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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

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Quelantes





QUELANTES


removedores de metais pesados













Por definição, quelante é um agente usado para agarrar substâncias, principalmente os metais pesados, que estão acumuladas no organismo, e expulsá-los. Estes metais pesados encontram-se na natureza, mas surgem em maior escala como resultado da intervenção humana. Alguns fazem parte da nossa constituição, mas
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Quando o cérebro não tem juízo





QUANDO O CÉREBRO NÃO TEM JUÍZO
o intestino é que paga, ou vice versa








O corpo, perante uma situação de tensão, cria reacções nos níveis hormonais que causam alterações fisiológicas, tais como aumento do ritmo cardíaco e pressão arterial, inibição do sistema digestivo e a desregulação do sistema imunitário. Esta é uma descrição feita de uma forma muito geral, é claro.

Sabendo, então, que todos os sentimentos criam alterações emocionais, principalmente
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Publicidade Perigosa






PUBLICIDADE PERIGOSA
os doces ao lanche








As crianças são facilmente tentadas a tudo quanto é doce. E não somente as crianças. Mas elas, pela sua inocência, e pelo fantástico prazer que dão no paladar, o doce é preferido em detrimento de outros sabores. Mas dentro dos doces há preferências.
Se dermos um chocolate e uma maçã suculenta a uma criança, e dissermos para escolher apenas um, a tendência dela é optar pelo chocolate.
E porquê?
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Os 8 remédios naturais








                       8 REMÉDIOS NATURAIS















O AR

Deus, que nos criou, conhece cada órgão, músculo, nervo... cada minúscula partícula do nosso corpo. Como conhecedor de tudo o que diz respeito à nossa saúde e felicidade, Ele nos dá oportunidade de conhecer Seus princípios e regras para um viver saudável. Colocou à nossa disposição inúmeros recursos para que desfrutemos de perfeita saúde! O interessante é que estes recursos se encontram ao nosso alcance, ao nosso redor, através da Natureza que nos cerca. Sem nenhum custo!
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Água oxigenada - 35% grau alimentar







ÁGUA OXIGENADA 
35% grau alimentar




Desde há 100 anos que muitas pessoas relatam benefícios no uso interno de peróxido de hidrogénio (vulgarmente conhecida como água oxigenada).

As terapias bio oxidativas (tratamento do corpo com oxigénio extra), têm sido usadas por vários médicos para tratar uma variedade de condições, desde cancro a gangrena. Este oxigénio extra chega-nos de diferentes maneiras, desde incluindo ozono (O3) no sangue, o uso de câmaras hiperbáricas e através de inoculações intravenosas ou de uso oral.

O peróxido de hidrogénio existe naturalmente em vários processos corporais (particularmente no sistema imunitário); em regiões do planeta despoluídas, o peróxido de hidrogénio cai juntamente com a chuva. Se fosse perigoso para os seres vivos, não existiam espécies no planeta.

É muito comum as pessoas tomarem água oxigenada de 10v, vendidas em superfícies comerciais. Esta água, não é aconselhada para consumo interno, uma vez que
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Frutos vermelhos: eficazes contra vários tipos de cancro

 

FRUTOS VERMELHOS
eficazes contra vários tipos de cancros





 
Dizia-se em tempos, em plena ocupação romana, que seriam todos os caminhos que iriam dar a Roma. O cancro comporta-se como um Império ávido de conquista e de crescimento sem limites. Como tal, são muitas as necessidades que tem e as estratégias que utiliza para cumprir os seus objetivos. São muitos os caminhos e mecanismos que utiliza para criar condições ao seu desenvolvimento. Essa sua capacidade estratégica de sobrevivência tem dado muito trabalho aos investigadores que procuram perceber e entrar na “mente” deste hábil general. Os alimentos, enquanto eficazes agentes de quimioprevenção (agentes presentes nos alimentos capazes de prevenir a iniciação de lesões pré-malignas, a sua progressão para o cancro ou recidiva de cancro), têm a particularidade de agir sobre inúmeros mecanismos da carcinogénese. De facto, o alimento completo, por ser ele próprio um sistema complexo de substâncias e nutrientes em interação dinâmica, podem agir sobre o metabolismo do cancro em várias frentes em simultâneo. A abordagem clássica de investigação está baseada numa
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Artrite Reumatóide - algumas ajudas precisosas






ARTRITE REUMATÓIDE
algumas ajudas preciosas













A artrite reumatóide (AR) caracteriza-se por uma doença debilitante e deformante. Quem já viu doentes com AR sabe o estado em que ficam a mente e o corpo deles. Causadora de inumeras baixas médicas, é uma doença que, medicamente, não existe cura. É necessário medicação contínua até ao fim da vida.

Definição de AR?
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Cocktail anti cancro




COCKTAIL ANTI CANCRO
O poder das frutas e dos vegetais






Existem cada vez mais provas de que os alimentos de origem vegetal possuem substâncias capazes de destruir tumores, de ativar o sistema imunitário, de debelar microorganismos, etc, como os anti oxidantes, por exemplo.
Essas evidências são provadas através de rigorosos testes cientificos que de facto comprovam que a Natureza possui armas extraordináriamente fantásticas no que toca na luta contra ao cancro. 
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Um tratamento promissor para o cancro do útero






 CORIOLUS versicolor
um salva vidas feminino












Penso que esta será uma excelente notícia para as mulheres que sofrem de cancro do utero, mas também para aquelas que pretendam prevenir o seu surgimento. A notícia de uma vacina que previne o cancro do colo do utero veio certamente tranquilizar imensas mulheres, mas nem todas tinham acesso à mesma, o que faz com que muitas mulheres se sintam desprotegidas. A boa notícia é que existem outras formas de "imunizar" contra o virus e melhor ainda se o tiver, este pode mesmo desaparecer. Até parece mentira, mas de facto não é. 
Como é possível?
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Azeite - meta óleo no seu motor


 







 

 AZEITE

"Meta óleo no seu  motor"








“Come-se demasiada gordura.” Esta frase aparece como uma repetição frequente na boca dos nutricionistas. Os lípidos, com efeito, representam entre 36 a 38% da quantidade calórica geral, apesar de esta proporção dever estar idealmente entre os 30 e 35% em regimes alimentares baseados em muita gordura, como é o caso francês. É por isso necessário diminuir o consumo de matérias gordas. Mas não quer dizer que não interesse quais, nem como. É inútil comer uma salada sem molho ou sem tempero ao almoço, se já comeu dois croissants ao pequeno almoço. São estas matérias gordas escondidas – que representam dois terços do nosso depósito de lípidos – que é necessário combater e não os óleos/azeites de tempero e de cozinha. Porquê? Em primeiro lugar, porque mais do que qualquer outro alimento, os óleos vegetais contêm ácidos gordos indispensáveis (ácidos linoleicos e ácidos alfalinolénicos) e vitamina E. Mas também, e sobretudo, porque eles são uma fonte importante de ácidos gordos mono e polinsaturados, nos quais a nossa alimentação é demasiado pobre. 

“Trabalhos já com alguns anos mostraram que os ácidos gordos saturados eram especialmente cancerígenos e os ácidos gordos insaturados muito mais protectores.” Eis uma boa razão para consumir óleos vegetais.

Óleos = Ácidos Gordos Polinsaturados

Mais do que a quantidade de matérias gordas, é, na realidade, a sua natureza que causa problemas. É frequente não se ingerir a quantidade necessária de ácidos gordos mono e polinsaturados. Estes representam respectivamente 38 e 16% dos lípidos consumidos, apesar das recomendações nutricionais serem de 50 e 25%. Em contrapartida os ácidos gordos saturados representam 46% dos depósitos lipídicos, apesar de idealmente não deverem exceder os 25%. Um desequilíbrio que não deixa de ter importância na prevenção de doenças. “Ainda mais que o colesterol, a natureza dos ácidos gordos dos lípidos alimentares tem um papel fundamental na patologia cardiovascular,” sublinha Christian Rémésy, director de pesquisa no Inra. “Trabalhos já com alguns anos mostraram que os ácidos gordos saturados eram especialmente cancerígenos e os ácidos gordos insaturados muito mais protectores.” Eis uma boa razão para consumir óleos vegetais.
Esses são, verdadeiramente, ricos em ácidos gordos mono e polinsaturados, enquanto os ácidos gordos saturados estão presentes, sobretudo, nos produtos de origem animal (à excepção do peixe). Segundo os primeiros resultados do estudo Suvimax os produtos lácteos representam, aliás, 25% dos depósitos de ácidos gordos saturados; os doces, sobremesas e pastelaria fina, 14% nos homens e 17% nas mulheres; as matérias gordas animais (manteiga, natas...) 16,5%; as carnes 8%; os enchidos 7% nos homens, 5% nas mulheres; e, finalmente, as matérias gordas vegetais 7%. Conclusão de Beatrix Sidobre, Monique Ferry e Robert Hugonot, autores do Guia Prático da Alimentação: “O emprego de óleos vegetais nos cozinhados e nos temperos, permitiriam um melhor equilíbrio entre os diversos ácidos gordos para uma prevenção mais eficaz.” 

Óleos = Ácidos Gordos Indispensáveis

O segundo trunfo dos óleos vegetais: eles contêm, mais do que qualquer outro alimento, o ácido linoleico e o ácido alfalinolénico, dois ácidos gordos ditos “indispensáveis”.
Indispensáveis uma vez que são os dois únicos ácidos que o organismo humano não pode produzir. “Noutros termos, se a nossa alimentação não provê as nossas necessidades de ácidos gordos indispensáveis, o assunto terminará para nós numa patologia mais ou menos grave (mais catastrófica na criança em pleno desenvolvimento físico e intelectual)”, lembra Lionelle Nugon-Baudon, toxicóloga encarregada de pesquisa no Inra. Estes ácidos gordos são essenciais para a renovação das membranas celulares e especialmente as do sistema nervoso. Mas têm também um papel preventivo nas doenças cardiovasculares e um efeito redutor do colesterol em certos indivíduos. Hoje em dia, os óleos vegetais permitem-nos preencher 50 a 60% do nosso depósito de matérias gordas indispensáveis. Mas estes depósitos são insuficientes e desequilibrados. “A família linoleica está agora presente em excesso na alimentação ocidental, enquanto que a família alfalinolénica está em deficiência em dois aspectos: não só não há o suficiente quantitativamente, mas por outro lado, o equilíbrio entre as duas famílias rompeu-se por excesso de ácido linoleico,” explica Jean-Marie Bourre, director de pesquisa no Iserm. 

Outra contribuição da vitamina E ao manter em bom estado os tecidos, é que a vitamina E tem também, graças ao seu poder como antioxidante, um papel maior na protecção das doenças cardiovasculares e na protecção do sistema nervoso.

Óleos = Vitamina E

Por último, os óleos contêm também vitamina E, que é o termo genérico habitualmente utilizado para designar os diferentes tocoferóis. Estes são os alimentos que contêm mais vitamina E; 154mg no óleo de gérmen de trigo, contra 1,5mg em 100g de manteiga. “A diferença está no corte.” Nada de extraordinário, portanto, que os óleos vegetais para tempero cubram em metade, eles próprios, os dois terços das nossas necessidades diárias, estimadas em 12mg. Um princípio ideal que é, por outro lado, raramente cumprido. Um inquérito nutricional realizado no Val-de-Marne mostrou que, segundo as várias faixas etárias, 40% das pessoas interrogadas tinham depósitos de vitamina E inferiores a dois terços da quantidade aconselhada. “Este défice em vitamina E é real se os depósitos alimentares são limitados a matérias gordas para tempero, especificamente óleos vegetais dos quais o interesse nutricional não é ainda bem conhecido do grande público”, especificam os autores do Guia Prático da Alimentação.
É pena. Pois a vitamina E é um poderoso antioxidante capaz de neutralizar os radicais livres. Estes radicais livres são as moléculas que podem atacar qualquer outra molécula (ácidos gordos das membranas, proteínas...).

Saiba Ler a Etiqueta
Óleo virgem de ... Um óleo virgem é um óleo comercializado directamente após pressão a frio (extraído a frio) sem sofrer refinação. A “primeira pressão a frio” é um método de extracção que dá um óleo colorido, espesso e perfumado, contrariamente ao óleo refinado que é inodoro, incolor e sem sabor. Esta técnica é utilizada sobretudo para o óleo de noz e para o azeite.
Óleo virgem extra de ...
Este nome está reservado aos óleos virgens nos quais a acidez é inferior a 1º por 100gr.
Óleo de ...
Este nome aplica-se aos óleos de uma única variedade ou de um único fruto tendo sofrido o processo de refinação. “Sem refinação, os óleos de sementes são geralmente escuros, turvos, desagradáveis ao paladar e mais sensíveis ao calor,” é-nos explicado em Lesieur. “Eles contêm também compostos indesejáveis que se encontram no interior da semente: ceras, pigmentos, pesticidas... é necessário, por isso, refinar o óleo para lhe tirar essas impurezas, para lhe dar um aspecto límpido assim como um sabor e um odor agradável e para poder conservar-se mais tempo.” Mas como lembram Thierry Souccar e Jean-Paul Curtay*, a vitamina E “perde uma parte das suas propriedades de acção no decorrer das operações de refinação e de embalagem”. No final, a refinação produz um óleo inodoro, incolor e sem sabor.
Óleo vegetal
– é o óleo que é constituído por uma mistura de óleos alimentares (como o óleo combinado).
*in Le Nouveau Guide des Vitamines,
Thierry Souccar e Jean-Paul Curtay, edições de Seuil, 1996

Esta última torna-se, por sua vez, um radical livre e ataca outra molécula. É a reacção em cadeia. A vitamina E, ao agir como antioxidante, permite proteger os ácidos gordos das membranas, cuja oxidação será uma causa de envelhecimento. Outra contribuição da vitamina E ao manter em bom estado os tecidos, é que a vitamina E tem também, graças ao seu poder como antioxidante, um papel maior na protecção das doenças cardiovasculares e na protecção do sistema nervoso. 

Óleos = A Dificuldade da Escolha

Estes elementos apontam para os benefícios dos óleos/azeites. Resta saber agora qual deve ser utilizado. Não é fácil, uma vez que a escolha é vasta. Azeite, ou óleo de colza, óleo de girassol ou de noz, óleo de amendoim ou de soja...: todos são compostos de 100% de lípidos e têm o mesmo valor energético (9 kcal por g). Em contrapartida, não têm nem a mesma composição nutricional, nem as mesmas utilizações. Os óleos podem ser classificados, entre outras, em duas categorias:
Segundo o seu teor de ácidos gordos dominantes – Ricos em ácidos gordos saturados: copra** e palma. Ricos em ácidos gordos monoinsaturados: azeite (72%), óleo de colza (61%), amendoim (58%). Ricos em ácidos gordos polinsaturados: noz (72%), girassol (66%), gérmen de trigo (65%), soja (63%), milho (60%). Uma vez que a nossa alimentação é demasiadamente rica em ácidos gordos saturados, é melhor evitar os óleos de copra e de palma e preferir os outros.
Segundo o seu teor em ácidos gordos indispensáveis – Ricos em ácido alfalinolénico: noz (12%), colza (9%), soja (7%), gérmen de trigo (7%). Ricos em ácido linoleico: girassol (66%), noz (60%), milho (58%) e soja (56%).
“Actualmente, o consumo de óleos engloba uma forte proporção de ácido linoleico (milho e girassol) muito elevada em relação aos que contêm ácido alfalinolénico (colza, soja, noz), especifica Christian Rémésy. Do ponto de vista da nutrição preventiva, a escolha dos óleos vegetais deve ser em variedade suficiente para evitar um excesso de ácido linoleico em relação ao ácido linolénico.” Assim, uma vez que não consumimos a quantidade suficiente de ácido alfalinolénico, é melhor privilegiar aqueles que são ricos nessa substância: o óleo de noz, de colza, de soja – o mais utilizado no mundo – e de gérmen de trigo. Apenas um senão, estes óleos não são apropriados para cozinhar uma vez que os ácidos gordos polinsaturados que eles contêm em grande quantidade, são pouco resistentes ao calor. Eles libertam um odor bastante desagradável quando aquecidos.
“Na verdade, o melhor é utilizar óleo de noz, de colza, de soja ou de gérmen de trigo – sozinhos ou misturados (metade de óleo de colza metade de azeite, por exemplo, para realçar o sabor) – para temperar; azeite para os cozinhados suaves e o óleo de amendoim para os cozinhados fortes”, aconselha Jean--Marie Bourre. E, nestes casos, é aconselhável variar os óleos. “Cada óleo tem propriedades nutricionais específicas: nenhum óleo as possui todas, daí o interesse em variar a sua utilização,” preconizam Beatrix Sidobre, Monique Ferry e Robert Hugonot. “Em todas as idades, mas principalmente após os 60, o consumo exclusivo de um óleo não está adaptado às necessidades do organismo, cada vez mais exigente quanto à natureza dos ácidos gordos.” 

A utilização do azeite é recomendada para a cozedura suave (breve); o óleo de amendoim é para a cozedura forte, a altas temperaturas, e o óleo de colza, de noz e de soja para o tempero.

Óleo Combinado = a Facilidade
Se esta ginástica vos parece complicada, podem sempre optar por uma solução mais fácil: comprar óleo combinado. Esta é uma mistura de vários óleos: girassol, colza, sementes de uva, .... O objectivo do fabricante é proporcionar um produto que ofereça as vantagens da variedade sem os seus inconvenientes. O consumidor não precisa de armazenar várias garrafas e de as usar alternadamente. Ainda mais, os industriais trataram de conceber uma mistura que possa servir para cozinhar e para temperar. Este pode, aliás, ser o ponto fraco deste óleo: para poder ser considerado apto para suportar a cozedura, não contém mais do que 2% de ácido alfalinolénico, uma percentagem pouco alta comparada com os óleos de colza, de soja, ou de noz.
Não restam dúvidas de que o óleo combinado é um produto interessante para todos aqueles que têm medo de se esquecerem de variar os óleos na sua alimentação. E o que é certo é que é melhor utilizar um óleo combinado do que contentar-se apenas com o seu único e eterno óleo de girassol ou azeite. Mesmo se, como fazem notar os autores do Guia Prático da Alimentação, “ a compra de óleo combinado deve também fazer parte de um sistema de rotação com vista à variedade: uma vez uma marca, uma vez outra.” Varie tanto quanto possível… S&L
Pequenos Conselhos PráticosQue tipo de garrafa escolher? a exposição à luz e ao calor não é favorável à estabilidade das vitaminas e dos ácidos gordos insaturados pois a sua estrutura química é frágil.
Privilegie, por isso, os óleos embalados em garrafas de cor, opacas ou de metal. E compre, de preferência, pequenas quantidades (0,5 l) para limitar os riscos de oxidação pelo contacto com o ar. Principalmente porque a vitamina E é destruída pelo oxigénio.
Quanto tempo se pode conservar o óleo?
uma vez aberta a garrafa, pode ser conservada vários meses. Mas não se pode esquecer de a fechar bem após cada utilização para evitar a oxidação pelo contacto com o ar. A data inscrita na embalagem não é a data limite de consumo, mas uma data limite de utilização óptima. Poderá consumir o seu óleo mesmo que a data que está na etiqueta ou na tampa da garrafa esteja ultrapassada. Isso não lhe provocará nenhuma doença, mas pode, talvez, tornar o óleo um pouco rançoso.
Como conservar o óleo? –
o óleo deve ficar ao abrigo da luz directa e de fontes de calor. Deve ser conservado num local frio de preferência. Mas não no frigorífico, porque ficará coalhado.
Porque é que o óleo coalha? –
a partir de uma certa temperatura, os óleos coalham. A sua consistência muda e o líquido transforma-se em cristais, em flocos, em filamentos, ou em grãos. O óleo de amendoim coalha a 17º, o azeite a 14º e os óleos de girassol ou milho a menos de 0º.
Não se preocupe: o coalhado desaparece lentamente à medida que a temperatura normaliza. Este fenómeno natural não altera a qualidade do óleo.
A cada óleo o seu uso
Tempero: óleo de noz, de soja ou de colza – ricos em ácido alfalinolénico, eles não suportam muito bem a cozedura. Pelo contrário, são muito recomendados para o tempero, sozinhos ou misturados com azeite. Atenção: eles criam ranço mais depressa do que os outros óleos (sobretudo o óleo de noz). É melhor comprá-los em pequenas quantidades e conservá-los numa garrafa bem fechada.
Cozedura suave: azeite – o azeite pode ser utilizado cru ou para cozinhar alimentos. O seu teor em vitamina E e o seu sabor forte tornam-no um ingrediente privilegiado dos molhos, misturado com um dos três óleos anteriores. A sua riqueza em óleos gordos monoinsaturados permite-lhe suportar a cozedura a todas a temperaturas.
Cozedura a altas temperaturas: óleo de amendoim: rico em ácidos gordos monoinsaturados, ele resiste especialmente bem a altas temperaturas. É o óleo ideal para as cozeduras fortes e para as frituras. Para os molhos, prefira óleos mais ricos em vitamina E e em ácidos indispensáveis.

*colza – uma espécie de couve de cujas sementes oleosas se extrai óleo alimentar ou para iluminação.
**copra – amêndoa do coco, da qual se extrai óleo alimentar.


extraído da revista Saúde & Lar n.º 663








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Tomilho


 






TOMILHO











NOME EM LATIM: Thymus vulgaris L.
FAMÍLIA:
Labiadas
OUTROS NOMES:
Tomilho-ordinário, tomilho-vulgar, arçã, arçanha, cheiros.
HABITAT: Originário dos países mediterrâneos, mais frequente nos da parte ocidental. Prefere os terrenos calcários ou argilosos em regiões montanhosas, expostas ao sol ou áridas. Encontra-se naturalizado em regiões temperadas do continente americano.
DESCRIÇÃO: Pequeno arbusto de até 30 cm de altura, com caules lenhosos e tortuosos e muito ramificados. As folhas são muito pequenas, ovaladas, com os bordos virados para baixo, e de cor mais clara pela face inferior. As flores são pequenas, terminais, de cor rosada ou branca, com o lábio superior dividido em 3 dentes superficiais, e o inferior em 2 profundos.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: O agradável aroma do tomilho já chamou a atenção dos antigos Egípcios, que o utilizavam na preparação dos unguentos de embalsamar. Sabemos hoje que a sua capacidade para impedir a putrefacção e a proliferação bacteriana se deve ao seu conteúdo em timol e carvacrol, dois poderosos anti-sépticos. Curiosamente, três mil anos depois, como prova do seu poder antimicrobiano, continua a ser empregue por embalsamadores e taxidermistas.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém 1%-2% de essência rica nos isómeros timol e carvacrol, além de outros monoterpenos como o p-cimeno, borneol e geraniol. A esta essência deve o tomilho a maior parte das suas propriedades. Contém ainda flavonóides e ácidos fenólicos que contribuem para potenciar as propriedades da essência.
O uso do tomilho é apropriado nos seguintes casos:
Anti-séptico (desinfectante): A essência de tomilho tem um poder anti-séptico superior ao do fenol e da água oxigenada. No século XIX e primeira metade do século XX, quando ainda não se conheciam os antibióticos, o tomilho era considerado o “desinfectante dos pobres”. Actualmente está bem comprovada a acção bactericida da essência de tomilho sobre os bacilos tífico, diftérico, tuberculoso (bacilo de Koch), e sobre os meningococos (causadores da meningite), os pneumococos e os estafilococos.
A sua acção anti-séptica localiza-se sobre os aparelhos digestivo, respiratório e o geniturinário, e especialmente sobre as mucosas da boca e garganta, assim como as dos órgãos genitais.
A sua acção antimicrobiana é reforçada pela capacidade que apresenta de estimular o fenómeno da leucocitose (aumento dos glóbulos brancos no sangue), tal como foi possível demonstrar experimentalmente. Ao contrário dos antibióticos, que deprimem o sistema imunitário (defesas), o tomilho estimula-o, favorecendo a actividade dos leucócitos (glóbulos brancos).
O uso do tomilho é, portanto, indicado em todas as doenças infecciosas, em especial as de origem bacteriana que afectam os órgãos digestivos, respiratórios e geniturinários.
Sistema Nervoso: Tonificante geral do organismo; estimula as faculdades intelectuais e a agilidade mental, mas sem os efeitos secundários do café ou do chá, os quais substitui com vantagem. Convém tanto nos casos de esgotamento físico (astenia, debilidade, hipotensão) como psíquico (perda de memória, ansiedade, insónia, depressão, irritabilidade nervosa) (1,2).
Aparelho digestivo: Antiespasmódico, eupéptico (tonificante da digestão) e carminativo (impede as flatulências e a formação de gases). Abre o apetite, favorece a digestão e combate as putrefacções intestinais por desequilíbrio da flora do cólon.
Indicado em gastrenterites e colites provocadas por bactérias do género Salmonella, responsáveis de numerosas infecções por alimentos em mau estado, especialmente durante o Verão (1,2).
Vermífugo (expulsa os vermes intestinais): Particularmente activo sobre as ténias. Também é insecticida de pulgas e piolhos (1,2).
Afecções bucais e faríngeas: Utilizado em bochechos combate as aftas, a piorreia e a estomatite (irritação ou inflamação da mucosa bucal). Em gargarejos torna-se muito eficaz no tratamento das faringites e amigdalites (3).
Aparelho respiratório: Expectorante, antitússico e balsâmico, o que, somado ao seu poder anti-séptico, o torna muito útil em sinusites, laringites, catarros brônquicos e bronquites, asma, tosse espasmódica e tosse convulsa. Nestes casos, recomenda-se tomar a sua infusão (1) ou essência (2), além de fazer banhos de vapor e inalações (4), como se descrevem no quadro junto.
Recomenda-se o seu uso durante as epidemias de gripe, quer em infusão quer na tradicional sopa de tomilho, quer ainda a polvilhar as saladas.
Aparelho geniturinário: Pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas, torna-se indicado nas infecções urinárias (cistites e glomerulonefrites) (1,2).
Aplicado externamente em lavagens, oferece uma acção favorável em caso de infecções nos órgãos genitais externos devidas a higiene deficiente, diabetes ou outras causas, tanto femininas (vaginite e vulvite com ou sem leucorreia) como masculinas (balanite e postite, infecção da glande e do prepúcio) (5).
Aplicado em cataplasmas quentes, alivia as cólicas renais e as da cistite.
n Anti-reumático: Aplicado externamente em fricções, banhos e cataplasmas, acalma as dores reumáticas provocadas pelo artritismo e pela gota (6,7,8). Ingerido por via oral (1,2), o tomilho é também diurético e sudorífico, pelo que exerce uma acção depurativa, eliminando do sangue o excesso de resíduos ácidos do metabolismo, causadores do artritismo e da gota.
Em aplicação externa, o tomilho alivia igualmente as dores provocadas por: torcicolo, lumbalgias, ciática, artrose, etc. (6,7,8).
n Infecções da pele: Em lavagens e compressas, aplica-se sobre feridas infectadas ou de lenta cicatrização, chagas, úlceras varicosas, frieiras, furúnculos, abcessos, dermatite, etc. (5).
Pela sua acção antiparasitária, é também muito útil em caso de sarna e de infestação por piolhos ou por pulgas.
n Estimulante capilar: Aplicado em loção ou fricção sobre o couro cabeludo, fortalece o cabelo e previne a sua queda. (6).
PARTES UTILIZADAS: As sumidades floridas (folhas e flores).
USO INTERNO:
1 Infusão: 20-30g de sumidades floridas por litro de água. Tomam-se até 5 chávenas diárias. Concentrada (50-60g por litro), adquire um efeito estimulante semelhante ao do café ou do chá, mas sem os seus inconvenientes.

2 Essência: Ver o quadro informativo.
Esta planta nunca deveria faltar em nenhuma farmácia doméstica, nem na despensa, como condimento e para a preparação de deliciosas sopas de tomilho.
USO EXTERNO
3 Bochechos e gargarejos com uma decocção de 100-120g de sumidades por litro de água, que se deixa ferver até que fique reduzida a metade.
4 Banhos de vapor e inalações com a essência.
5 Lavagens e compressas com a decocção indicada.
6 Loções e fricções com a decocção indicada ou com a essência.
7 Banhos: Infusão com 300-500g de tomilho em 2-3 litros de água, que se acrescenta à água do banho.
8 Cataplasmas: Envolver folhas e flores de tomilho desprovidas dos ramos, numa pano de algodão. Aquecer o pano com o tomilho com um ferro de engomar ou sobre um aquecedor, e aplicá-lo sobre a zona dorida.
Essência de Tomilho
- Ingerida por via oral, não exceder a dose de 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Em dose excessiva pode provocar irritabilidade nervosa e descoordenação motora. Estes fenómenos apresentam-se com o uso da essência, e muito raramente com a planta em estado natural.
- Localmente, aplica-se em banhos de vapor e inalações (2 ou 3 gotas em meio litro de água quente), em fricções sobre a parte dorida, ou em lavagens sobre a zona da pele afectada. É um tanto irritante para a pele, pelo que é necessário diluí-la. Tenha-se em conta que o seu poder anti-séptico se manifesta mesmo em diluições superiores a 1:3000 (aproximadamente 6 gotas num litro de água).
- Os banhos de vapor fazem-se deitando 3 a 4 gotas de essência de tomilho em meio litro de água em ponto de ebulição. Respirar os vapores durante 5 minutos, 3 ou 4 vezes por dia.
- As inalações consistem em respirar a essência, após se terem colocado 2 ou 3 gotas sobre as costas da mão ou sobre um lenço.


* Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996


extraído da revista saúde & Lar n.º 663
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Goji e a longevidade

 



 GOJI
A longevidade numa simples baga









As bagas Goji ou goji berries são umas bagas vermelhas provenientes do Noroeste da China e do Tibete. Goji é o nome dos frutos da planta Lycium barbarum. São vendidas no seu estado seco, ainda cruas, porque são desidratadas ao sol ou a temperaturas inferiores a 40ºC. São saborosíssimas e podem ser comidas directamente do pacote ou adicionadas a cereais de pequeno-almoço, saladas de frutas, batidos, como se tratasse de qualquer outra fruta seca.
Embora sejam uma novidade na cozinha Ocidental, os chineses têm conhecimento dos poderes especiais desta baga desde há milhares de anos. Das cerca de 8000 ervas e alimentos que fazem parte da Medicina Tradicional Chinesa, as bagas Goji são consideradas a erva-alimento nº1. Estão no topo da tabela.

As bagas Goji contribuem para uma vida alegre, energética e saudável. Saborosas, fáceis de incorporar no dia-a-dia e tão concentradas em nutrientes, não admira que estas pequenas bagas sejam um fenómeno extraordinário de sucesso por todo o mundo.
As bagas Goji são provavelmente a fruta mais rica em nutrientes que existe no planeta. São uma fonte de proteína completa. Contêm 18 aminoácidos diferentes, entre os quais estão os 8 essenciais ao corpo humano. Contêm até 21 minerais, entre os quais: zinco, ferro, cobre, cálcio, selénio e fósforo.
As Goji berries contêm também vitaminas B1, B2, B6 e vitamina E. E também polissacarídeos, que fortificam o sistema imunitário, sendo que este é um dos elementos responsáveis pelo seu extraordinário efeito anti-envelhecimento.
Contém 19 aminoácidos, que ajudam a formar as proteínas, incluindo os oito que são essenciais para a vida.
Contém 21 minerais vestigiais, incluindo germânio – considerado em estudos como tendo atividade anti-cancerígena, que é raro como fito-nutriente.
Contém o espectro completo de carotenóides antioxidantes, incluindo beta-caroteno (maior concentração que a cenoura) e zeaxantina (protetor dos olhos). O goji é a maior fonte de carotenóides conhecida.
Contém 2500 mg de vitamina C por 100 gramas da fruta.
Contém beta-sisterol, fito-nutriente com função anti-inflamatória, que ajuda também equilibrar os níveis de colesterol e pode ser usado no tratamento de impotência sexual e equilíbrio da próstata.
Contém ácidos graxos essenciais, que são necessários para síntese de hormonas e regula o funcionamento do cérebro e sistema nervoso.
Contém cyperone, um fito-nutriente que traz benefícios ao coração e à pressão sanguínea.
Contém fisalina, fito-nutriente usado nos transtornos da hepatite B.
Contém betaína, fito-nutriente usado pelo fígado para produzir colina. A betaina promove grupos metil com reações energéticas no corpo, ajuda a reduzir o nível de homocisteína, um fator de risco em problemas cardíacos, protege a célula em nível de ADN.
Na Medicina Tradicional Chinesa, as bagas Goji têm sido consideradas como um alimento da mais alta qualidade para promover a longevidade, dar
força e estimular a potência sexual.

Muitos estudos publicados nos últimos anos, principalmente na China, reportam possíveis efeitos medicinais das bagas Goji, especialmente devido às suas propriedades antioxidantes, incluindo potenciais benefícios contra doenças cardio-vasculares e inflamatórias, problemas de visão, do sistema neurológico e imunitário. Também se lhe atribuem propriedades anti-cancerígenas. É uma fruta anti-envelhecimento por excelência, aumentando os níveis de energia, ajudando no processo digestivo e na perda de peso - por ser tão concentrada, basta comer pouca quantidade para se sentir saciado e bem nutrido.
Os aminoácidos presentes nestas pequenas bagas estimulam o funcionamento de células brancas até 300%, tornando muito difícil que quem as consome fique constipado ou com gripe.
Uma das mais recentes descobertas acerca dos benefícios das bagas Goji é a sua capacidade de melhorar os níveis de insulina nos diabéticos. As bagas Goji têm ainda a propriedade de o fazer rir e sorrir durante o dia todo. Por isso há quem lhes chame de happy berry ou smiling berry.

Como usar
Directamente do pacote, em misturas com outras frutas secas e/ou frescas, em batidos, mueslis, chás (excelente para melhorar o sabor de alguns chás medicinais, mitigando o sabor adstringente ou amargo que muitas plantas têm).
Também podem ser demolhadas e rehidratadas em água. Esta água é excelente para hidratar o corpo e pode ser usada como base para qualquer receita culinária. Dosagem: quantidade razoável – 15 a 45 gramas diárias, ou seja, cerca de uma mão-cheia.

As bagas Goji podem adaptar-se a climas europeus e é uma planta naturalizada na Grã-Bretanha há mais de 200 anos. Porque não lançar uma bagas no solo do seu quintal (ou num vaso, se vive num apartamento) e ter o privilégio de consumi-las frescas sempre que lhe apetecer? É uma planta que se propaga muito facilmente. Só não gosta de demasiada chuva.


Fonte: Centrovegetariano e Wikipedia
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Uva - um excelente medicalimento







UVA
Um excelente medicalimento










A uva é, a seguir à laranja, a fruta mais cultivada em todo o mundo. Mas, infelizmente, só uma pequena parte da uva produzida é comida como fruta; a maior parte destina-se ao fabrico de bebidas alcoólicas, especialmente vinho.
A uva constitui um componente essencial da dieta mediterrânea, e até da sua cultura. Recentes descobertas científicas atribuem a boa saúde cardíaca dos habitantes do Mediterrâneo precisamente a algumas das substâncias presentes na uva.Há dois tipos de nutrientes que se destacam na composição da uva: os açúcares e as vitaminas do complexo B. Em contrapartida, a uva contém poucas proteínas e gorduras. As proteínas, ainda que em pequena quantidade, contêm todos os aminoácidos essenciais. Os minerais estão presentes numa quantidade moderada. Os componentes da uva que merecem uma menção especial são os seguintes:

Açúcares, numa proporção que oscila entre 15% e 30%. Os dois açúcares mais abundantes na uva são a glicose e a frutose. Do ponto de vista químico, trata-se de monossacáridos ou açúcares simples, que têm a propriedade de passar directamente ao sangue sem necessidade de ser digeridos. Nisto se diferenciam de outros tipos de açúcares, como a sacarose (presente na cana-de-açúcar, na beterraba ou na banana), ou como a lactose do leite, que precisam de ser decompostos no intestino antes de poderem passar ao sangue.
Vitaminas: Com os seus 0,11 mg/100 g de vitamina B6, a uva é uma das frutas frescas mais ricas nesta vitamina, excedida apenas por frutas tropicais como o abacate, a banana, a anona, a goiaba ou a manga. As vitaminas B1, B2 e B3 ou niacina também se encontram presentes em quantidades superiores às da maioria das frutas frescas.
Todas estas vitaminas desempenham, entre outras, a função de metabolizar os açúcares, para que as células possam com mais facilidade "queimá-los" quimicamente e aproveitar a sua energia. A uva contém quantidades bastante significativas de provitamina A e de vitaminas C e E.Minerais: O potássio, o cobre e o ferro são os minerais mais abundantes na uva, se bem que esta contenha também cálcio, fósforo, magnésio e cobre.Fibra: A uva contém cerca de 1% de fibra vegetal de tipo solúvel (pectina), quantidade relativamente importante tratando-se de uma fruta fresca.Substâncias não nutritivas: A uva contém numerosas substâncias químicas, que não pertencem a nenhum dos clássicos grupos de nutrientes, mas que exercem numerosas funções no organismo, muitas delas ainda desconhecidas. Estas substâncias são também designadas como elementos fitoquímicos:
– Ácidos orgânicos (tartárico, málico, cítrico e outros): Estes ácidos produzem a alcalinização do sangue e da urina facilitando a eliminação dos resíduos metabólicos, que na sua maior parte são de tipo ácido, como por exemplo o ácido úrico.
– Flavonóides: Descobriu-se recentemente que actuam como potentes antioxidantes, impedindo a oxidação do colesterol que causa a arteriosclerose, e evitando a formação de trombos ou coágulos nas artérias. A quercitina é o flavonóide mais importante da uva.
– Resveratrol: Trata-se de uma substância fenólica presente na pele da uva, de acção antifúngica (impede o crescimento dos fungos) e, sobretudo, oxidante. Detém a progressão da arteriosclerose. Recentemente provou-se que é também um poderoso anticancerígeno.
– Antocianinas: São pigmentos vegetais que actuam como potentes antioxidantes preventivos das afecções cardiovasculares.Em essência pode-se dizer que a uva é um alimento que fornece energia às nossas células e que favorece o bom estado das artérias, especialmente das coronárias que irrigam o músculo cardíaco. Além do mais é laxante, antitóxica, diurética, antianémica e antitumoral.


Jorge Pamplona Roger
Resumido do livro A Saúde pela Alimentação, a editar brevemente pela Publicadora Atlântico


Copyright ã 2000 Saúde & Lar. Todos os direitos reservados
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Melancia - uma fruta das Arábias


 




 MELANCIA
Uma fruta das Arábias







 



Fruta de polpa vermelha e suculenta, a melancia (Citrullus vulgaris) é conhecida desde o antigo Egipto, sendo muito apreciada na Índia e na Arábia Saudita, onde provavelmente foi cultivada pela primeira vez. Prefere climas amenos com temperaturas entre 18ºC e 25ºC. Não suporta calor nem frio intenso. Gosta de sol e não resiste a ventos frios e geadas. A sua melhor adaptação ocorre em solos arenosos, com bastante matéria orgânica e baixa humidade.
O seu peso varia entre cinco a dez quilos, podendo medir até 70 cm. A melhor época de colheita é durante os meses de Julho a Setembro.
Algumas pessoas consideram a fruta indigesta, facto não confirmado pelos especialistas. Suspeita-se que, devido à grande quantidade de água que possui (superior a 90%), ao ser usada como sobremesa, exige do organismo um grande esforço para drenar o líquido, atrasando o processo digestivo. Desse modo, é preferível que não seja usada como sobremesa. Mas é uma fruta refrescante e de bom valor nutritivo.
Uma das suas maiores qualidades é a capacidade de hidratar, sendo por isso muito procurada no Verão. Além disso é laxante e um eficiente diurético, com a vantagem de conter sais minerais, sendo recomendada nas dietas de eliminação e desintoxicação.
O sumo da melancia ajuda no processo de redução do ácido úrico. Pode ser usado na dieta de doentes com tensão alta, reumatismo e gota. A cucurbitina, substância presente nas sementes e na polpa, dilata os vasos sanguíneos e reduz a tensão alta. Também é indicada para reduzir a acidez estomacal.
A melancia contém hidratos de carbono, proteínas, vitaminas A, B2 e C, ferro, fósforo e sódio. Entretanto, os nutrientes mais destacados são o potássio e a vitamina A. O potássio actua na transmissão nervosa, na função renal e na contracção da musculatura cardíaca. A vitamina A protege a pele e as mucosas, ajuda no mecanismo da visão e é antioxidante.
Devido ao seu baixo teor calórico, a melancia pode ser usada nas dietas de emagrecimento. Parte do total de hidratos de carbono são fibras que ajudam a reduzir o colesterol e a absorver gradualmente a glicose. Aliás, é bom lembrar que o açúcar presente na melancia é a frutose, que não depende de insulina para ser absorvido. Isso facilita o seu consumo, que deve ser feito sem excessos, por indivíduos obesos e diabéticos.


Joseni França O. Lima
Nutricionista
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Linhaça










 LINHAÇA




 







NOME EM LATIM: Linum usitatissimum L.

FAMÍLIA: Lináceas

OUTROS NOMES: Linho-da-terra, linho-do-inverno, linho-galego, linho-mourisco

HABITAT: Originário do Próximo Oriente, mas cultivado em numerosos países de clima temperado da Europa e da América.

DESCRIÇÃO: Planta herbácea de 40 a 80 cm de altura. O seu caule é erecto e as folhas são alongadas e estreitas. As flores são de cor azul clara, com 5 pétalas. O fruto é uma cápsula globulosa, com 10 sementes de cor castanha.

REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: Há 4000 anos que se cultiva o linho nos países mediterrâneos para obter fibra têxtil, e há mais de 2500 anos que se utiliza como medicamento. Hipócrates já o recomendava como emoliente no século V a.C.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As sementes contêm uma grande quantidade de mucilagem e pectina, que lhe conferem propriedades emolientes e laxantes, além de sais minerais e lípidos de elevado valor biológico (ácidos gordos essenciais insaturados). São estas as suas indicações e aplicações:
- Prisão de ventre crónica: Lubrifica o tubo digestivo, tornando as fezes mais moles. Além disso regenera a flora intestinal, regulando os processos de putrefacção e fermentação (1,2,3). O seu efeito torna-se muito evidente, pois no caso de desarranjo intestinal as fezes perdem o seu cheiro pútrido.
- Gastrite, duodenite e úlcera gastroduodenal: Apresenta uma acção anti-inflamatória e emoliente que favorece a regeneração da mucosa digestiva danificada. Recomenda-se tomar as sementes de linho como complemento, associadas ao tratamento específico destes processos patológicos.
- Inflamações das vias respiratórias e das urinárias: Bronquites e cistites, particularmente, pelo seu efeito emoliente e suavizante sobre as mucosas (1,2,3).
As SEMENTES de linho (linhaça) podem usar-se como alimento. São especialmente recomendáveis para os diabéticos, pela sua escassa percentagem de glícidos e o seu elevado conteúdo em proteínas e lípidos (gorduras). Devem ser consumidas pelas pessoas que sofram de desnutrição ou queiram engordar (3).
As cataplasmas de FARINHA de linhaça aplicam-se sempre que se requeira calor constante: catarros e bronquite, dores menstruais, cólicas do abdómen (renais ou biliares), espasmos intestinais, picadas de insectos, abcessos e furúnculos (4). Têm uma acção resolutiva, antiespasmódica, sedativa e anti-inflamatória, além de manterem o calor durante muito tempo.
O ÓLEO de linhaça utiliza-se como suavizante da pele no caso de eczemas, pele ressequida, queimaduras leves e dermatoses em geral (5).
PARTES UTILIZADAS: A linhaça (sementes do linho).


USO INTERNO
1 Decocção durante 5 minutos de 30 g de sementes por litro de água. Tomar 2 ou 3 chávenas por dia, adoçadas com mel caso se deseje.
2 Maceração: Deixa-se em repouso durante 12 horas uma colherada de sementes por cada copo de água. Tomar 2 ou 3 copos diários do líquido resultante.
3 Sementes: Também se podem ingerir as sementes inteiras, mastigando-as (uma colherada de 12 em 12 horas).
USO EXTERNO
4 Cataplasmas: As sementes de linho trituradas (farinha de linhaça) acrescentam-se à água a ferver até se obter uma papa espessa. Normalmente são precisos de 30 a 40 g por litro de água. Quando se aplica a cataplasma convém proteger a pele com um pano fino para evitar que se produzam queimaduras.
5 Loções com óleo de linhaça: Aplicam-se directamente sobre a zona da pele afectada.


* Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora Atlântico, S.A.
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Água oxigenada - para uso interno 10 volumes




ÁGUA OXIGENADA

para uso interno 10 volumes


por favor leia o aviso de segurança:


A administração de oxigénio puro ao sangue de cada pessoa melhora o metabolismo celular, elimina doenças e combate o envelhecimento.

No seu livro «O envelhecimento humano- Oxigenação», o engenheiro químico brasileiro Francisco Antunes recomenda como método de oxigenação e cura da arterioesclerose, reumatismos, varizes e doenças diversas da circulação, cancro, doenças hepáticas, renais e outras ingerir diariamente 10 a 20 gotas de água oxigenada a 10 volumes ( peróxido de hidrogénio) diluída num copo de água meio cheio ou totalmente cheio:
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O cancro da mama: mitos e realidades


 





CANCRO DA MAMA
Mitos e realidades







Tal como muitas mulheres com seios grandes, a Bárbara C. acreditava que o tamanho, tal como os recorrentes quistos benignos que tinha, representavam um risco de cancro da mama. Na realidade, nenhum deles é o precursor de uma doença que afecta anualmente mais de 3 500 mulheres em Portugal.
Vários mitos cercam o cancro da mama, com alguns médicos a acreditar em parte deles, segundo diz Kathy Helzlsouer, professora assistente de oncologia e epidemiologia na Faculdade de Medicina de Johns Hopkins, em Baltimore. "Muitos médicos acreditam que o lado paterno da família não é importante, mas uma tendência hereditária pode vir tanto do lado materno como do paterno," disse a Dra. Helzlsouer. "Por isso, ambos deverão ser relatados."
Outros mitos comuns e suas possíveis causas, incluem:
Mito: Mulheres com seios grandes são mais susceptíveis de ter cancro da mama.
Realidade: O tamanho dos seios não tem ligação directa com o cancro da mama. O mito talvez tenha origem no facto de a gordura corporal excessiva estar, realmente, relacionada com o cancro da mama, uma vez que a gordura corporal produz hormonas. "Para termos qualquer espécie de cancro é necessário despoletadores e causadores. Os despelotadores causam-no, e os causadores promovem-no. Continua a ser uma área a investigar, mas o estrogénio pode promover. Tem-se visto que as mulheres que têm uma gordura corporal elevada têm níveis mais altos de estrogénio que, em alguns casos, pode estar relacionado com o cancro da mama. Da mesma forma, as mulheres com excesso de peso têm tendência a ter mais tecido mamário, assim, isso pode ter ajudado a criar o mito," diz Lynne Carpenter, médica no Breast Care Center, da Universidade de Michigan.
Mito: Um traumatismo no seio, tal como uma pancada ou uma nódoa negra, pode causar um tumor maligno.
Realidade: "O que é mais provável é que o cancro já lá estivesse, e que depois da pancada a mulher se desse conta de que havia alguma coisa e fosse ao médico. É um mito que tem vindo ao longo dos anos, mas não é, realmente, verdadeiro," diz a Dra. Carpenter.
Mito: O consumo de cafeína pode causar o cancro da mama.
Realidade: Há um relacionamento entre o café e quistos benignos ou caroços no seio, mas não caroços ou quistos malignos. "A metilxantina na cafeína e, evidentemente, no chocolate, café e chá, poderá causar os caroços que algumas mulheres têm, mas não há qualquer relação entre estes quistos ou caroços e o cancro da mama," diz a Dra. Carpenter.
O que pode estar relacionado com o cancro é a gordura alimentar, de acordo com a Dra. Helzlsouer. "Ainda existe alguma controvérsia no que refere à ingestão da gordura alimentar e o cancro da mama, mas há muito boas razões para baixar já o consumo, principalmente doenças cardíacas," diz ela.Contudo, os estudos que estão a decorrer indicam que o consumo de álcool poderá estar ligado ao aumento do risco de cancro da mama. Investigadores da Universidade de Buffalo descobriram que as mulheres pré-menopausicas, com uma forma de enzima metabolizadora do álcool, de actuação rápida, que ingerem pelo menos dois copos diários, parecem ter três vezes mais hipóteses de risco de desenvolverem cancro da mama, quando comparadas com as que bebem menos com essa forma de enzima de actuação rápida, ou com aquelas que têm uma forma de actuação mais lenta.
Mito: O exercício de esforço, tal como o levantamento de pesos ou a corrida, contribuem para o cancro da mama.
Realidade: O exercício até pode, na realidade, reduzir a incidência de cancro da mama. "Estudos mostram que uma mulher pode obter altos benefícios fazendo exercício físico quatro horas por semana. Acredita-se que o exercício altera, de forma benéfica, as hormonas femininas. Não é apenas o estrogénio, mas todo um perfil de hormonas que afectam o organismo da mulher," diz Helzlsouer, "e os estudos a decorrer irão dar mais luz sobre a forma como os exercícios funcionam como medida preventiva."
"As mulheres que treinam muito poderão experimentar alguma dor nos seios por terem rasgado ligamentos minúsculos que seguram o seio, de maneira que se acontece terem dores no seio, não é cancro. Nestas situações, algumas mulheres poderão fazer um exame da mama, por sentirem a dor. Como estão a fazer um exame numa altura em que normalmente o não fariam, poderão encontrar um caroço," diz Carpenter.
Mito: As mamografias fazem as vezes do auto-exame.
Realidade: Vinte por cento dos cancros da mama não são visíveis na mamografia, muito embora ela possa detectar pequenos neoplasmas que poderão ser sinais de um cancro da mama em fase inicial. "Essa é a beleza de uma mamografia," diz Carpenter, "mas não pode ser isolada. Através de um auto-exame da mama poderemos ficar a saber o que é normal para o nosso seio. Quando sentimos alguma coisa diferente, isso dar-nos-á um aviso de que está a acontecer alguma coisa."
A Dra. Helzlsouer diz que as mulheres de mais de 40 anos deveriam fazer um auto-exame uma vez por mês e uma mamografia com exame médico da mama, anual.
Mito: O cancro da mama é a principal causa de morte entre as mulheres.
Realidade: Não. A principal causa de morte entre as mulheres é a doença cardíaca, seguida do cancro do pulmão.O Dr. Eric Louie, presidente da American Heart Association of Metropolitan Chicago, salientou, numa Conferência sobre a Mulher e a Doença Cardíaca que "anualmente, 500.000 mulheres morrerão de doenças cardiovasculares, o que é duas vezes o número de mulheres que morrerão de cancro nesse mesmo ano (todas as espécies), e o que excede o número total de mulheres que morrerão de cancro, doenças pulmonares e diabetes, combinado."No entanto, nenhum profissional médico minimiza o aumento prevalecente de cancro da mama. Em 1993, nos Estados Unidos, 108,3 mulheres de cada 100.000 foram diagnosticadas com cancro da mama – comparada com 82,6 em 1973. Em Portugal, em 1993, foram diagnosticados 3.188 casos, com uma incidência de 62,20%. Estes números, contudo, podem ser relacionados com os melhores métodos de detecção e com as mudanças que as mulheres sofreram nos últimos anos, de acordo com a Dra. Benita S. Katzenellenbogen, professora de fisiologia e biofísica da Universidade de Illinois em Urbana."As mulheres começam o ciclo mais cedo, estão a ter filhos mais tarde, e a menopausa acontece numa idade mais avançada, o que significa que as mulheres estão a ter funções ovaricas durante um período mais longo, o que acresce o aumento do factor de risco," diz Katzenellenbogen.
Mito: Alguns alimentos contribuem para o cancro.
Realidade: Não se sabe ao certo se algum alimento em particular contribui para o cancro. Contudo, alguns alimentos inibem o cancro. De acordo com a Dra. Katzenellenbogen, os produtos de soja, que têm fitoestrogénios, e outras fontes vegetais, podem ajudar a baixar o risco de cancro da mama. Os fitoestrogénios também podem ser encontrados em muitos outros vegetais (especialmente os de folha verde).Muitos frutos e vegetais, incluindo alho, tomate, verduras, cebola, feijão de soja e uvas, também contêm fitoquímicos, que servem como antioxidantes e evitam danos nas células.Além disso, estudos feitos no National Institute of Environmental Health Sciences, em North Carolina, mostram que os vegetais com alto nível de vitamina A e B-caroteno têm um efeito protector contra o cancro da mama.
Mito: O cancro da mama causa dores, por isso as mulheres saberão quando o têm.
Realidade: "Nem todo o cancro da mama provoca dores. A dor acontece quando alguma coisa corta ou pressiona os terminais nervosos, e temos uma razoável quantidade de espaço em que alguma coisa pode acontecer sem pressionar os terminais nervosos. A dor pode, também, estar relacionada com o rotura de ligamentos, ou quistos, que são sacos cheios de líquido. A dor pode estar relacionada com uma quantidade de coisas diferentes," diz Carpenter.
Mito: Todas as pessoas com cancro da mama recebem o mesmo tratamento.
Realidade: Nem todos os cancros da mama recebem o mesmo tratamento. "Queremos ver a nossa situação explicada em termos do que é melhor para nós", disse Carpenter. "Nenhuma de nós sabe por que foi que Nancy Reagan escolheu o que escolheu para o seu tratamento (mastectomia). Ela tinha um cancro bem pequenino. Poderia ter sido candidata a uma tumorectomia com radiação. Mas, para o fazer, teria de ser escoltada diariamente para radiação. Como era uma figura pública, isso iria provavelmente trazer-lhe problemas no seu papel de primeira dama. Por isso, além das decisões sobre a melhor maneira de tratar uma pessoa em particular, também tem a ver com o estilo de vida. Há, ainda, diferenças que concernem a história familiar e a saúde em geral."
Mito: Atitudes erradas ou más podem causar cancro.
Realidade: De acordo com Carpenter, claro que não. Talvez o sistema imunitário possa sofrer uma depressão e um cancro, que já lá esteja, possa crescer, mas tem de começar por haver um despoletador e um promotor. Depois, se outras coisas estiverem a acontecer, tal como acontecimentos stressantes, ou talvez não dormir o suficiente, e o corpo não estar com a melhor saúde, o sistema imunitário não estará, talvez, na sua capacidade máxima. Normalmente, quando uma das nossas células se deteriora, o nosso sistema imunitário toma conta dela. Mas se estiver, digamos, deprimido, então poderá deixar aquela pequena célula cancerosa passar sem ser reconhecida. Mas, a parte emocional não causou o cancro com o qual o seu sistema imunitário se preocupa."

Mito: Já deveríamos ter uma cura para o cancro.
Realidade: Há cerca de 100 espécies de cancro, cada um causado por muitos factores diferentes, por isso não há um tratamento único que possa curar todos.Em 1972 o orçamento do National Cancer Institute (Estados Unidos) para toda a investigação do cancro foi de 379 milhões de dólares. Hoje, é de 332 milhões de dólares só para a investigação do cancro da mama."Estamos a trabalhar com a ciência que temos disponível. Temos feito progressos tremendos. Temos, realmente, mulheres a viverem vidas completas, naturais, depois de terem sido diagnosticadas num estágio inicial," diz Carpenter. E hoje 85% das doentes vivem cinco ou mais anos depois do tratamento.
Mito: À luz dos seus efeitos sobre o cancro da mama, é um risco tomar estrogénio.
Realidade: Estudos a decorrer, incluindo o estudo compreensivo da Nurse’s Health Study at Brigham and Woman’s Hospital em Boston, iniciado em 1976, indicam que embora exista um aumento de cancros da mama para algumas mulheres que fazem uma terapia de substituição de estrogénio (THS) durante mais de 10 anos, os benefícios para o coração da maioria das mulheres aumentam substancialmente. "A relação risco benefício (comparando o risco elevado de cancro da mama e o risco de doença cardiovascular) é maior para as mulheres que escolhem THS," diz Katzenellenbogen. Por outras palavras, as mulheres que tomam THS têm uma redução na mortalidade em geral por causa dos benefícios cardiovasculares.A THS também parece melhorar os efeitos de osteoporose, uma doença que enfraquece os ossos, e poderá ter efeitos benéficos sobre a doença de Alzheimer, uma vez que os estudos indicam que os níveis reduzidos de estrogénio têm um papel importante nessa doença.Entretanto, os profissionais de saúde dizem que as mulheres devem cuidar da sua saúde em geral, incluindo alimentação, exercício físico e checkups regulares como forma de reduzir o risco de cancro da mama. 
 Rita Robinson

Extraído da revista Saúde e Lar n.º 689
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