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Quelantes





QUELANTES


removedores de metais pesados













Por definição, quelante é um agente usado para agarrar substâncias, principalmente os metais pesados, que estão acumuladas no organismo, e expulsá-los. Estes metais pesados encontram-se na natureza, mas surgem em maior escala como resultado da intervenção humana. Alguns fazem parte da nossa constituição, mas
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Stress e depressão: na metastização do cancro da mama nos ossos







STRESS E DEPRESSÃO:
na metastização do cancro da mama nos ossos






De todas as extensas e complexas áreas de investigação do cancro e dos seus mecanismos biológicos, duas estão ainda por desbravar e compreender de forma mais aprofundada: os processos associados à metastização (sendo que as metástases são verdadeiramente a maior causa de mortalidade no cancro) e a relação entre os estados psicológicos e a progressão da doença. Um estudo recente revela
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Reflexões sobre o envelhecimento


 




 REFLEXÕES
Sobre o envelhecimento



 por:José Carlos Almeida Nunes





Lembro-me de quando era muito jovem, na adolescência e até depois, de olhar os que então já considerava velhos, e que terão agora a minha “meia-idade” e de pensar para dentro: Eu não vou envelhecer, não me vai acontecer!
Julgo que este sentir será comum nos ainda muito jovens, nos quais de forma mais ou menos consciente, o sentimento de finito ainda não faz parte da ideação... Pelo contrário, à medida que vamos acrescentando anos à vida, isto é, à medida que vamos envelhecendo, vai crescendo em nós, de forma progressiva, esse “pano de fundo” cada vez mais consciente, mais permanente, dessa nossa vulnerabilidade, que resulta de sermos também seres finitos.
É algo que determina uma série de mecanismos adaptativos físicos e psico-sociais, tendentes a repararem o “Self”, agora submetido a grandes erosões resultantes de múltiplas vivências: Os lutos da vida, a reforma, a invalidez, a necessidade de reformar os objectos de prazer, os traumas narcísicos (entendendo aqui as agressões que a nossa auto-estima vai sofrendo ao longo da vida) e, também, o manter tanto quanto possível intactos os nossos projectos de continuidade.
Nesta reforma permanente de SI mesmo surgem, como já anteriormente propus, mecanismos de adaptação, alguns que poderemos considerar saudáveis e outros patológicos, resultantes do exagero, da bizarria, a afastarem-se do “normal”.
Ainda ontem mesmo (este ontem refere-se à véspera do começo destas minhas notas...) um doente de 78 anos, que acompanho de longa data, que é um homem alto, robusto, desenvolto no aspecto motor, com um bom trato, afável, equilibrado, viúvo, que exercera até há pouco um cargo de responsabilidade numa instituição de solidariedade nacional, me dizia, deitado na marquesa do meu gabinete, enquanto eu passava a mão direita pelo seu abdómen procurando alguma anomalia: Sr. Dr., espero chegar aos 80...!
Esta confidência fora-me feita num tom que misturava o orgulho com a esperança e era reveladora do regozijo por mais esses dois anos de vida (apesar de eu acreditar que, no seu íntimo, pairam muitos mais em expectativa...).
Já imaginaram um jovem de 18 anos de idade ter este sentimento em relação aos seus 20??
Julgo que a análise atenta deste expressar tão singelo quanto frequente deste meu doente permite ilustrar de forma simples mas, e até por isso, os considerandos que anteriormente teci sobre a consciência de finito e a sua relatividade ao avanço da idade.
Referi acima o “Self”, que é um termo Inglês cuja tradução para a nossa língua-mãe se pode fazer por “Próprio”, e que aglutina um conceito de entidade única e absolutamente pessoal, o núcleo central da personalidade, que congrega todas as dimensões do indivíduo, sejam cognitivas, afectivas, intelectuais, sociais ou outras.
É este “Próprio” ou “Self”, bastião ou reduto de cada um de nós, que nos posiciona de forma permanente, inconsciente, automática, em relação a tudo e a todos, que defendemos a todo o custo, para conseguirmos manter o sentido da vida, e a possibilidade de continuarmos...
Referi também que esta defesa do “Self” pressupõe mecanismos de adaptação uns saudáveis, outros patológicos.
Um rapaz, que morava no prédio ao lado, mudou-se e foi viver para a província. É esta a forma como, muito frequentemente, assistimos à referência que um idoso faz de outro, que conhece de longa data, e com quem priva desde a sua juventude...
No “meu tempo, as mulheres trabalhavam muito menos fora de casa – diz uma idosa de 80 anos, após um jantar em casa de amigos, e já instalada na sala de convívio, à conversa com outros. Como se o tempo actual não fosse também o seu, como se “o Seu Tempo” fosse apenas aquele em que as mulheres trabalhavam pouco fora de casa, ou seja, o tempo em que ela fora jovem...
Estes idosos aqui “construídos”, o que pretendem de forma inconsciente é manterem o seu elo de ligação a um período das suas vidas em que tinham juventude, força, capacidades intactas, ou de outra maneira, em que era forte e saudável o seu “Self”. É uma forma de projecção no passado, que protege, que de alguma forma, diria saudável, previne a fragmentação do “Próprio”.
Por outro lado, alguns outros, tão incapazes se tornam de manterem o contacto com a realidade, de acompanharem o evoluir da vida e dos acontecimentos em seu redor, que se fecham num mundo fantasioso, que lhes permite perpetuarem, ainda que de forma desadequada e bizarra, um período das suas vidas em que sentiam segurança, em que eram socialmente úteis.
Por estranho que pareça a um leigo, a ansiedade, a depressão, a fobia social, a hipocondria, são artimanhas de índole inconsciente, que evitam a ruptura do indivíduo e que evitam a fragmentação do “Self”.
Quando estes mecanismos de defesa são ultrapassados, perante a incapacidade de aceitarem a transitoriedade dos objectos, do “Self”, a morte voluntária acontece. Sabemos da taxa não negligenciável de suicídios nos idosos...
Outros, sós, pelo desaparecimento de familiares e amigos, recorrem a um animal doméstico, com quem privam, a quem projectam toda a sua afectividade, toda a sua intimidade, por outras palavras, o tal animal é colonizado, é “enchido” pelo idoso, que lhe reconhece alma, fidelidade, ...vida e esperança.
Recordo uma doente de oitenta e alguns anos, só na vida, que tinha num cão o último reduto da sua existência. A morte deste animal lançou-a num luto muito doloroso, de muito difícil resolução, do qual saiu dificilmente, com muita ansiedade e agitação.
Lembrei-me de Shakespeare, que esvaziou alguns dos seus personagens, tirou-lhes o “Self”, transformando-os em figuras de projecção, de identificação dos espectadores, como no seu Ricardo II, rei humano sim, mas sem estrutura pessoal e única, sem o “Próprio”. Eugène Ionesco traduziu esta forma de sentir: “Quando Ricardo II é preso na sua cela, só, não é apenas a ele que vejo, mas sim a todos os reis depostos, e não só a todos os reis, mas também os nossos próprios valores, aquilo em que acreditamos, está ali, só...
Quando Ricardo II morre, olho a morte de tudo o que mais venero, sou eu próprio, que morro com Ricardo II.”
Faz sentido que a morte do cão da minha idosa doente determinasse também quase a sua...




José Carlos Almeida Nunes
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Como falar da morte às crianças - parte II



 





 COMO FALAR DA MORTE ÀS CRIANÇAS
Parte II











Peparar uma criança para a perda de alguém deve fazer parte da vida de todos os dias e ajudará a criança a aceitá-la melhor como um processo natural. Flores que secam e morrem, um animal de estimação que adoece e morre podem providenciar uma oportunidade para falar à criança desta inevitabilidade.


É possível falar à criança das pessoas mais idosas que ela conhece, do seu processo de envelhecimento e morte. Podem encontrar-se alguns livros que facilitam este diálogo, que se forem lidos em conjunto permitirão abordar com a criança os sentimentos que desenvolve sobre o assunto.
Quando a morte acontece numa família, os pais e outros familiares por vezes não encontram palavras para explicar às crianças e ajudá-las deste modo a lidar com o acontecimento. Contudo, as crianças necessitam dos adultos para as ajudar a lidar com a morte. Então, como explicar a morte às crianças?
- Fale com palavras simples;
- Seja verdadeiro;
- Não hesite em usar palavras como “morto” e “morte”;
lEncoraje a criança nas suas perguntas: “O que é a morte?”. Pode responder-lhe: “Morte significa que o corpo parou de trabalhar e não consegue fazer nada do que fazia antes: não fala, não vê, não ouve, não pensa, não sofre, não sente nada”.
Dependerá das convicções religiosas de cada família, mas esta é uma altura importante para confrontar correctamente a criança com as suas bases existencialistas (da família ou da sua cultura). É no entanto FUNDAMENTAL QUE ESSAS CONVICÇÕES AJUDEM A RESOLVER O PROBLEMA E NÃO A COMPLICÁ-LO AINDA MAIS. Por exemplo, para os cristãos, uma das mais poderosas ajudas que pode ser dada neste âmbito a uma criança é tranquilizá-la informando-a do facto de que a pessoa morta está a”dormir” e que um dia irá acordar. Mostrar-lhe a naturalidade do “sono” e ajudá-la com uma das promessas da Bíblia – que aponta para Jesus como o autor da ressurreição quando Ele voltar – trará tranquilidade perante a condição mortal da humanidade. É altura para ler com a criança a história da vida de Jesus, e do seu encontro com a menina de doze anos morta na sequência de uma doença. Em torno do texto a criança pode construir a sua relação de modo integrado.
Este contacto com a criança deve ser feito preferencialmente sentando-a ao seu lado, tomando-a nos braços e explicando-lhe com palavras simples tais como: “Aconteceu uma coisa muito, muito triste. O papá adoeceu com uma doença grave que nem toda a gente tem e morreu. A culpa da morte não é dele, não é tua. Vamos sentir muito a falta dele porque gostávamos muito dele e ele amava-nos muito”. É necessário explicar-se à criança que a consequência do adoecer nem sempre é a morte. 

Devem as Crianças Assistir ao Funeral?
Muitos perguntam se as crianças devem assistir a um funeral. Deve ter-se em conta os sentimentos das crianças. Se não quiserem ir, não devemos forçá-las nem fazê-las sentirem-se culpadas por não quererem ir. Se quiserem ir, devemos apoiá-las, dar-lhes uma descrição detalhada, através de palavras simples, do que irá ter lugar e até do facto de haver um caixão que pode estar aberto ou fechado. Explique-lhe também que verá muitas pessoas a chorar porque estão tristes. Mais uma vez, responda às suas perguntas e assegure--lhe de que pode não assistir, se quiser. Mas se ela decidir ir, ajude-a, entre outras coisas, a compreender que existem algumas noções de higiene que devem ser respeitadas. Na cultura portuguesa o beijo ao morto constitui um dos hábitos mais insalubres que podem ter lugar. Assim se transmitem muitas doenças e se prejudica a saúde. Por isso ajude-a a construir uma relação mais saudável estando perto dela para evitar qualquer perda de controlo (como querer atirar-se para o morto ou mesmo para o buraco onde o caixão irá ser colocado). Motive-a a não dar beijos indiscriminadamente salvaguardando assim a transmissão microbiana provocada pelo acto, mesmo se praticado só por uma pessoa no funeral. 

Como Não Falar da Morte às Crianças
Não utilize certos termos quando falar com as crianças, pois pode confundi-las. As crianças tendem a perceber as coisas muito “à letra”:
- As crianças sentirão medo de dormir e da hora de deitar se lhes disser “está a dormir” e não compreenderem que depois “voltarão a acordar”, como aconteceu com a menina acima referida;
- As crianças sentirão a angústia da separação se lhes disserem “foi-se embora” ou “foi fazer uma longa viagem”;
- As crianças sentirão medo ou odiarão Deus se lhes disser: “Deus quis a avó perto d’Ele”. 

Como Ajudar a Criança a Lidar Com a Perda
As crianças nem sempre mostram que estão deprimidas. Como já referimos, sintomas como a alteração no seu comportamento habitual e nas suas interacções diárias são sinais de que a criança está triste. Há muitas maneiras de ajudar a criança em sofrimento. Citaremos apenas algumas:
- Desenvolva e mantenha um diálogo aberto com a criança;
- Encorage a criança a expressar os seus sentimentos;
- Assegure com convicção à criança que terá sempre alguém a cuidar dela e a amá-la;
- Recorra a aconselhamento psicológico se achar que a criança em sofrimento se encontra em risco.
Sérias consequências podem advir se se ignorar esta situação. As crianças que não tiverem na altura certa adultos que lhes transmitam convenientemente o que está a acontecer, que lhes dêem apoio para resolver o seu luto e a deixem exteriorizar os seus sentimentos, poderão vir a ser adolescentes e adultos com muitas dificuldades.
A família, os amigos, grupos religiosos, grupos de interajuda e aconselhamento psicológico poderão ser o suporte necessário para o desenvolvimento de futuros adultos mais estáveis emocional e psicologicamente. Por isso convidamo-lo a entrar nesta rede de pessoas adultas que decidiram “pegar uma criança com o coração para aliviar as suas tristezas”. Verá que vale a pena!
(…)
Pegar uma criança com o coração
para aliviar as suas tristezas.
docemente sem falar, sem vergonha,
pegar uma criança contra o coração
tomar uma criança nos braços.
Mas pela primeira vez
verter lágrimas sem abater a sua alegria
pegar uma criança contra si.
(…)
Pegar uma criança com amor
pegar uma criança tal como ela vem
e consolar as suas mágoas
viver a sua vida nos anos mais próximos.
Pegar na criança pela mão
observando-a até ao fim do caminho. 

Yves Duteil
(tradução livre)




 
Lília Tavares



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Como falar da morte às crianças - parte I

 



 COMO FALAR DA MORTE ÀS CRIANÇAS
Parte I











 Recentemente, quando me desloquei em férias à República Checa, visitei Terezin, um forte transformado em campo de concentração, a aproximadamente 60 Km de Praga. Este forte esteve activo durante a II Guerra Mundial. Ao entrar, todos os meus sentidos foram invadidos por sensações que ainda hoje guardo: cada um dos locais, a sua “utilidade”, o frio e a escuridão das celas... e o cheiro, um cheiro indelével dentro e fora das instalações, intactas, como se tivessem sido abandonadas na véspera. Ao visitar o campo, pensei nos milhares de prisioneiros, homens e mulheres, tratados e mortos desumanamente. A visita tornou-se numa espécie de peregrinação.
Ao sair, entrei numa pequena loja de recordações, e enquanto escolhia alguns livros, despertou-me a atenção uma antologia de poemas e desenhos realizados pelas crianças que viviam no ghetto. Até aí eu não tinha tido “espaço mental” para pensar nas crianças. Fiquei chocada, paralisada e atónita perante o sofrimento precoce e desnecessário das crianças, o medo, a proximidade e até a inevitabilidade da sua própria morte bem como a morte dos seus queridos. Como é que aquelas crianças viveram a sua morte? Que ideia fazem as crianças da morte? Como é que vivem o luto? Como encaram a morte dos pais? E a sua?
Este é um dos maiores desafios que a psicologia moderna enfrenta, e não poucas vezes psicólogos clínicos são deslocados para zonas de grandes acidentes e traumatismos para levar alguma ajuda às crianças afectadas; no dia-a-dia da sua actividade. Também são confrontados nos seus gabinetes, por crianças atingidas profundamente pela perda de um ente querido, animal de estimação, amigo ou colega da escola.
A interiorização
A reacção da criança à morte depende do que ela vivencia ou já vivenciou em termos de perda e se esta foi acidental, previsível ou resultado de um desastre inesperado. Se um amigo ou familiar foi morto ou muito magoado, ou se a escola ou a casa da criança foram seriamente danificadas, haverá grande probabilidade que a criança experiencie sérias dificuldades existenciais. Após um acidente traumático em que a criança viu ou continua a ver perder vidas, ela pode desenvolver a Desordem de Stress Pós-traumático cujos danos psicológicos resultam da vivência, do testemunho e da visualização de um evento traumatizante. Esta desordem psicológica raramente se revela logo após o trauma. Frequentemente os sintomas ocorrem alguns meses ou anos mais tarde e a criança poderá ver-se incapacitada de viver saudavelmente, caso não venha a beneficiar do correcto apoio. É por isso que importa estar alerta e aprender a compreender as reacções e comportamento das crianças, de modo a poder apoiá--las devidamente.
Este apoio nem sempre pode ser profissional e por isso importa reflectir sobre a ajuda que pais, familiares, professores e todos aqueles que lidam com maior proximidade com uma criança, podem trazer para a ajudar a lidar com este acontecimento.

Há algumas décadas atrás, nascer e morrer eram acontecimentos familiares vivenciados em casa. As crianças assistiam de perto às reacções de alegria, de perda, de luto dos adultos e integravam estes sentimentos que pareciam naturais, inevitáveis. Nascia-se e morria-se em casa.
Hoje as coisas mudaram: nasce-se e morre-se num hospital, quantas vezes de uma forma solitária, profissional e asséptica. Devíamos preocupar-nos com o que acontece às crianças quando vivenciam a experiência da perda e do luto. Uma das formas mais comuns que as crianças têm para desenvolver a sua capacidade de lidar com estas duas realidades é através da sua própria experiência quando perdem alguém que é significativo e próximo, um dos pais, um parente, um amigo.

Fases do Desenvolvimento da Compreensão da Perda
Para desenvolver uma atitude correcta de apoio perante a perda, é importante considerar a idade, personalidade e estádio de desenvolvimento da criança. Crianças com oito anos podem ter uma maturidade emocional de onze anos, e outra de oito anos poderá emocionalmente estar equiparada a uma de cinco anos. A maneira como se fala da morte a uma criança depende da sua capacidade para perceber factos relacionados com a situação. As crianças estão atentas às reacções dos adultos. A forma como estes reagem à informação da morte e da tragédia é significativa para elas.

A Idade e as Reacções
Antes dos 3 anos: Percebem que os adultos estão tristes, mas não têm uma compreensão do significado da morte.
Em idade pré-escolar: Podem negar a morte e vê--la como um acontecimento reversível. Interpretam a morte como uma separação, mas não como um corte definitivo.
Dos 5 aos 9 anos: Começam a compreender a realidade da morte. Começam a perceber que certas circunstâncias podem resultar em morte. No entanto, nesta altura, a morte é percepcionada como algo que acontece aos outros, não à própria criança nem à família.
Dos 9 aos 12 anos: Necessitam de saber com confiança que todas as pessoas pôem questões acerca da dor e da morte. Muitas vezes é difícil para todos compreender porque é que as coisas acontecem assim.
Adolescentes: Embora os adolescentes compreendam que todas as pessoas acabarão por morrer, estes estão a desenvolver a sua própria identidade e autonomia, podendo sentir-se ameaçados pela perda. Muitos adolescentes sentem que devem agir como adultos e escondem emoções e sentimentos, pois receiam perder o seu auto-controlo. Mas eles necessitam de encontrar um lugar seguro para partilhar a sua tristeza. Sentem-se nesta idade mais confortáveis junto dos seus companheiros de idade, dos seus pares e podem encontrar neles um grupo de apoio importante.
O ponto fulcral é a empatia, a capacidade para entrar no self (no interior, na identidade) da criança ou do adolescente e perceber os seus sentimentos, aceitando-os sem nunca criticar.

A criança e o processo de luto
As pessoas que têm o papel mais importante no processo da compreensão da perda e da morte nas crianças, são os seus pais. As crianças aprendem dos seus pais o que é a morte e como a ela reagir. Por isso, este é um assunto que os pais não deveriam delegar em outros para ajudar os seus filhos. A definição do luto é determinada pela forma como os pais lidam eles próprios com esta situação. Alguns pais pensam que a criança não percebe, ficam ansiosos quando os filhos lhes fazem perguntas. Isso pode levar a uma confusão imensa na mente das crianças e a concluir que os crescidos não gostam de falar da morte. Eis algumas das expressões ou comportamentos das crianças nesta situação, no quadro 1.

Expressões Patológicas no Processo de Luto
Alguns sinais de patologia no processo de luto podem conduzir os adultos no auxílio a prestar às crianças. As crianças que têm sérios problemas neste processo podem mostrar um ou vários destes sinais:
- Um período extenso de depressão no qual perde o interesse por actividades e acontecimentos da vida diária;
- Incapacidade de dormir, perda de apetite, medo prolongado de estar sozinho, voltar a urinar na cama, chuchar no dedo, apegar-se a um brinquedo ou peluche, etc.
- Agir como uma criança mais nova, demonstrando imaturidade por um longo período;
- Imitar excessivamente a pessoa que morreu;
- Repetir frases que reflictam a vontade de se juntar à pessoa perdida;
- Afastar-se dos amigos;
- Diminuição do rendimento escolar ou recusa em voltar para a escola;

Estes sinais de alerta indicam que é necessária ajuda especializada. A tendência seria recorrer a uma psicoterapia realizada por um terapeuta especialista em crianças – o que poderá ajudar a criança a aceitar a morte e auxiliará os que lhe são próximos a ajudar a criança durante o processo de luto. No entanto enfatizamos o papel que outros adultos poderão desempenhar nesta circunstância, se se prepararem convenientemente e forem motivados por uma empatia carinhosa.


Este artigo continua. Para ver clique aqui: http://pelaminhasaude.blogspot.pt/2012/11/como-falar-da-morte-as-cirancas-parte-ii.html


 
Lília Tavares


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Bondade - aprenda a cultivá-la


 




 BONDADE
Aprenda a cultivá-la










Houve um tempo em que cheguei a pensar que a prática da bondade era coisa para gente rica. E estava parcialmente certa; porque riqueza, nesse caso, nada tem a ver com dinheiro, mas tem tudo a ver com qualidade de vida. Quando se tem um espírito bondoso, cria-se um ambiente saudável à nossa volta. Em troca, é-se recompensado com um viver de qualidade total.
Um dos grandes resultados de praticar a bondade é que a pessoa cresce na semelhança com Deus. “Mas Tu és Deus que perdoa; Tu és bondoso e amoroso e demoras a ficar irado. A Tua misericórdia é grande” (Neemias 9:17, BLH). A bondade de Deus está evidente no modo generoso como Ele nos ama. É especialmente visível em coisas corriqueiras, como o nascer do sol pela manhã, um lugar no estacionamento quando estamos atrasados para um compromisso, ou um inesperado presente que satisfaz uma necessidade ou gratifica um desejo.
Nenhuma dessas coisas é importante por si mesma. São, porém, magníficas expressões de amor enchendo o vazio do nosso coração.
As grandes coisas na vida podem ser obstáculos no nosso caminho, mas são as pequenas que tornam a jornada agradável e suportável. Elas podem imprimir-nos um pensamento positivo diante dos problemas e das situações difíceis. “O coração alegre é bom remédio, mas o espírito abatido faz secar os ossos”, já dizia o sábio Salomão (Provérbios 17:22).
Talvez seja despropositado pensar que pequenos gestos produzam grande efeito na vida. Mas já ouviu a história do leão que tinha um espinho na pata e não o conseguia tirar? Pois foi um minúsculo rato que o removeu.
Veja aqui dez maneiras simples de praticar a bondade:
1. Invista um pouco do seu tempo, das suas capacidades e dos seus recursos em benefício de outras pessoas.
2. Mande um bilhete manuscrito (neste caso não use o computador), para expressar a sua gratidão por um convite ou favor recebido.
3. Quando encontrar algum pequeno objecto de que uma pessoa querida gosta, compre-o e faça-lhe uma surpresa.
4. Cultive amigos bondosos. Isso desenvolverá esse traço em si.
5. Envie flores, ofereça um lugar para alguém se sentar, diga “muito obrigado”, “por favor”, sorria, promova encontros em sua casa, enfim, ressuscite práticas que a modernidade tenta matar.
6. Quando enviar uma carta, coloque uma surpresa dentro do envelope.
7. Dê um presente a alguém fora das datas especiais.
8. Cerque-se de coisas belas e agradáveis. Isso dar-lhe-á inspiração para partilhar com outros o que tem recebido.
9. Elimine a desordem da sua vida. Ela oprime o senso de bondade.
10. Peça a Deus ajuda para ser bom. A bondade é um dom do amor de Deus para que nos valorizemos e a outras pessoas da mesma forma como Ele nos valoriza.


Extraído da revista Saúde & Lar 


 

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Nunca é tarde para ter mais saúde


 



NUNCA É TARDE PARA TER SAÚDE 

19 maneiras de reduzir o stress durante um dia de trabalho





No início dos anos 60 os especialistas predisseram que a semana de trabalho seria reduzida, em breve, para quatro dias, talvez até três. No lar, os aparelhos tornariam o trabalho doméstico uma tarefa simples de fazer. Algumas faculdades e universidades começaram a incluir cursos de "estudos de tempos livres". Essas aulas ajudariam as pessoas a lidar com o aumento de tempo livre que em breve teriam.
Contudo, essas predições foram substituídas pela dura realidade: as mulheres e os homens de hoje estão a trabalhar mais arduamente e durante mais tempo do que antes! No virar do século – antes dos faxes, modems, computadores e telemóveis – a semana de trabalho era, em média, de 60 horas. Ao chegar a 1970 baixara para 37 horas. Nos anos 90, de acordo com um inquérito recente, um empregado médio estava a trabalhar 46 horas semanais no escritório e mais seis em casa, perfazendo um total de 52 horas. Além disso, 40 por cento dos inquiridos disseram que trabalhariam mais 10 horas ou mais por semana para terem mais dinheiro. Isso somaria 62 horas, duras horas mais do que nos dias dos "cavalos e das carroças".
O facto é que a maior parte das pessoas têm menos tempo livre e mais stress diário enquanto tentam lidar com o trabalho e carreira, a família e os amigos. Não obstante as exigências da vida, há alguns passos simples e eficazes que podem aliviar as pressões da vida. Aqui estão 19 maneiras para reduzir o stress durante o dia de trabalho.
1. Comece o dia com uma curta oração e meditação. Em vez de saltar da cama e apressar-se para começar o seu dia, tire alguns minutos – de 5 a 20 – para meditar, ler uma passagem curta e inspiradora, ter pensamentos de paz, apreciar o dom de Deus neste novo dia. Começar desta forma dar-lhe-á uma sensação de paz que se manifestará durante todo o dia.
2. Aplique a sabedoria de S. Paulo à sua vida diária."Tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável ... nisso pensai". Estas palavras são um lembrete para pensar positivamente. Durante o dia, quando enfrentar uma crise, pense num desafio. Quando enfrentar um problema, pense em possibilidade. Quando enfrentar um obstáculo, pense em oportunidade. Lidar com um acontecimento stressante de forma positiva aumentará a sua energia.
3. Lembre-se, pode cometer erros."Muitas pessoas começam a esmorecer até ao desespero ou a recriminarem-se sem piedade depois de cometerem um erro," observa a Dra. Charlotte Davis Kasl, uma psicóloga e autora do livro Finding Joy. "Parece-lhes um crime partir um prato, esquecer uma reunião ou enviar um documento importante para o endereço errado. O que é importante é não esquecer que todos erram... portanto, não seja tão duro consigo mesmo."
4. Reconheça os seus méritos.Tire alguns minutos, todos os dias, para dar a si próprio ‘pancadinhas nas costas’ por todas as coisas que conseguiu fazer. Isso mudará a sua perspectiva, ajudando-o a apreciar a grande actuação de equilíbrio que tem de fazer todos os dias – trabalhando, tratando dos filhos, fazendo trabalho voluntário, participando nas actividades da sua paróquia, mantendo uma vida social, cuidando dos pais, etc.
5. Crie imagens pacíficas na sua mente.Várias vezes ao dia, faça uma curta pausa e crie uma imagem mental pacífica. Por exemplo, imagine-se numa canoa, num lago calmo e sossegado com o sol a brilhar lá em cima. Ou imagine-se sentado calmamente num outeiro, rodeado de lindas flores silvestres. Quanto mais praticar esta técnica, mais facilmente se libertará do stress diário.
6. Leia."Como sou uma mãe sozinha com dois filhos e trabalho durante todo o dia, a minha vida é extremamente agitada," diz Karen, uma assistente de advocacia. "Ler é a minha forma de abrandar o stress. Leio durante a viagem de comboio. Leio enquanto espero o almoço. Leio antes de dormir. Para mim, ler é um escape total que me acalma e me relaxa," diz ela.
7. Seja hospitaleiro.Mantenha aberta a porta do seu coração para todos aqueles com quem contactar durante o dia. Cumpri-mente todos com um sorriso. Isso fará com que os outros gostem de estar consigo. Por seu lado, sorrir dar-lhe-á uma sensação de tranquilidade, calma e paz.
8. Observe a sua respiração.Quando estamos relaxados a nossa respiração é lenta e ritmada. Contudo, quando estamos ansiosos ou aborrecidos temos tendência para respirar irregularmente. Esteja atento à sua respiração. Logo que note que está a ficar stressado diga a si próprio: "Pára!" Depois, enquanto inspira, repita a palavra "paz". Ao expirar, sorria. Ao fazer isso, deixe os ombros descair e relaxe as mãos. Repita essa técnica várias vezes.
9. Dê uma caminhada em passo rápido.Os especialistas dizem que o exercício físico é eficaz em queimar o excesso de adrenalina que alimenta os sentimentos de ansiedade e de stress. O exercício também liberta endorfinas – os químicos naturais do organismo que bloqueiam a ansiedade e a dor. Durante as horas de expediente, até mesmo uma caminhada rápida pelo corredor ou subir um lance de escadas pode ajudar.
10. Mude de ambiente para o almoço.Saia do escritório e desfrute da sua refeição do meio-dia num parque. Use esse tempo para estar em contacto com a natureza. Pelo menos uma ou duas vezes por semana, coma sozinho, em silêncio. Coma devagar. Seja grato pela sua refeição. Divirta-se.
11. ‘Calce os sapatos’ dos outros."Tente ver um conflito ou uma diferença de opinião do ponto de vista da outra pessoa," recomenda o Dr. Redford Williams, uma autoridade em saúde cardíaca e autor da obra The Trusting Heart: Great News About Type A Behavior" (O Coração Confiante: Notícias Fantásticas Sobre o Comportamento Tipo A). "Ao tentar compreender o comportamento dos outros do seu ponto de vista, poderá ganhar o mesmo senso de perspectiva. Na maioria dos casos, sentirá a sua zanga desfazer-se."
12. Tenha cuidado com o que bebe.As bebidas cafeinadas que ingere durante o dia podem ser um pesadelo para a sua saúde mental. Demasiada cafeína pode causar tremor das mãos, inquietação e irritabilidade – tudo isso aumentando os sentimentos de stress. Tente eliminá-la da sua rotina.
13. Concentre-se na tarefa que tem em mãos, não no resultado.Esta é outra maneira de aprender a ser menos que perfeito. Se vir que se está a afligir por causa de um projecto, diga a si próprio, baixinho: "Lá estou eu outra vez a preocupar-me com o futuro. Vou só pegar nisto e fazer o melhor que posso." E faça-o. Lembre-se de deixar o futuro nas mãos de Deus.
14. Diga apenas "Não."Não tem que aceitar todos os projectos, todos os convites para se envolver, todas as oportunidades para ir a uma reunião. Aceite o que necessita e deseja fazer, mas diga "Não, obrigado" a outros pedidos do seu tempo.
15.Faça um acordo de paz consigo mesmo.Logo que se comece a sentir zangado, hostil, cínico, céptico, irritado ou impaciente, repita uma palavra que possa desfazer a energia negativa. Alguns exemplos incluem paz, amor, esperança, fé, alegria, paciência, etc.
16. Reviva uma lembrança feliz.Ligue-se ao poder das suas lembranças. Numa altura de stress, olhe para trás e lembre-se de uma experiência agradável ou de um momento de satisfação. "Poderá escolher o dia do seu casamento, o dia do nascimento de um filho ou quando alguém cuja opinião significava muito para si, apreciou algo que tenha feito," diz a Dra. Anees A. Sheikh, professora de psicologia da Universidade de Marquette, em Milwaukee. "Qualquer cena ou acontecimento em que se tenha sentido seguro, exultante, ou bem sucedido, estará bem. Não se lembre apenas destes acontecimentos – reviva-os."
17. Haja música.A música certa poderá levá-lo de um estado muito tenso para um estado relaxado em muito pouco tempo. A música certa é geralmente instrumental em vez de vocal e é, normalmente, tocada por instrumentos como a flauta, harpa, piano e conjuntos de cordas. Muitas pessoas acham que os sons da natureza combinados com harmonias musicais são muito relaxantes.
18. Contente-se com "chega assim".É espantoso quanto stress pode ser completamente eliminado quando decidimos que não temos de ter a casa mais limpa, o jardim mais arranjado, os filhos mais bem comportados. Olhe para a sua vida e veja em que deverá ser menos exigente consigo mesmo.
19. Não leve para casa os problemas do trabalho.Deixe as suas preocupações no escritório. Sentir-se-á melhor e regressará ao trabalho sentindo-se revigorado, enérgico e mais criativo. O Dr. Saki F. Santorelli, professor assistente de medicina no Centro Médico da Faculdade de Massachusetts, oferece estas sugestões: "No fim de um dia de trabalho ... sente-se tranquilamente e faça, conscienciosamente a transacção do trabalho para casa – tire um momento e seja apenas você – desfrute a sensação durante um momento. Tal como a maioria de nós, estará a entrar no seu outro trabalho a tempo inteiro – o lar. Quando estacionar o seu carro, tome um minuto para se preparar para estar com os membros da sua família ou para entrar em casa. Tente mudar de roupa quando chega a casa. Este simples acto poderá ajudá-lo a fazer uma transição mais suave para o seu ‘papel’ seguinte.
Por fim, lembre-se que estas 19 sugestões são apenas linhas mestras. Permita que o seu próprio sentido de oportunidade e curiosidade evolua enquanto explora e descobre a sua maneira própria e única de reduzir o stress durante o dia de trabalho.


 Victor M. Parachin



extraído da revista saúde e Lar

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O poder dos pensamentos

 






 PENSAMENTOS
Mudar porquê?










 Existe uma relação profunda entre o pensamento positivo e diversos benefícios, tais como, um melhor sistema imunitário, menores níveis de stresse e uma maior capacidade para enfrentar os problemas.
Se pensar de forma positiva tem tantas vantagens, por que razão não somos mais felizes? A resposta foca dois aspetos. Por um lado, não é fácil adotar sempre uma atitude positiva. Além disso, poucos têm a capacidade de reconhecer que a sua atitude é negativa.
Ao preparar este artigo, falei com dezenas de homens e mulheres com o objetivo de encontrar alguém que reconhecesse ter uma atitude negativa. Qual foi o resultado? Não encontrei ninguém! E as pessoas com quem falei também se mostraram relutantes (compreensivelmente) em falar de conhecidos que tivessem uma atitude pessimista face à vida.
Se reconhece que tem uma tendência para o pessimismo, não se desencoraje. Não está destinado a ter uma vida infeliz. Existem métodos práticos que podem ajudá-lo a ser menos crítico e mais otimista. Ainda que esta mudança não se opere da noite para o dia, vale bem a pena dar pequenos passos na direção certa.
Tendo isto em mente, vamos analisar algumas ideias que poderão ajudá-lo a realizar mudanças positivas na sua vida.
1. Avalie os seus pensamentos. Ao longo do dia, faça uma pausa para avaliar aquilo em que está a pensar. No seu livro, intitulado Viver, Escrever, a escritora premiada Annie Dillard afirma: “A forma como passamos os dias é, consequentemente, a forma como passamos a vida.” Isto aplica-se, claro está, às nossas atitudes – sejam elas positivas ou negativas – que, naturalmente, se tornam habituais. Se nota que os seus pensamentos adquiriram uma direção destrutiva, crítica ou simplesmente deprimente, pense rapidamente no que pode fazer para lhes dar uma ênfase mais positiva.
Sente-se frustrado com algum projeto profissional complicado? Tente analisá-lo de uma perspetiva diferente. Teve um dia complicado com os seus filhos? Talvez seja tempo de reavaliar as suas prioridades familiares. Está aborrecido com a sua sogra intrometida, com o seu vizinho barulhento ou com um colega que só se sabe queixar? Faça um esforço consciente para se concentrar em algo que aprecie nessas pessoas.
É responsável pelos seus pensamentos e a mudança de perspetiva é um excelente primeiro passo para triunfar sobre o pessimismo constante.
2. Resista aos pensamentos negativos. “Todos temos as nossas próprias lutas, e creio que ter consciência dos nossos ‘gatilhos’ é a chave para começarmos a ter pensamentos mais positivos”, afirmou Kristi Hussain, conselheira na Califórnia. “O mais grave é que o pessimismo pode transformar-se num mau hábito difícil de vencer. Quando identificamos os nossos ‘gatilhos’, é útil encontrarmos coisas positivas nesse evento ou situação particular, de forma a fugirmos aos padrões dos pensamentos negativos.”
Para algumas pessoas, os pensamentos negativos podem surgir a partir de uma atividade rotineira, como, por exemplo, assistir ao noticiário televisivo, pagar as contas e ir buscar as crianças à escola. Quando perceber que entrou num padrão negativo deste tipo, substitua-o com um pensamento positivo ou redirecione a sua atenção sobre outra coisa. Estar consciente destes ‘gatilhos’ pode ajudar a minimizar as atitudes pessimistas.
3. Seja sábio na escolha dos seus amigos. Se os seus colegas, vizinhos e amigos passam o tempo a queixar-se dos seus problemas profissionais, pressões financeiras ou filhos indisciplinados, talvez seja conveniente procurar relacionar-se com pessoas que tenham uma perspetiva mais positiva na vida.
A Bíblia faz esta afirmação esclarecedora: “Anda com os sábios e serás sábio, mas o companheiro dos tolos será afligido” (livro de Provérbios). Depois de passar tempo com um amigo, faça esta pergunta a si mesmo: “Sinto-me melhor ou pior do que antes?” Se se sentir esgotado e infeliz, pode ter chegado o momento de procurar novos relacionamentos. É evidente que isto é mais difícil de fazer do que de dizer, mas a substituição de influências negativas por influências positivas ajudá-lo-á a realizar grandes progressos que melhorarão o seu estilo de vida.
4. Periodicamente, faça algo de que gosta. No outro dia vi um autocolante que dizia: “Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cão.” Na realidade, muitas pessoas partilham este sentimento. É muito fácil que as rotinas da vida nos conduzam ao cinismo ou que nos impeçam de experimentarmos coisas novas.
Por isso, é essencial descobrir um objetivo para cada dia. Pode ser algo tão simples como praticar desporto ou fazer uma caminhada durante a hora de almoço. Uma dose saudável de expectativa adiciona um elemento agradável à vida mais rotineira.
5. Recorde que cada dia é um novo começo. Há muita sabedoria nesta afirmação: “E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento…” (Bíblia). Não somos transformados por assistirmos a conferências sobre pensamento positivo ou por sermos pessoas mais amáveis. Somos transformados ao renovarmos a nossa maneira de pensar.
Cada um dos nossos pensamentos e desejos negativos emerge de uma maneira ou de outra, pouco importando quanto tentemos escondê-los. Quando Jesus Cristo disse: “Da abundância do coração fala a boca”, de certeza que sabia do que estava a falar.
A conquista do pessimismo é muito mais do que mostrar um rosto sorridente e aprender a dizer, e a fazer, o que é “correto”. A questão principal tem a ver com o coração e com a mente. Sem dúvida, o estímulo de uma transformação interior conduzi-lo-á a uma visão positiva e mais saudável de si mesmo, daqueles que o rodeiam e de toda a sua vida.
Carol Heffernan
escreve acerca da família, da saúde e da mulher



Revista Saúde & Lar 






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