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Cancro - como apoiar um doente oncológico?






 CANCRO
Como apoiar um doente oncológico?










Nós adorávamos quando as pessoas nos vinham visitar e falavam de tudo menos de cancro.
Receber um diagnóstico de cancro é uma notícia horrível que afeta profundamente os pacientes e os seus entes queridos. É crucial que se preste apoio, mas podemos sentir que não sabemos a coisa “certa” para dizer ou fazer. Contudo, não podemos deixar que o sentimento de desconforto nos impeça de estar ao lado do nosso ente querido numa altura de grande necessidade.

Cindy Hendren, a cujo filho de 15 anos foi diagnosticada leucemia linfocítica aguda em 2006, diz: “Muitas vezes, sentíamo-nos como se estivéssemos a flutuar na ponta de uma corda lá muito, muito longe. Ouvir outras pessoas recordava-nos de que estávamos ligados e que as pessoas estavam ali, a apoiar-nos.”
Sem dúvida, é difícil compreender o que o nosso ente querido está a passar, por isso reunimos conselhos para o ajudar a oferecer o apoio emocional
e físico apropriado.

Quando for visitar alguém com cancro, lembre-se de que as conversas não têm de ser todas sobre a doença.
“Nós adorávamos quando as pessoas nos vinham visitar e falavam de tudo menos de cancro”, diz Hendren. “Nós estávamos enterrados naquele mundo do cancro, e ter conversas que não tivessem a ver com o cancro fazia-nos sentir como se alguém nos tivesse atirado um salva-vidas. Não queríamos que nos definissem pelo cancro do Ethan – e ele também não.”
 
Respeite os limites.
Dana Bresler, casado, com dois filhos, foi diagnosticado, aos 62 anos, com cancro da próstata. Acima de tudo, ele diz que é importante pesar o nível de intimidade que tem com o paciente, bem como a gravidade da sua doença. “Se for suficientemente chegado para que ele tenha partilhado detalhes exatos da sua doença, então deve dar um apoio direto”, diz Bresler. “Por outro lado, se tiver ouvido falar da sua doença por terceiros, deve mostrar o seu apoio através desse mesmo meio.”

Ofereça ajuda bem definida para as necessidades do dia-a-dia.
Para muitas pessoas, pedir assistência pode ser um desafio. Por isso, dar sugestões práticas (e levá-las a cabo!) pode aliviar os fardos ao longo do caminho. Diz Hendren: “Eu descobri que, se alguém me perguntava de que necessitava, era provável que eu dissesse que estava tudo bem e que não precisava de ajuda nenhuma, em contraste com o aceitar essa ajuda quando me eram dadas sugestões específicas. Dessa forma, eu não sentia que estivesse a pedir que as pessoas fizessem algum sacrifício para nos ajudarem; elas já se tinham dado a esse trabalho.”

Evite centrar-se em soluções.
Quando ficamos a saber de um diagnóstico, a nossa primeira tendência poderá ser contar uma história parecida ou dar informações baseadas em experiências da vida ou em investigações pessoais. Contudo, mesmo com a melhor das intenções, este modelo de resolução do problema nem sempre é útil. Ann Bresler, cujo marido, Dana, é um sobrevivente do cancro, diz: “É importante respeitar a opinião do paciente, mesmo quando se pensa que não reagiríamos da mesma maneira ou faríamos as mesmas coisas. Seja sempre positivo. Mesmo quando as coisas parecem muito más, nunca se sabe qual será o resultado.”
“Lembre-se de que, em última análise, a forma como deve prosseguir é decisão do paciente – não sua”, acrescenta Hendren. “Isto pode ser muito doloroso, especialmente quando pensamos que sabemos a melhor forma de lidar com o assunto. Resista à tentação de dar a sua opinião sobre onde e qual é o melhor método de tratamento, a não ser que lhe seja pedida. É muito importante ter fé no pessoal médico que trata o seu ente querido, e, a não ser que tenha informações concretas em contrário, guarde a sua opinião para si. Respeite os desejos do paciente.”





Carol Heffernan
Escritora freelancer sobre assuntos de saúde


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