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O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

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Tomilho


 






TOMILHO











NOME EM LATIM: Thymus vulgaris L.
FAMÍLIA:
Labiadas
OUTROS NOMES:
Tomilho-ordinário, tomilho-vulgar, arçã, arçanha, cheiros.
HABITAT: Originário dos países mediterrâneos, mais frequente nos da parte ocidental. Prefere os terrenos calcários ou argilosos em regiões montanhosas, expostas ao sol ou áridas. Encontra-se naturalizado em regiões temperadas do continente americano.
DESCRIÇÃO: Pequeno arbusto de até 30 cm de altura, com caules lenhosos e tortuosos e muito ramificados. As folhas são muito pequenas, ovaladas, com os bordos virados para baixo, e de cor mais clara pela face inferior. As flores são pequenas, terminais, de cor rosada ou branca, com o lábio superior dividido em 3 dentes superficiais, e o inferior em 2 profundos.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: O agradável aroma do tomilho já chamou a atenção dos antigos Egípcios, que o utilizavam na preparação dos unguentos de embalsamar. Sabemos hoje que a sua capacidade para impedir a putrefacção e a proliferação bacteriana se deve ao seu conteúdo em timol e carvacrol, dois poderosos anti-sépticos. Curiosamente, três mil anos depois, como prova do seu poder antimicrobiano, continua a ser empregue por embalsamadores e taxidermistas.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém 1%-2% de essência rica nos isómeros timol e carvacrol, além de outros monoterpenos como o p-cimeno, borneol e geraniol. A esta essência deve o tomilho a maior parte das suas propriedades. Contém ainda flavonóides e ácidos fenólicos que contribuem para potenciar as propriedades da essência.
O uso do tomilho é apropriado nos seguintes casos:
Anti-séptico (desinfectante): A essência de tomilho tem um poder anti-séptico superior ao do fenol e da água oxigenada. No século XIX e primeira metade do século XX, quando ainda não se conheciam os antibióticos, o tomilho era considerado o “desinfectante dos pobres”. Actualmente está bem comprovada a acção bactericida da essência de tomilho sobre os bacilos tífico, diftérico, tuberculoso (bacilo de Koch), e sobre os meningococos (causadores da meningite), os pneumococos e os estafilococos.
A sua acção anti-séptica localiza-se sobre os aparelhos digestivo, respiratório e o geniturinário, e especialmente sobre as mucosas da boca e garganta, assim como as dos órgãos genitais.
A sua acção antimicrobiana é reforçada pela capacidade que apresenta de estimular o fenómeno da leucocitose (aumento dos glóbulos brancos no sangue), tal como foi possível demonstrar experimentalmente. Ao contrário dos antibióticos, que deprimem o sistema imunitário (defesas), o tomilho estimula-o, favorecendo a actividade dos leucócitos (glóbulos brancos).
O uso do tomilho é, portanto, indicado em todas as doenças infecciosas, em especial as de origem bacteriana que afectam os órgãos digestivos, respiratórios e geniturinários.
Sistema Nervoso: Tonificante geral do organismo; estimula as faculdades intelectuais e a agilidade mental, mas sem os efeitos secundários do café ou do chá, os quais substitui com vantagem. Convém tanto nos casos de esgotamento físico (astenia, debilidade, hipotensão) como psíquico (perda de memória, ansiedade, insónia, depressão, irritabilidade nervosa) (1,2).
Aparelho digestivo: Antiespasmódico, eupéptico (tonificante da digestão) e carminativo (impede as flatulências e a formação de gases). Abre o apetite, favorece a digestão e combate as putrefacções intestinais por desequilíbrio da flora do cólon.
Indicado em gastrenterites e colites provocadas por bactérias do género Salmonella, responsáveis de numerosas infecções por alimentos em mau estado, especialmente durante o Verão (1,2).
Vermífugo (expulsa os vermes intestinais): Particularmente activo sobre as ténias. Também é insecticida de pulgas e piolhos (1,2).
Afecções bucais e faríngeas: Utilizado em bochechos combate as aftas, a piorreia e a estomatite (irritação ou inflamação da mucosa bucal). Em gargarejos torna-se muito eficaz no tratamento das faringites e amigdalites (3).
Aparelho respiratório: Expectorante, antitússico e balsâmico, o que, somado ao seu poder anti-séptico, o torna muito útil em sinusites, laringites, catarros brônquicos e bronquites, asma, tosse espasmódica e tosse convulsa. Nestes casos, recomenda-se tomar a sua infusão (1) ou essência (2), além de fazer banhos de vapor e inalações (4), como se descrevem no quadro junto.
Recomenda-se o seu uso durante as epidemias de gripe, quer em infusão quer na tradicional sopa de tomilho, quer ainda a polvilhar as saladas.
Aparelho geniturinário: Pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas, torna-se indicado nas infecções urinárias (cistites e glomerulonefrites) (1,2).
Aplicado externamente em lavagens, oferece uma acção favorável em caso de infecções nos órgãos genitais externos devidas a higiene deficiente, diabetes ou outras causas, tanto femininas (vaginite e vulvite com ou sem leucorreia) como masculinas (balanite e postite, infecção da glande e do prepúcio) (5).
Aplicado em cataplasmas quentes, alivia as cólicas renais e as da cistite.
n Anti-reumático: Aplicado externamente em fricções, banhos e cataplasmas, acalma as dores reumáticas provocadas pelo artritismo e pela gota (6,7,8). Ingerido por via oral (1,2), o tomilho é também diurético e sudorífico, pelo que exerce uma acção depurativa, eliminando do sangue o excesso de resíduos ácidos do metabolismo, causadores do artritismo e da gota.
Em aplicação externa, o tomilho alivia igualmente as dores provocadas por: torcicolo, lumbalgias, ciática, artrose, etc. (6,7,8).
n Infecções da pele: Em lavagens e compressas, aplica-se sobre feridas infectadas ou de lenta cicatrização, chagas, úlceras varicosas, frieiras, furúnculos, abcessos, dermatite, etc. (5).
Pela sua acção antiparasitária, é também muito útil em caso de sarna e de infestação por piolhos ou por pulgas.
n Estimulante capilar: Aplicado em loção ou fricção sobre o couro cabeludo, fortalece o cabelo e previne a sua queda. (6).
PARTES UTILIZADAS: As sumidades floridas (folhas e flores).
USO INTERNO:
1 Infusão: 20-30g de sumidades floridas por litro de água. Tomam-se até 5 chávenas diárias. Concentrada (50-60g por litro), adquire um efeito estimulante semelhante ao do café ou do chá, mas sem os seus inconvenientes.

2 Essência: Ver o quadro informativo.
Esta planta nunca deveria faltar em nenhuma farmácia doméstica, nem na despensa, como condimento e para a preparação de deliciosas sopas de tomilho.
USO EXTERNO
3 Bochechos e gargarejos com uma decocção de 100-120g de sumidades por litro de água, que se deixa ferver até que fique reduzida a metade.
4 Banhos de vapor e inalações com a essência.
5 Lavagens e compressas com a decocção indicada.
6 Loções e fricções com a decocção indicada ou com a essência.
7 Banhos: Infusão com 300-500g de tomilho em 2-3 litros de água, que se acrescenta à água do banho.
8 Cataplasmas: Envolver folhas e flores de tomilho desprovidas dos ramos, numa pano de algodão. Aquecer o pano com o tomilho com um ferro de engomar ou sobre um aquecedor, e aplicá-lo sobre a zona dorida.
Essência de Tomilho
- Ingerida por via oral, não exceder a dose de 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Em dose excessiva pode provocar irritabilidade nervosa e descoordenação motora. Estes fenómenos apresentam-se com o uso da essência, e muito raramente com a planta em estado natural.
- Localmente, aplica-se em banhos de vapor e inalações (2 ou 3 gotas em meio litro de água quente), em fricções sobre a parte dorida, ou em lavagens sobre a zona da pele afectada. É um tanto irritante para a pele, pelo que é necessário diluí-la. Tenha-se em conta que o seu poder anti-séptico se manifesta mesmo em diluições superiores a 1:3000 (aproximadamente 6 gotas num litro de água).
- Os banhos de vapor fazem-se deitando 3 a 4 gotas de essência de tomilho em meio litro de água em ponto de ebulição. Respirar os vapores durante 5 minutos, 3 ou 4 vezes por dia.
- As inalações consistem em respirar a essência, após se terem colocado 2 ou 3 gotas sobre as costas da mão ou sobre um lenço.


* Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996


extraído da revista saúde & Lar n.º 663
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ÁGUA - beba à sua saúde





 ÁGUA
Beba à sua saúde







Veja no final do texto como calcular a quantidade de água certa para si....


Poucas pessoas compreendem como a água é importante para o corpo humano – e quais as quantidades necessárias para o seu funcionamento adequado.

O mais simples componente do corpo humano, é água. Na realidade, é a substância mais importante que consumimos. Uma média de 60 por cento do peso corporal é água. Portanto, numa pessoa que pese 60 kg, 36 kg são água!
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Linhaça










 LINHAÇA




 







NOME EM LATIM: Linum usitatissimum L.

FAMÍLIA: Lináceas

OUTROS NOMES: Linho-da-terra, linho-do-inverno, linho-galego, linho-mourisco

HABITAT: Originário do Próximo Oriente, mas cultivado em numerosos países de clima temperado da Europa e da América.

DESCRIÇÃO: Planta herbácea de 40 a 80 cm de altura. O seu caule é erecto e as folhas são alongadas e estreitas. As flores são de cor azul clara, com 5 pétalas. O fruto é uma cápsula globulosa, com 10 sementes de cor castanha.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Há 4000 anos que se cultiva o linho nos países mediterrâneos para obter fibra têxtil, e há mais de 2500 anos que se utiliza como medicamento. Hipócrates já o recomendava como emoliente no século V a.C.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sementes contêm uma grande quantidade de mucilagem e pectina, que lhe conferem propriedades emolientes e laxantes, além de sais minerais e lípidos de elevado valor biológico (ácidos gordos essenciais insaturados). São estas as suas indicações e aplicações:
- Prisão de ventre crónica: Lubrifica o tubo digestivo, tornando as fezes mais moles. Além disso regenera a flora intestinal, regulando os processos de putrefacção e fermentação (1,2,3). O seu efeito torna-se muito evidente, pois no caso de desarranjo intestinal as fezes perdem o seu cheiro pútrido.
- Gastrite, duodenite e úlcera gastroduodenal: Apresenta uma acção anti-inflamatória e emoliente que favorece a regeneração da mucosa digestiva danificada. Recomenda-se tomar as sementes de linho como complemento, associadas ao tratamento específico destes processos patológicos.
- Inflamações das vias respiratórias e das urinárias: Bronquites e cistites, particularmente, pelo seu efeito emoliente e suavizante sobre as mucosas (1,2,3).
As SEMENTES de linho (linhaça) podem usar-se como alimento. São especialmente recomendáveis para os diabéticos, pela sua escassa percentagem de glícidos e o seu elevado conteúdo em proteínas e lípidos (gorduras). Devem ser consumidas pelas pessoas que sofram de desnutrição ou queiram engordar (3).
As cataplasmas de FARINHA de linhaça aplicam-se sempre que se requeira calor constante: catarros e bronquite, dores menstruais, cólicas do abdómen (renais ou biliares), espasmos intestinais, picadas de insectos, abcessos e furúnculos (4). Têm uma acção resolutiva, antiespasmódica, sedativa e anti-inflamatória, além de manterem o calor durante muito tempo.
O ÓLEO de linhaça utiliza-se como suavizante da pele no caso de eczemas, pele ressequida, queimaduras leves e dermatoses em geral (5).
PARTES UTILIZADAS: A linhaça (sementes do linho).


USO INTERNO
1 Decocção durante 5 minutos de 30 g de sementes por litro de água. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, adoçadas com mel caso se deseje.
2 Maceração: Deixa-se em repouso durante 12 horas uma colherada de sementes por cada copo de água. Tomar 2 ou 3 copos diários do líquido resultante.
3 Sementes: Também se podem ingerir as sementes inteiras, mastigando-as (uma colherada de 12 em 12 horas).
USO EXTERNO
4 Cataplasmas: As sementes de linho trituradas (farinha de linhaça) acrescentam-se à água a ferver até se obter uma papa espessa. Normalmente são precisos de 30 a 40 g por litro de água. Quando se aplica a cataplasma convém proteger a pele com um pano fino para evitar que se produzam queimaduras.
5 Loções com óleo de linhaça: Aplicam-se directamente sobre a zona da pele afectada.


* Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora Atlântico, S.A.
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Preparação de chás


COMO PREPARAR UM CHÁ?



Na infusão quase ferver a água e despejar num recipiente sobre as ervas. Abafar de 10 a 15 minutos.

A tisana é usada para ervas com folhas muito rústicas ou grossas, sementes ou rizomas. Neste caso deve-se colocar a planta junto da água fria e fervê-la de 2 a 5 minutos deixando-se repousar por mais 10 minutos.
Na decocção coloca-se a planta junto da água fria e ferve-se de 5 a 15 minutos dependendo do quão dura é a parte utilizada. Deixa-se repousar por mais 15 minutos. Usado para sementes e frutas duras, cascas de árvores e raízes.
Usar somente recipientes de inox, vidro, cerâmica ou esmaltados, nada de alumínio!! Para a utilização da erva ela deve ser picada para facilitar a extração de seu princípio ativo. O chá pode ser preparado e depois consumido quente ou frio, mas não deve ser consumido depois de 6 horas pois perde a maior parte dos princípios activos. Depois de 20 minutos no máximo deve-se retirar as ervas do chá para que elas não fiquem porosas e reabsorvam parte dos princípios. Também, após algum tempo, a planta começa a entrar em processo de decomposição e liberar princípios tóxicos.
Os chás, para tratamentos, devem ser consumidos de 2 a 4 xícaras por dia, por no mínimo uma semana e no máximo 30 dias. Algumas plantas têm indicações diferentes destas. As plantas podem ser utilizadas tanto secas como verdes. O equivalente a uma medida da planta seca é duas medidas da planta verde.
Os chás indicados neste blog podem ser substituídos por cápsulas ou tinturas, conseguidas em farmácias de manipulação.
Os chás não devem ser utilizados por mulheres grávidas até o 3o. mês de gravidez, pois esta fase é muito sensível para o bebé.
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