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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

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Artrite Reumatóide - algumas ajudas precisosas






ARTRITE REUMATÓIDE
algumas ajudas preciosas













A artrite reumatóide (AR) caracteriza-se por uma doença debilitante e deformante. Quem já viu doentes com AR sabe o estado em que ficam a mente e o corpo deles. Causadora de inumeras baixas médicas, é uma doença que, medicamente, não existe cura. É necessário medicação contínua até ao fim da vida.

Definição de AR?
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Suplementos alimentares que não emagrecem











SUPLEMENTOS ALIMENTARES
que não emagrecem



 






É comum ouvir-se, sobretudo na aproximação do Verão, pessoas que dizem que os suplementos alimentares usados nos processos de emagrecimento não funcionam, porque uma vez deixados de tomar volta-se a engordar. Outras até dizem que eles engordam em vez de removerem as gorduras.

Será verdade ou são apenas justificações para o insucesso dos tratamentos?

Existem muitos factores que ditam se determinado tratamento será ou não eficaz. Um deles e muitas das vezes o maior é o cumprimento rigoroso do tratamento.

Sabemos que os portugueses são muito conhecidos por irem ao médico nas últimas e que para cumprirem as regras no que respeita à toma de medicação, são um desastre, ficando tomas por fazer, horários não certos, etc. Sobre os suplementos o caso mantém-se, ou até piora de figura.
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Tomilho


 






TOMILHO











NOME EM LATIM: Thymus vulgaris L.
FAMÍLIA:
Labiadas
OUTROS NOMES:
Tomilho-ordinário, tomilho-vulgar, arçã, arçanha, cheiros.
HABITAT: Originário dos países mediterrâneos, mais frequente nos da parte ocidental. Prefere os terrenos calcários ou argilosos em regiões montanhosas, expostas ao sol ou áridas. Encontra-se naturalizado em regiões temperadas do continente americano.
DESCRIÇÃO: Pequeno arbusto de até 30 cm de altura, com caules lenhosos e tortuosos e muito ramificados. As folhas são muito pequenas, ovaladas, com os bordos virados para baixo, e de cor mais clara pela face inferior. As flores são pequenas, terminais, de cor rosada ou branca, com o lábio superior dividido em 3 dentes superficiais, e o inferior em 2 profundos.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: O agradável aroma do tomilho já chamou a atenção dos antigos Egípcios, que o utilizavam na preparação dos unguentos de embalsamar. Sabemos hoje que a sua capacidade para impedir a putrefacção e a proliferação bacteriana se deve ao seu conteúdo em timol e carvacrol, dois poderosos anti-sépticos. Curiosamente, três mil anos depois, como prova do seu poder antimicrobiano, continua a ser empregue por embalsamadores e taxidermistas.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém 1%-2% de essência rica nos isómeros timol e carvacrol, além de outros monoterpenos como o p-cimeno, borneol e geraniol. A esta essência deve o tomilho a maior parte das suas propriedades. Contém ainda flavonóides e ácidos fenólicos que contribuem para potenciar as propriedades da essência.
O uso do tomilho é apropriado nos seguintes casos:
Anti-séptico (desinfectante): A essência de tomilho tem um poder anti-séptico superior ao do fenol e da água oxigenada. No século XIX e primeira metade do século XX, quando ainda não se conheciam os antibióticos, o tomilho era considerado o “desinfectante dos pobres”. Actualmente está bem comprovada a acção bactericida da essência de tomilho sobre os bacilos tífico, diftérico, tuberculoso (bacilo de Koch), e sobre os meningococos (causadores da meningite), os pneumococos e os estafilococos.
A sua acção anti-séptica localiza-se sobre os aparelhos digestivo, respiratório e o geniturinário, e especialmente sobre as mucosas da boca e garganta, assim como as dos órgãos genitais.
A sua acção antimicrobiana é reforçada pela capacidade que apresenta de estimular o fenómeno da leucocitose (aumento dos glóbulos brancos no sangue), tal como foi possível demonstrar experimentalmente. Ao contrário dos antibióticos, que deprimem o sistema imunitário (defesas), o tomilho estimula-o, favorecendo a actividade dos leucócitos (glóbulos brancos).
O uso do tomilho é, portanto, indicado em todas as doenças infecciosas, em especial as de origem bacteriana que afectam os órgãos digestivos, respiratórios e geniturinários.
Sistema Nervoso: Tonificante geral do organismo; estimula as faculdades intelectuais e a agilidade mental, mas sem os efeitos secundários do café ou do chá, os quais substitui com vantagem. Convém tanto nos casos de esgotamento físico (astenia, debilidade, hipotensão) como psíquico (perda de memória, ansiedade, insónia, depressão, irritabilidade nervosa) (1,2).
Aparelho digestivo: Antiespasmódico, eupéptico (tonificante da digestão) e carminativo (impede as flatulências e a formação de gases). Abre o apetite, favorece a digestão e combate as putrefacções intestinais por desequilíbrio da flora do cólon.
Indicado em gastrenterites e colites provocadas por bactérias do género Salmonella, responsáveis de numerosas infecções por alimentos em mau estado, especialmente durante o Verão (1,2).
Vermífugo (expulsa os vermes intestinais): Particularmente activo sobre as ténias. Também é insecticida de pulgas e piolhos (1,2).
Afecções bucais e faríngeas: Utilizado em bochechos combate as aftas, a piorreia e a estomatite (irritação ou inflamação da mucosa bucal). Em gargarejos torna-se muito eficaz no tratamento das faringites e amigdalites (3).
Aparelho respiratório: Expectorante, antitússico e balsâmico, o que, somado ao seu poder anti-séptico, o torna muito útil em sinusites, laringites, catarros brônquicos e bronquites, asma, tosse espasmódica e tosse convulsa. Nestes casos, recomenda-se tomar a sua infusão (1) ou essência (2), além de fazer banhos de vapor e inalações (4), como se descrevem no quadro junto.
Recomenda-se o seu uso durante as epidemias de gripe, quer em infusão quer na tradicional sopa de tomilho, quer ainda a polvilhar as saladas.
Aparelho geniturinário: Pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas, torna-se indicado nas infecções urinárias (cistites e glomerulonefrites) (1,2).
Aplicado externamente em lavagens, oferece uma acção favorável em caso de infecções nos órgãos genitais externos devidas a higiene deficiente, diabetes ou outras causas, tanto femininas (vaginite e vulvite com ou sem leucorreia) como masculinas (balanite e postite, infecção da glande e do prepúcio) (5).
Aplicado em cataplasmas quentes, alivia as cólicas renais e as da cistite.
n Anti-reumático: Aplicado externamente em fricções, banhos e cataplasmas, acalma as dores reumáticas provocadas pelo artritismo e pela gota (6,7,8). Ingerido por via oral (1,2), o tomilho é também diurético e sudorífico, pelo que exerce uma acção depurativa, eliminando do sangue o excesso de resíduos ácidos do metabolismo, causadores do artritismo e da gota.
Em aplicação externa, o tomilho alivia igualmente as dores provocadas por: torcicolo, lumbalgias, ciática, artrose, etc. (6,7,8).
n Infecções da pele: Em lavagens e compressas, aplica-se sobre feridas infectadas ou de lenta cicatrização, chagas, úlceras varicosas, frieiras, furúnculos, abcessos, dermatite, etc. (5).
Pela sua acção antiparasitária, é também muito útil em caso de sarna e de infestação por piolhos ou por pulgas.
n Estimulante capilar: Aplicado em loção ou fricção sobre o couro cabeludo, fortalece o cabelo e previne a sua queda. (6).
PARTES UTILIZADAS: As sumidades floridas (folhas e flores).
USO INTERNO:
1 Infusão: 20-30g de sumidades floridas por litro de água. Tomam-se até 5 chávenas diárias. Concentrada (50-60g por litro), adquire um efeito estimulante semelhante ao do café ou do chá, mas sem os seus inconvenientes.

2 Essência: Ver o quadro informativo.
Esta planta nunca deveria faltar em nenhuma farmácia doméstica, nem na despensa, como condimento e para a preparação de deliciosas sopas de tomilho.
USO EXTERNO
3 Bochechos e gargarejos com uma decocção de 100-120g de sumidades por litro de água, que se deixa ferver até que fique reduzida a metade.
4 Banhos de vapor e inalações com a essência.
5 Lavagens e compressas com a decocção indicada.
6 Loções e fricções com a decocção indicada ou com a essência.
7 Banhos: Infusão com 300-500g de tomilho em 2-3 litros de água, que se acrescenta à água do banho.
8 Cataplasmas: Envolver folhas e flores de tomilho desprovidas dos ramos, numa pano de algodão. Aquecer o pano com o tomilho com um ferro de engomar ou sobre um aquecedor, e aplicá-lo sobre a zona dorida.
Essência de Tomilho
- Ingerida por via oral, não exceder a dose de 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Em dose excessiva pode provocar irritabilidade nervosa e descoordenação motora. Estes fenómenos apresentam-se com o uso da essência, e muito raramente com a planta em estado natural.
- Localmente, aplica-se em banhos de vapor e inalações (2 ou 3 gotas em meio litro de água quente), em fricções sobre a parte dorida, ou em lavagens sobre a zona da pele afectada. É um tanto irritante para a pele, pelo que é necessário diluí-la. Tenha-se em conta que o seu poder anti-séptico se manifesta mesmo em diluições superiores a 1:3000 (aproximadamente 6 gotas num litro de água).
- Os banhos de vapor fazem-se deitando 3 a 4 gotas de essência de tomilho em meio litro de água em ponto de ebulição. Respirar os vapores durante 5 minutos, 3 ou 4 vezes por dia.
- As inalações consistem em respirar a essência, após se terem colocado 2 ou 3 gotas sobre as costas da mão ou sobre um lenço.


* Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996


extraído da revista saúde & Lar n.º 663
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Ulmeira












ULMEIRA










NOME EM LATIM: Filipendula ulmaria (L.) Maxim.
FAMÍLIA: Rosáceas
OUTROS NOMES: Erva-ulmeira, erva-das-abelhas, rainha--dos-prados
HABITAT: Prados húmidos de toda a Europa, excepto a região mediterrânea. Cria-se nalgumas regiões frias do Norte e do Sul do continente americano.
DESCRIÇÃO: Planta vivaz, que atinge até 1,5 m de altura. Os caules são erectos e as folhas são prateadas pela face inferior. Dá flores pequenas, perfumadas, de um branco-amarelado, dispostas em ramalhetes terminais.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: As folhas desta planta lembram as do ulmeiro, de onde lhe vem o nome. Usa-se desde o século XVI contra as dores reumáticas. Actualmente conhecem-se-lhe muitas outras virtudes.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As flores, e em menor proporção as folhas, contêm o glicósido monotropitina, que por hidrólise, na planta fresca, se transforma em salicilato de metilo e aldeído salicílico, e, depois de seca, em ácido salicílico livre e salicilatos alcalinos. Todos estes derivados salicílicos proporcionam, à semelhança do ácido acetilsalicílico (aspirina), acção anti-inflamatória, analgésica e febrífuga. Possui ainda flavonóides de acção diurética.
Tem as seguintes aplicações:
- Dores reumáticas, causadas pela artrose, o reumatismo poliarticular agudo, ou pela artrite úrica (gota) (1).
- Dores diversas: Também alivia as dores osteoarticulares (lumbago, torcicolo, dores nas costas) e as dores nevrálgicas (ciática, nevralgias). A sua eficácia contra as dores fica reforçada se, além de se ingerir a infusão (1), se aplicar localmente em compressas sobre a zona afectada (2).
- Diurética: Por ser potente, mas não irritante, torna-se sumamente útil no caso de celulite, edemas (retenção de líquidos) por insuficiência cardíaca, que costumam manifestar-se sobretudo nos tornozelos e pés; assim como para diminuir a ascite (retenção de líquidos no abdómen) dos doentes de cirrose (1).
- Depurativa: A ulmeira é uma grande eliminadora de ácido úrico, uratos e outras toxinas, pois aumenta a sua excreção pelo rim (acção uricosúrica). Depura o sangue destas substâncias ácidas, que causam a gota, o artritismo e muitas dores reumáticas (1). Por isso, e pela sua acção anti-inflamatória e analgésica, é uma planta ideal para aqueles que sofrem de gota.
- Dissolvente de cálculos: Própria para os que sofram de cálculos renais e areias, especialmente se forem de urato, pois favorece a sua dissolução e eliminação (1).
- Tonificante geral: Aumenta o apetite, tem efeitos tónicos cardíacos e proporciona sensação de bem-estar. O seu uso é recomendado nos estados gripais e catarrais, assim como na convalescença de afecções debilitantes (1).

PARTES UTILIZADAS:
As sumidades floridas.

USO INTERNO
1 Infusão com 30-40 g de sumidades floridas por litro de água, de que se tomam até 5 chávenas diárias.
USO EXTERNO

2 Compressas de uma infusão mais concentrada do que aquela que se usa internamente (até 80 g): Aplicam-se sobre a zona dorida ou afectada pela celulite, durante 10 minutos, duas ou três vezes por dia.




Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996
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Uva - um excelente medicalimento







UVA
Um excelente medicalimento










A uva é, a seguir à laranja, a fruta mais cultivada em todo o mundo. Mas, infelizmente, só uma pequena parte da uva produzida é comida como fruta; a maior parte destina-se ao fabrico de bebidas alcoólicas, especialmente vinho.
A uva constitui um componente essencial da dieta mediterrânea, e até da sua cultura. Recentes descobertas científicas atribuem a boa saúde cardíaca dos habitantes do Mediterrâneo precisamente a algumas das substâncias presentes na uva.Há dois tipos de nutrientes que se destacam na composição da uva: os açúcares e as vitaminas do complexo B. Em contrapartida, a uva contém poucas proteínas e gorduras. As proteínas, ainda que em pequena quantidade, contêm todos os aminoácidos essenciais. Os minerais estão presentes numa quantidade moderada. Os componentes da uva que merecem uma menção especial são os seguintes:

Açúcares, numa proporção que oscila entre 15% e 30%. Os dois açúcares mais abundantes na uva são a glicose e a frutose. Do ponto de vista químico, trata-se de monossacáridos ou açúcares simples, que têm a propriedade de passar directamente ao sangue sem necessidade de ser digeridos. Nisto se diferenciam de outros tipos de açúcares, como a sacarose (presente na cana-de-açúcar, na beterraba ou na banana), ou como a lactose do leite, que precisam de ser decompostos no intestino antes de poderem passar ao sangue.
Vitaminas: Com os seus 0,11 mg/100 g de vitamina B6, a uva é uma das frutas frescas mais ricas nesta vitamina, excedida apenas por frutas tropicais como o abacate, a banana, a anona, a goiaba ou a manga. As vitaminas B1, B2 e B3 ou niacina também se encontram presentes em quantidades superiores às da maioria das frutas frescas.
Todas estas vitaminas desempenham, entre outras, a função de metabolizar os açúcares, para que as células possam com mais facilidade "queimá-los" quimicamente e aproveitar a sua energia. A uva contém quantidades bastante significativas de provitamina A e de vitaminas C e E.Minerais: O potássio, o cobre e o ferro são os minerais mais abundantes na uva, se bem que esta contenha também cálcio, fósforo, magnésio e cobre.Fibra: A uva contém cerca de 1% de fibra vegetal de tipo solúvel (pectina), quantidade relativamente importante tratando-se de uma fruta fresca.Substâncias não nutritivas: A uva contém numerosas substâncias químicas, que não pertencem a nenhum dos clássicos grupos de nutrientes, mas que exercem numerosas funções no organismo, muitas delas ainda desconhecidas. Estas substâncias são também designadas como elementos fitoquímicos:
– Ácidos orgânicos (tartárico, málico, cítrico e outros): Estes ácidos produzem a alcalinização do sangue e da urina facilitando a eliminação dos resíduos metabólicos, que na sua maior parte são de tipo ácido, como por exemplo o ácido úrico.
– Flavonóides: Descobriu-se recentemente que actuam como potentes antioxidantes, impedindo a oxidação do colesterol que causa a arteriosclerose, e evitando a formação de trombos ou coágulos nas artérias. A quercitina é o flavonóide mais importante da uva.
– Resveratrol: Trata-se de uma substância fenólica presente na pele da uva, de acção antifúngica (impede o crescimento dos fungos) e, sobretudo, oxidante. Detém a progressão da arteriosclerose. Recentemente provou-se que é também um poderoso anticancerígeno.
– Antocianinas: São pigmentos vegetais que actuam como potentes antioxidantes preventivos das afecções cardiovasculares.Em essência pode-se dizer que a uva é um alimento que fornece energia às nossas células e que favorece o bom estado das artérias, especialmente das coronárias que irrigam o músculo cardíaco. Além do mais é laxante, antitóxica, diurética, antianémica e antitumoral.


Jorge Pamplona Roger
Resumido do livro A Saúde pela Alimentação, a editar brevemente pela Publicadora Atlântico


Copyright ã 2000 Saúde & Lar. Todos os direitos reservados
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Celulite - ajudas extra






 CELULITE
Ajudas extra










Tal como o enfarte do miocárdio, o stress, a obesidade e outros problemas de saúde, a celulite é um dos males da civilização. Ataca especialmente as mulheres nervosas que vivem em grandes centros urbanos. Muitas das que habitam em pequenas cidades e na zona rural desconhecem o problema. Julga-se que é por viverem um ritmo de vida menos trepidante e estarem menos expostas a uma dieta industrializada, rica em gorduras e outros elementos desencadeantes.

Diagnóstico

A celulite é um espessamento surgido basicamente nas nádegas, nas coxas, no ventre, na parte superior das costas e na nuca. No entanto, pode ser localizada em qualquer outra parte do corpo.

Na realidade, aquilo a que popularmente se chama celulite é a lipodistrofia ou a típica alteração da pele que assume aspecto de “casca de laranja” e é causada pela perda de elasticidade, hipertrofia, desorganização e subnutrição do tecido conjuntivo sob a pele comum. É uma alteração do metabolismo do tecido conjuntivo subcutâneo.

O excesso de calorias, aliado a outros factores, provoca um acúmulo extra de gorduras nas células adiposas e uma proliferação anormal das fibras colágenas que sustentam o tecido adiposo. Com o tempo, o processo torna-se crónico e a proliferação de fribrilhas colágenas reduz ainda mais a oxigenação e a nutrição desses tecidos. A situação torna-se praticamente irreversível, com o encarceramento dos lóbulos de tecido celulítico nas fibroses esclerosadas.

Para as mulheres, a celulite é um tormento no sentido estético, pois deixa as partes atingidas com um visual considerado nada atraente.

Enfrente o Problema

Caso o problema já se tenha generalizado, atingindo grande parte da pele, não há muito a fazer. Mas se está a notar o surgimento de celulite nos seus primeiros sinais, ainda é tempo de impedir a sua progressão.

Para começar, procure regularizar o peso. As mulheres obesas ou propensas à obesidade têm uma tendência maior para adquirir celulite. Isso não significa que as magras estejam imunes. Pesquisas recentes indicam que o consumo de anticoncepcionais está directamente ligado ao problema.

Vários outros factores que contribuem para o surgimento da celulite precisam de ser combatidos. Entre eles estão a vida sedentária, o stress, o desequilíbrio e as tensões emocionais, a alimentação industrializada, o excesso de proteínas e gorduras animais, fritos, consumo exagerado de açúcar branco, exposição excessiva ao sol, alcoolismo, tabagismo, drogas, prisão de ventre, sem falar dos factores hereditários.

Colaboração da Natureza

A combinação de plantas tónicas, estimulantes, nutritivas e mineralizantes, como o alcaçuz, a alfafa, o espargo, a salsa, o dente-de-leão e o tomilho, garante uma acção inibidora da formação e do aparecimento da celulite. Além dessas plantas, existem ervas depurativas e diuréticas como a uva-ursina, o carvalinho-do-mar, a alteia.

As pesquisas apontam a carência de vitamina E e de selénio como factor de alteração do tecido conjuntivo e adiposo. Portanto, é recomendável a inclusão desses elementos na alimentação diária.

Também se descobriu que os bioflavonóides contribuem decididamente para reforçar a actividade metabólica e bioquímica da derme e do tecido conjuntivo em geral.

Bioflavonóide é um nome genérico que designa um grupo de compostos amplamente distribuídos no reino vegetal e que agem de forma semelhante à da vitamina C. No corpo humano, fortalecem a tonicidade da parede dos pequenos vasos sanguíneos, melhoram a permeabilidade capilar. Também inibem a acção da histamina e têm uma forte acção antioxidante. Os bioflavonóides refazem os tecidos danificados, protegendo a pele contra a agressão dos radicais livres e eliminando as enzimas que degradam o colágeno (principal proteína da pele e responsável pela sua firmeza e elasticidade), fixando as suas fibras.


Celeide Novelli Campos
Colaboradora da nossa congénere Vida e Saúde
extraído da revista Saúde & Lar
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Linhaça










 LINHAÇA




 







NOME EM LATIM: Linum usitatissimum L.

FAMÍLIA: Lináceas

OUTROS NOMES: Linho-da-terra, linho-do-inverno, linho-galego, linho-mourisco

HABITAT: Originário do Próximo Oriente, mas cultivado em numerosos países de clima temperado da Europa e da América.

DESCRIÇÃO: Planta herbácea de 40 a 80 cm de altura. O seu caule é erecto e as folhas são alongadas e estreitas. As flores são de cor azul clara, com 5 pétalas. O fruto é uma cápsula globulosa, com 10 sementes de cor castanha.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Há 4000 anos que se cultiva o linho nos países mediterrâneos para obter fibra têxtil, e há mais de 2500 anos que se utiliza como medicamento. Hipócrates já o recomendava como emoliente no século V a.C.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sementes contêm uma grande quantidade de mucilagem e pectina, que lhe conferem propriedades emolientes e laxantes, além de sais minerais e lípidos de elevado valor biológico (ácidos gordos essenciais insaturados). São estas as suas indicações e aplicações:
- Prisão de ventre crónica: Lubrifica o tubo digestivo, tornando as fezes mais moles. Além disso regenera a flora intestinal, regulando os processos de putrefacção e fermentação (1,2,3). O seu efeito torna-se muito evidente, pois no caso de desarranjo intestinal as fezes perdem o seu cheiro pútrido.
- Gastrite, duodenite e úlcera gastroduodenal: Apresenta uma acção anti-inflamatória e emoliente que favorece a regeneração da mucosa digestiva danificada. Recomenda-se tomar as sementes de linho como complemento, associadas ao tratamento específico destes processos patológicos.
- Inflamações das vias respiratórias e das urinárias: Bronquites e cistites, particularmente, pelo seu efeito emoliente e suavizante sobre as mucosas (1,2,3).
As SEMENTES de linho (linhaça) podem usar-se como alimento. São especialmente recomendáveis para os diabéticos, pela sua escassa percentagem de glícidos e o seu elevado conteúdo em proteínas e lípidos (gorduras). Devem ser consumidas pelas pessoas que sofram de desnutrição ou queiram engordar (3).
As cataplasmas de FARINHA de linhaça aplicam-se sempre que se requeira calor constante: catarros e bronquite, dores menstruais, cólicas do abdómen (renais ou biliares), espasmos intestinais, picadas de insectos, abcessos e furúnculos (4). Têm uma acção resolutiva, antiespasmódica, sedativa e anti-inflamatória, além de manterem o calor durante muito tempo.
O ÓLEO de linhaça utiliza-se como suavizante da pele no caso de eczemas, pele ressequida, queimaduras leves e dermatoses em geral (5).
PARTES UTILIZADAS: A linhaça (sementes do linho).


USO INTERNO
1 Decocção durante 5 minutos de 30 g de sementes por litro de água. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, adoçadas com mel caso se deseje.
2 Maceração: Deixa-se em repouso durante 12 horas uma colherada de sementes por cada copo de água. Tomar 2 ou 3 copos diários do líquido resultante.
3 Sementes: Também se podem ingerir as sementes inteiras, mastigando-as (uma colherada de 12 em 12 horas).
USO EXTERNO
4 Cataplasmas: As sementes de linho trituradas (farinha de linhaça) acrescentam-se à água a ferver até se obter uma papa espessa. Normalmente são precisos de 30 a 40 g por litro de água. Quando se aplica a cataplasma convém proteger a pele com um pano fino para evitar que se produzam queimaduras.
5 Loções com óleo de linhaça: Aplicam-se directamente sobre a zona da pele afectada.


* Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora Atlântico, S.A.
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Dedaleira





DEDALEIRA
Medicamento ou veneno?
 




NOME EM LATIM: Digitalis purpurea L.
FAMÍLIA: Escrofulariáceas
OUTROS NOMES: Digital, abeloura, erva-dedal, caçapeiro, estoura-flores, dedalário, dedaleiro-verdadeiro, luvas-de-santa-maria.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: A dedaleira é um exemplo típico de como uma mesma planta pode curar ou matar. No século XVII, na Inglaterra, deu-se pela primeira vez uma infusão de folhas de dedaleira a um doente que sofria de hidropisia de origem cardíaca (inchaço de todo o corpo por falha do coração). Poucos anos mais tarde, a dedaleira foi incluída na Farmacopeia de Edimburgo.
Desde então, fizeram-se muitas investigações bioquímicas e biológicas com esta planta, cujos princípios ativos ainda não puderam ser substituídos por nenhum produto químico.
Atualmente, os glicósidos da dedaleira são amplamente utilizados em medicina, e têm salvo a vida a milhares de doentes do coração.
Ao mesmo tempo, porém, a dedaleira é uma planta muito tóxica, e a infusão de apenas uma pequena parte de uma única folha (cerca de 10g) pode causar a morte de um adulto. É um problema de dosificação: a margem terapêutica é muito estreita, e a dose tóxica está muito próxima da curativa.
Devido a existirem grandes variações na concentração dos princípios ativos, segundo o lugar onde a planta se desenvolveu, a época da recolha, a rapidez da secagem das folhas, etc., a indústria farmacêutica recorreu ao isolamento desses princípios ativos quimicamente puros. Deste modo, é mais fácil doseá-los e aplicá-los corretamente. Em contrapartida,
a eficácia destes extratos é menor, pois prescinde-se de outras substâncias presentes na planta, e que completam a sua ação.
DESCRIÇÃO: Planta bienal que atinge até 1,5m de altura. As folhas são grandes, aveludadas e lanceoladas, e saem da parte inferior da planta. As flores têm a forma de dedo, de cor púrpura ou rosada, e crescem todas juntas no extremo do caule.
HABITAT: Comum em montanhas de terrenos siliciosos da Europa Ocidental. Naturalizada no continente americano.
Fitologia_81160690.jpgPROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Podemos distinguir dois tipos de substâncias na dedaleira:
Não glicósidas: digitoflavina (corante amarelo), cicloexanol, ácidos málico e succínico, tanino e uma diastase oxidante. Estas substâncias não têm uma ação direta sobre o coração, mas complementam e potenciam os efeitos dos glicósidos.
Glicósidos: São os responsáveis pelos efeitos cardiotónicos que a dedaleira tem sobre o músculo cardíaco. Os mais importantes são a digoxina e a digitalina. Possuem as seguintes propriedades:
– Aumentam a força das contrações do coração, melhorando o seu rendimento mecânico.
– Normalizam o ritmo cardíaco quando este é irregular ou demasiado rápido (taquicardia).
Por tudo isto, os glicósidos da dedaleira são um remédio insubstituível nos casos de insuficiência cardíaca (1,2) (incapacidade do coração para bombear o sangue de que o corpo necessita), que nos casos agudos se manifesta clinicamente como edema (encharcamento) pulmonar, ou como hidropisia (acumulação de líquido nas cavidades e nos tecidos do organismo). Além disso, normalizam o ritmo do coração e têm uma certa ação diurética, o que contribui para melhorar o funcionamento do aparelho circulatório.
PARTES UTILIZADAS: As folhas.
PREPARAÇÃO E EMPREGO:
USO INTERNO
1 Preparados farmacêuticos: A maneira mais segura e mais bem tolerada de aplicar a dedaleira é utilizar o seu extrato em forma de preparado farmacêutico. No entanto, a planta completa é mais eficiente, embora requeira mais precaução para se administrar a dose exata. Só farmacêuticos e médicos com experiência em fitoterapia podem tirar o máximo proveito desta poderosa planta que, corretamente aplicada, pode resolver grandes problemas cardíacos e, inclusivamente, salvar a vida.
2 Infusão: Faz-se com 1g de pó obtido por trituração das folhas secas, em 100ml de água quente, sem que chegue a ferver. Deixar repousar durante 15 minutos. Tomá-la ao longo do dia, às colheradas. Não ultrapassar esta dose. Não se deve tomar de forma continuada durante mais de 10 dias seguidos, pois os glicósidos acumulam-se no organismo; o habitual é tomá-la 5 dias seguidos e descansar dois.
USO EXTERNO
3 Compressas: Prepara-se uma infusão com 1 ou 2 folhas por litro de água, que se aplica sobre a zona da pele afetada, empapando compressas de algodão.
Excelente cicatrizante
Em uso externo, as folhas desta planta são um excelente cicatrizante de úlceras e chagas cutâneas, incluindo as varicosas (). Era esta a principal aplicação da dedaleira antes de serem descobertos os seus efeitos sobre o coração.
Dr. Jorge Pamplona Roger*

*Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora SerVir, S.A.
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Parkinson

Homem de 73 anos
Diagnóstico: Parkinson desde há 20  anos

Doença que se caracteriza por espasmos musculares involuntários

Sintomas em consideração:
- Espasmos musculares
- Sono agitado e com sonhos
- Dores de cabeça temporais
- Hipertrofia benigna da próstata (HPB)
- Enfraquecimento da visão
- Dores nas costas

Após observação, foi diagnosticado em termos de medicina tradicional chinesa, um quadro de Vazio de Sangue, Estagnação de Qi e Sangue, Vazio de Yin e Vento interno. Apresentava língua vermelha e pulso rápido, tenso e vazio.
Foram seleccionados pontos que tonificam o Yin e Sangue e que movem o Sangue e Qi. A estimulação das agulhas foi efectuada com precaução pela presença de Vento. Foi indicado fitoterapia ocidental, incidindo na tonificação de Sangue principalmente.
A par deste tratamento foi seguido em psicologia com tratamentos de hipnose.

Após 8 meses de tratamento em consultas semanais, o paciente apresentou diminuição em 95% dos espasmos, cessação de sono agitado, extinção das dores de cabeça, melhoras em 80% na HPB, melhoras em 90% no enfraquecimento da visão (confirmada em consulta de oftalmologia). As dores nas costas permaneceram, uma vez que o tratamento não era dirigido para as mesmas e porque se tinha verificado a presença de cinco hérnias discais em várias localizações da coluna vertebral.
A medicação que efectuava para a doença limitou-se à toma de apenas dois fármacos (inicialmente 7), na expectativa de os abandonar por completo
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Definição de fitoterapia


Fitoterapia é o recurso de prevenção e tratamento de doenças através das plantas medicinais, e a forma mais antiga e fundamental de medicina da Terra.
Desde o surgimento dos animais na Terra,  estes usam instintivamente determinadas plantas como alimento, cura ou mesmo para estimular o vómito e eliminação de substâncias nocivas.
Há mais de 6000 anos, o homem vem testando e escolhendo instintivamente as melhores plantas medicinais para curar as  doenças. No último século, a medicina disseminou o emprego de antibióticos e remédios alopáticos, e a nossa medicina natural passada de geração em geração ficou esquecida. Porém, a cada dia, as plantas ganham seu espaço como aliadas no reequilíbrio físico do ser humano: o predomínio da cor verde se relaciona à saúde e equilíbrio, chaves para o homem saudável; as diversas nuances das flores complementam esta missão, trazendo alegria e optimismo(amarelo e vermelho), paz (branco), amor e fraternidade (rosa), espiritualidade (violeta) e harmonia (azul).                  
A fitoterapia é uma terapia com a propriedade de auxiliar na cura de males profunda e integralmente, de forma barata (os preços dos remédios estão "na lua"  e não-agressiva, pois estimula as defesas naturais do organismo e reintegra o ser humano às suas raízes terrestres. Actualmente, diversos centros de pesquisa nacionais e estrangeiros  dedicam-se  ao estudo  das substâncias presentes nas plantas medicinais. A ciência começa então a render-se à força da natureza. Natureza presente junto a nós em todo pedacinho de chão com terra, luz, ar e água.
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