes são conservados, a bactéria tem mais oportunidade de crescer porque o processo de arrefecimento leva mais tempo.
Passo 6: Use uma higiene saudável.
O último passo simples para evitar doenças provocadas por alimentos é talvez o mais básico: higiene. Isto significa lavar as suas mãos e fazê-lo com frequência. A maior parte das pessoas não têm ideia de quantas bactérias têm nas mãos e como as espalham para outras pessoas durante o processo de preparação de alimentos. Pense na mãe que muda a fralda ao bebé e rapidamente dá uma maçã ao seu filhito de 4 anos antes de lavar as mãos. Ou no adolescente que acaba de mudar a “caixinha” do gato e mete um bago de uva na boca a caminho da casa de banho. Embora os cenários nos pareçam desagradáveis, o certo é que acontecem muitas vezes a muitos de nós.
Uma boa regra é lavar as mãos durante 20 segundos com água morna e sabão. Esfregue-as uma na outra, pois a fricção da pele contra pele ajuda a remover os germes. Lave as mãos depois de ir à casa de banho, antes e depois da preparação da comida, antes de dar de comer ao bebé, depois de lhe mudar a fralda, antes de dar uma peça de fruta ao seu filho, e depois de fazer uma festa ao cão da família – entre outras alturas. Se espirrar nas suas mãos, lave-as! Da mesma forma, se utilizar o telefone depois de uma pessoa que esteja constipada, lave outra vez as mãos. Manter as suas mãos limpas ajudará a reduzir o número de bactérias e evitará que as espalhe quando estiver a preparar as refeições.
Também é importante manter limpos e desinfectados o seu lava-louças e o sítio onde prepara os alimentos antes de começar a tratar das refeições. A maioria dos desinfectantes vendidos no mercado são suficientes para matar os germes. Não use uma tábua de cozinha e outros utensílios de cozinha nos quais os cortes das facas não permitem uma boa lavagem. Lave os outros com água quente e sabão e, se a tiver, uma vez por outra lavá-los na máquina de lavar louça. Ponha, também, a sua esponja de lavar a louça na máquina de lavar todas as noites para manter as bactérias à distância, e mude diariamente as toalhas da louça.
Com algumas mudanças simples na forma como trata os seus alimentos, poderá evitar que os agentes 
 patogénicos perigosos o infectem a si e à sua família.



 
Debra Fulghum Bruce





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