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Aviso

O conteúdo presente neste blog, não pretende de forma alguma substituir o tratamento médico. É meramente de consulta e informação. Se lhe surgir algum sintoma que considere relevante, consulte imediatamente o médico.
Caso tenha alguma dúvida, contacte-nos. Responderemos com a maior brevidade possível.

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Sindrome da fadiga crónica


Resultado de imagem para fadiga cronica





SÍNDROME DA FADIGA CRÓNICA
auxilio extra







Milhões de pessoas sofrem desta perturbação de causas desconhecidas, numa ou noutra altura, ao qual também se chama de "síndrome da fadiga pós-viral", e "gripe dos yuppies".

Esta doença, chamada até à década de 1990, de encefalomielite miálgica, caracteriza-se por cansaço profundo e persistente. Insónias, baixa concentração, depressão. 

Este síndrome, muitas vezes diagnosticada como fibromialgia, é de difícil consenso se é ou não uma doença por si só, ou um conjunto de sintomas.
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(Im) Potência





IMPOTÊNCIA
melhorar a situação









A impotência masculina tem causas orgânicas e causas emocionais, sendo que este distúrbio afeta homens de várias idades, mas a sua prevalência está nos homens de meia idade para cima. As causas físicas são bem conhecidas, como diabetes, insuficiência renal, alterações hormonais, hipertensão, arterosclerose, tabagismo, alcoolismo, obesidade, tumores, quistos, fibrose, doenças neurológicas, entre outras. 
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Garganta - como cuidar dela





 Garganta 
Como cuidar dela











A garganta é a cavidade corporal por onde entram todos os tipos de substância, como alimentos, bebidas, ar, fumos, poeiras, etc. Não é por nada que exista logo no seu início duas sentinelas bem eficazes que constituem a primeira barreira de defesa do nosso organismo, as amigdalas. Cuidar da gargante deve ser uma atenção da nossa parte, uma vez que afeções nesta area pode constituir perigos e situações irreversíveis.

Como cuidar da garganta?
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Artrite Reumatóide - algumas ajudas precisosas






ARTRITE REUMATÓIDE
algumas ajudas preciosas













A artrite reumatóide (AR) caracteriza-se por uma doença debilitante e deformante. Quem já viu doentes com AR sabe o estado em que ficam a mente e o corpo deles. Causadora de inumeras baixas médicas, é uma doença que, medicamente, não existe cura. É necessário medicação contínua até ao fim da vida.

Definição de AR?
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Aloe Vera - no tratamento das queimaduras



 ALOE VERA
No tratamento das queimaduras







As lesões deixadas na pele após uma queimadura são permanentes e inestéticas. Mas o processo de restauração da pele numa lesão por calor é dolorosa e é necessário extrema cautela para evitar infecções. Contudo, em casos de queimaduras pouco profundas, existem remédios caseiros que podem fazer verdadeiros milagres. 
Antes de indicar qual a solução, lembro que a colocação de substâncias como pasta de dentes, alcool, oleo, manteiga, etc devem ser completamente evitadas pois podem agravar o estado da queimadura e evitar o processo de cicatrização.
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Cocktail anti cancro




COCKTAIL ANTI CANCRO
O poder das frutas e dos vegetais






Existem cada vez mais provas de que os alimentos de origem vegetal possuem substâncias capazes de destruir tumores, de ativar o sistema imunitário, de debelar microorganismos, etc, como os anti oxidantes, por exemplo.
Essas evidências são provadas através de rigorosos testes cientificos que de facto comprovam que a Natureza possui armas extraordináriamente fantásticas no que toca na luta contra ao cancro. 
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Um tratamento promissor para o cancro do útero






 CORIOLUS versicolor
um salva vidas feminino












Penso que esta será uma excelente notícia para as mulheres que sofrem de cancro do utero, mas também para aquelas que pretendam prevenir o seu surgimento. A notícia de uma vacina que previne o cancro do colo do utero veio certamente tranquilizar imensas mulheres, mas nem todas tinham acesso à mesma, o que faz com que muitas mulheres se sintam desprotegidas. A boa notícia é que existem outras formas de "imunizar" contra o virus e melhor ainda se o tiver, este pode mesmo desaparecer. Até parece mentira, mas de facto não é. 
Como é possível?
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Suplementos alimentares que não emagrecem











SUPLEMENTOS ALIMENTARES
que não emagrecem



 






É comum ouvir-se, sobretudo na aproximação do Verão, pessoas que dizem que os suplementos alimentares usados nos processos de emagrecimento não funcionam, porque uma vez deixados de tomar volta-se a engordar. Outras até dizem que eles engordam em vez de removerem as gorduras.

Será verdade ou são apenas justificações para o insucesso dos tratamentos?

Existem muitos factores que ditam se determinado tratamento será ou não eficaz. Um deles e muitas das vezes o maior é o cumprimento rigoroso do tratamento.

Sabemos que os portugueses são muito conhecidos por irem ao médico nas últimas e que para cumprirem as regras no que respeita à toma de medicação, são um desastre, ficando tomas por fazer, horários não certos, etc. Sobre os suplementos o caso mantém-se, ou até piora de figura.
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Insónias










INSÓNIAS
Dá para tratá-las?

 











A insónia é um problema que afeta muitas pessoas. E para além disso é um problema que mexe com toda a vida de quem a sofre. Alterando os hábitos do sono, altera-se o comportamento, o estado energético, o estado intelectual, alimentar, entre outros. 

Os problemas do sono, segundo a Medicina Tradicional Chinesa (MTC), são um dos factores responsáveis pelo surgimento do cancro, e entende-se, porque se o nosso organismo não se recupera, nem se reenergiza, o nosso sistema imunitário fica completamente comprometido.

Muitas pessoas que recorrem às minhas consultas de MTC, apesar de não se queixarem como sintoma principal de insónia, no decorrer da consulta apercebo-me que sofrem de um distúrbio do sono. Ou porque não conseguem adormecer, ou porque acordam durante a noite e não conseguem voltar a dormir, ou porque acordam muito cedo, são os tipos de insónia que afectam as pessoas. 
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Dores articulares segundo a Medicina Chinesa







 DORES ARTICULARES

Segundo a Medicina Tradicional Chinesa









A medicina chinesa possui uma interpretação muito própria e característica sobre a visão do corpo humano, saúde e doenças que nos afectam.

Enquanto que para a medicina convencional, as doenças articulares são consequência de situações auto imunes, de causas desconhecidas, de sobrecargas, entre outras, a medicina chinesa atribui, na grande maioria dos casos, as afecções articulares a factores climatéricos. Apesar de existirem outras causas, as chamadas causas internas, que advêm de problemas emocionais e dos órgãos internos, o clima afecta grandemente as doenças articulares.
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Controle a sinusite com tratamentos naturais

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SINUSITE

Controle-a com métodos naturais












O crânio é uma estrutura óssea de grande resistência, formado por múltiplos ossos. Os da região maxilar frontal apresentam cavidades cheias de ar que mantêm a fisionomia da face e não alteram a resistência do crânio em relação a impactos. Essas cavidades cheias de ar recebem o nome de seios perinasais.
Elas são recobertas por uma mucosa constituída por células que segregam um tipo de muco que pode ser expelido através dos orifícios que põem em comunicação essas cavidades com as fossas nasais e a região nasofaríngea.
Não existem ou, pelo menos, não deveriam existir microrganismos dentro dessas cavidades. Quando isso acontece, é grande a possibilidade de se instalar uma doença.
Sinusite é a inflamação de um ou mais seios perinasais (veja o quadro “Onde a doença se instala”). Geralmente está associada a um processo infecioso. Pode ser causada por bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas. A infeção dos seios perinasais também pode acontecer quando bactérias procedentes de estruturas próximas os invadem. Como exemplo, citamos os abcessos dentários. Qualquer infeção de uma peça dentária deve ser vigiada de perto devido à possibilidade de essa infeção se estender a outras áreas próximas.
A inflamação provocada pela sinusite conduz à obstrução dos condutos que drenam os seios perinasais, acumulando muco no seu interior, e favorecendo o desenvolvimento de microrganismos. Pode ser aguda ou crónica. O processo agudo geralmente ocorre após a infeção das vias aéreas superiores e dura não mais de uma a três semanas. A sinusite crónica tem duração maior. Deve-se levar em conta o facto de que outros problemas associados podem influir na persistência da doença.
Sintomas e tratamento
A sinusite geralmente manifesta-se com uma dor incómoda e constante onde se localiza a cavidade afetada. Se o seio maxilar é o afetado, a dor localiza-se debaixo do olho ou ao lado do nariz. Se o seio afetado é o frontal, a dor pode localizar-se na fronte. Essa dor pode variar de intensidade de acordo com a postura adotada pela pessoa. Também pode haver aumento das secreções nasais que se apresentam com característica espessa e presença de sangue.
Geralmente, a sinusite não está associada à febre, mas como se trata de um processo infecioso, a febre pode estar presente. Veja outros sintomas no quadro “Pode ser sinusite”. Essa é uma enfermidade de curso benigno, mas deve sempre consultar-se um médico e tratar-se adequadamente para, dessa forma, evitar que o processo se torne crónico.
Em geral, o tratamento da sinusite implica o uso de antibióticos específicos durante 7 a 14 dias, para curar esse tipo de infeção. O tratamento médico deve ser seguido corretamente, mesmo que em poucos dias seja observada melhoria do quadro. Isso evita que o processo infecioso se torne crónico. Sempre sob orientação médica, também se podem utilizar outros fármacos para diminuir a inflamação da mucosa e permitir a eliminação das secreções. Dessa forma, consegue-se melhor ventilação dos seios perinasais e, em consequência, a melhoria dos sintomas.
O tratamento da sinusite crónica tem como objetivo corrigir o problema que a mantém. Ele pode tentar controlar um processo alérgico ou ainda corrigir uma possível deformação do septo nasal entre outros. Veja “Tratamentos simples para sinusite”, algumas dicas de tratamentos naturais que podem ser muito úteis nessa hora.
sinusite_24516268.jpgSe você já apresentou esse quadro, evite lugares muito poluídos e também o fumo do tabaco. Procure estar bem agasalhado no inverno e beba bastante água. Alimente-se bem. Assim, ajudará o seu corpo a estar forte para se defender.
Tratamentos simples para sinusite
1. Compressas quentes
Mergulhe uma toalha pequena em água quente, dobre e aplique sobre a região afetada. Repita o procedimento. Cuide para que a temperatura da compressa não seja muito alta. Isso ajuda a aliviar a dor.
2. Lavagem nasal
Esse procedimento pode ser aplicado a todas as sinusites, especialmente às que voltam com frequência e às de quadro crónico.
A água salgada remove a sujeira do nariz e atrai as secreções dos tecidos inflamados, promovendo a diminuição da congestão nasal.
Como fazer: Numa panela pequena, ferva um litro de água mineral. Quando a água estiver a ferver, adicione quatro colheres (chá) de sal grosso marinho. Deixe arrefecer. Depois, coloque dentro do recipiente que será utilizado para aplicar as gotas. Agite sempre antes de usar. Aplique algumas gotas no nariz. Se por acaso engolir um pouco da solução, não se preocupe: lembre-se de que é apenas água com sal. Depois de uma semana, as sobras da solução devem ser descartadas e uma nova preparação deve ser providenciada.
desenho1.psd3. Banho de vapor parcial
Numa panela, ferva um litro de água. Depois que a água estiver a ferver, reduza o lume e adicione uma cebola cortada em pedaços ou folhas de eucalipto medicinal, ou gotas de óleo essencial de eucalipto. A pessoa que vai fazer o tratamento deve estar sentada numa cadeira. Cubra a cabeça do paciente com uma toalha grande e deixe-o respirar o vapor durante 10 a 15 minutos. Esse procedimento ajuda a diminuir a congestão nasal.
desenho2.psd4. Banho de vapor total
Numa panela, ferva um litro de água. Depois que a água estiver a ferver, apague o lume e adicione folhas de eucalipto medicinal, ou cebola cortada em pedaços, ou gotas de óleo essencial de eucalipto. A pessoa que vai fazer o tratamento deve estar sentada numa cadeira, e deve ser coberta da cabeça aos pés, com um lençol.
Retire a panela do lume e coloque-a no chão sob o lençol. A pessoa deve respirar o vapor durante 10 a 15 minutos.
Para manter o vapor, use uma resistência elétrica dentro da panela.
*Atenção à segurança, pois trata-se de água a ferver. O paciente deve proteger os olhos, mantendo-os fechados durante o tratamento.





Duane Lemos
Colaborador da nossa congénere brasileira Vida e Saúde




extraído da revista de Abril 2013
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Tomilho


 






TOMILHO











NOME EM LATIM: Thymus vulgaris L.
FAMÍLIA:
Labiadas
OUTROS NOMES:
Tomilho-ordinário, tomilho-vulgar, arçã, arçanha, cheiros.
HABITAT: Originário dos países mediterrâneos, mais frequente nos da parte ocidental. Prefere os terrenos calcários ou argilosos em regiões montanhosas, expostas ao sol ou áridas. Encontra-se naturalizado em regiões temperadas do continente americano.
DESCRIÇÃO: Pequeno arbusto de até 30 cm de altura, com caules lenhosos e tortuosos e muito ramificados. As folhas são muito pequenas, ovaladas, com os bordos virados para baixo, e de cor mais clara pela face inferior. As flores são pequenas, terminais, de cor rosada ou branca, com o lábio superior dividido em 3 dentes superficiais, e o inferior em 2 profundos.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: O agradável aroma do tomilho já chamou a atenção dos antigos Egípcios, que o utilizavam na preparação dos unguentos de embalsamar. Sabemos hoje que a sua capacidade para impedir a putrefacção e a proliferação bacteriana se deve ao seu conteúdo em timol e carvacrol, dois poderosos anti-sépticos. Curiosamente, três mil anos depois, como prova do seu poder antimicrobiano, continua a ser empregue por embalsamadores e taxidermistas.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: Contém 1%-2% de essência rica nos isómeros timol e carvacrol, além de outros monoterpenos como o p-cimeno, borneol e geraniol. A esta essência deve o tomilho a maior parte das suas propriedades. Contém ainda flavonóides e ácidos fenólicos que contribuem para potenciar as propriedades da essência.
O uso do tomilho é apropriado nos seguintes casos:
Anti-séptico (desinfectante): A essência de tomilho tem um poder anti-séptico superior ao do fenol e da água oxigenada. No século XIX e primeira metade do século XX, quando ainda não se conheciam os antibióticos, o tomilho era considerado o “desinfectante dos pobres”. Actualmente está bem comprovada a acção bactericida da essência de tomilho sobre os bacilos tífico, diftérico, tuberculoso (bacilo de Koch), e sobre os meningococos (causadores da meningite), os pneumococos e os estafilococos.
A sua acção anti-séptica localiza-se sobre os aparelhos digestivo, respiratório e o geniturinário, e especialmente sobre as mucosas da boca e garganta, assim como as dos órgãos genitais.
A sua acção antimicrobiana é reforçada pela capacidade que apresenta de estimular o fenómeno da leucocitose (aumento dos glóbulos brancos no sangue), tal como foi possível demonstrar experimentalmente. Ao contrário dos antibióticos, que deprimem o sistema imunitário (defesas), o tomilho estimula-o, favorecendo a actividade dos leucócitos (glóbulos brancos).
O uso do tomilho é, portanto, indicado em todas as doenças infecciosas, em especial as de origem bacteriana que afectam os órgãos digestivos, respiratórios e geniturinários.
Sistema Nervoso: Tonificante geral do organismo; estimula as faculdades intelectuais e a agilidade mental, mas sem os efeitos secundários do café ou do chá, os quais substitui com vantagem. Convém tanto nos casos de esgotamento físico (astenia, debilidade, hipotensão) como psíquico (perda de memória, ansiedade, insónia, depressão, irritabilidade nervosa) (1,2).
Aparelho digestivo: Antiespasmódico, eupéptico (tonificante da digestão) e carminativo (impede as flatulências e a formação de gases). Abre o apetite, favorece a digestão e combate as putrefacções intestinais por desequilíbrio da flora do cólon.
Indicado em gastrenterites e colites provocadas por bactérias do género Salmonella, responsáveis de numerosas infecções por alimentos em mau estado, especialmente durante o Verão (1,2).
Vermífugo (expulsa os vermes intestinais): Particularmente activo sobre as ténias. Também é insecticida de pulgas e piolhos (1,2).
Afecções bucais e faríngeas: Utilizado em bochechos combate as aftas, a piorreia e a estomatite (irritação ou inflamação da mucosa bucal). Em gargarejos torna-se muito eficaz no tratamento das faringites e amigdalites (3).
Aparelho respiratório: Expectorante, antitússico e balsâmico, o que, somado ao seu poder anti-séptico, o torna muito útil em sinusites, laringites, catarros brônquicos e bronquites, asma, tosse espasmódica e tosse convulsa. Nestes casos, recomenda-se tomar a sua infusão (1) ou essência (2), além de fazer banhos de vapor e inalações (4), como se descrevem no quadro junto.
Recomenda-se o seu uso durante as epidemias de gripe, quer em infusão quer na tradicional sopa de tomilho, quer ainda a polvilhar as saladas.
Aparelho geniturinário: Pelas suas propriedades diuréticas e anti-sépticas, torna-se indicado nas infecções urinárias (cistites e glomerulonefrites) (1,2).
Aplicado externamente em lavagens, oferece uma acção favorável em caso de infecções nos órgãos genitais externos devidas a higiene deficiente, diabetes ou outras causas, tanto femininas (vaginite e vulvite com ou sem leucorreia) como masculinas (balanite e postite, infecção da glande e do prepúcio) (5).
Aplicado em cataplasmas quentes, alivia as cólicas renais e as da cistite.
n Anti-reumático: Aplicado externamente em fricções, banhos e cataplasmas, acalma as dores reumáticas provocadas pelo artritismo e pela gota (6,7,8). Ingerido por via oral (1,2), o tomilho é também diurético e sudorífico, pelo que exerce uma acção depurativa, eliminando do sangue o excesso de resíduos ácidos do metabolismo, causadores do artritismo e da gota.
Em aplicação externa, o tomilho alivia igualmente as dores provocadas por: torcicolo, lumbalgias, ciática, artrose, etc. (6,7,8).
n Infecções da pele: Em lavagens e compressas, aplica-se sobre feridas infectadas ou de lenta cicatrização, chagas, úlceras varicosas, frieiras, furúnculos, abcessos, dermatite, etc. (5).
Pela sua acção antiparasitária, é também muito útil em caso de sarna e de infestação por piolhos ou por pulgas.
n Estimulante capilar: Aplicado em loção ou fricção sobre o couro cabeludo, fortalece o cabelo e previne a sua queda. (6).
PARTES UTILIZADAS: As sumidades floridas (folhas e flores).
USO INTERNO:
1 Infusão: 20-30g de sumidades floridas por litro de água. Tomam-se até 5 chávenas diárias. Concentrada (50-60g por litro), adquire um efeito estimulante semelhante ao do café ou do chá, mas sem os seus inconvenientes.

2 Essência: Ver o quadro informativo.
Esta planta nunca deveria faltar em nenhuma farmácia doméstica, nem na despensa, como condimento e para a preparação de deliciosas sopas de tomilho.
USO EXTERNO
3 Bochechos e gargarejos com uma decocção de 100-120g de sumidades por litro de água, que se deixa ferver até que fique reduzida a metade.
4 Banhos de vapor e inalações com a essência.
5 Lavagens e compressas com a decocção indicada.
6 Loções e fricções com a decocção indicada ou com a essência.
7 Banhos: Infusão com 300-500g de tomilho em 2-3 litros de água, que se acrescenta à água do banho.
8 Cataplasmas: Envolver folhas e flores de tomilho desprovidas dos ramos, numa pano de algodão. Aquecer o pano com o tomilho com um ferro de engomar ou sobre um aquecedor, e aplicá-lo sobre a zona dorida.
Essência de Tomilho
- Ingerida por via oral, não exceder a dose de 2 ou 3 gotas, 3 vezes ao dia. Em dose excessiva pode provocar irritabilidade nervosa e descoordenação motora. Estes fenómenos apresentam-se com o uso da essência, e muito raramente com a planta em estado natural.
- Localmente, aplica-se em banhos de vapor e inalações (2 ou 3 gotas em meio litro de água quente), em fricções sobre a parte dorida, ou em lavagens sobre a zona da pele afectada. É um tanto irritante para a pele, pelo que é necessário diluí-la. Tenha-se em conta que o seu poder anti-séptico se manifesta mesmo em diluições superiores a 1:3000 (aproximadamente 6 gotas num litro de água).
- Os banhos de vapor fazem-se deitando 3 a 4 gotas de essência de tomilho em meio litro de água em ponto de ebulição. Respirar os vapores durante 5 minutos, 3 ou 4 vezes por dia.
- As inalações consistem em respirar a essência, após se terem colocado 2 ou 3 gotas sobre as costas da mão ou sobre um lenço.


* Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996


extraído da revista saúde & Lar n.º 663
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Ulmeira












ULMEIRA










NOME EM LATIM: Filipendula ulmaria (L.) Maxim.
FAMÍLIA: Rosáceas
OUTROS NOMES: Erva-ulmeira, erva-das-abelhas, rainha--dos-prados
HABITAT: Prados húmidos de toda a Europa, excepto a região mediterrânea. Cria-se nalgumas regiões frias do Norte e do Sul do continente americano.
DESCRIÇÃO: Planta vivaz, que atinge até 1,5 m de altura. Os caules são erectos e as folhas são prateadas pela face inferior. Dá flores pequenas, perfumadas, de um branco-amarelado, dispostas em ramalhetes terminais.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: As folhas desta planta lembram as do ulmeiro, de onde lhe vem o nome. Usa-se desde o século XVI contra as dores reumáticas. Actualmente conhecem-se-lhe muitas outras virtudes.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: As flores, e em menor proporção as folhas, contêm o glicósido monotropitina, que por hidrólise, na planta fresca, se transforma em salicilato de metilo e aldeído salicílico, e, depois de seca, em ácido salicílico livre e salicilatos alcalinos. Todos estes derivados salicílicos proporcionam, à semelhança do ácido acetilsalicílico (aspirina), acção anti-inflamatória, analgésica e febrífuga. Possui ainda flavonóides de acção diurética.
Tem as seguintes aplicações:
- Dores reumáticas, causadas pela artrose, o reumatismo poliarticular agudo, ou pela artrite úrica (gota) (1).
- Dores diversas: Também alivia as dores osteoarticulares (lumbago, torcicolo, dores nas costas) e as dores nevrálgicas (ciática, nevralgias). A sua eficácia contra as dores fica reforçada se, além de se ingerir a infusão (1), se aplicar localmente em compressas sobre a zona afectada (2).
- Diurética: Por ser potente, mas não irritante, torna-se sumamente útil no caso de celulite, edemas (retenção de líquidos) por insuficiência cardíaca, que costumam manifestar-se sobretudo nos tornozelos e pés; assim como para diminuir a ascite (retenção de líquidos no abdómen) dos doentes de cirrose (1).
- Depurativa: A ulmeira é uma grande eliminadora de ácido úrico, uratos e outras toxinas, pois aumenta a sua excreção pelo rim (acção uricosúrica). Depura o sangue destas substâncias ácidas, que causam a gota, o artritismo e muitas dores reumáticas (1). Por isso, e pela sua acção anti-inflamatória e analgésica, é uma planta ideal para aqueles que sofrem de gota.
- Dissolvente de cálculos: Própria para os que sofram de cálculos renais e areias, especialmente se forem de urato, pois favorece a sua dissolução e eliminação (1).
- Tonificante geral: Aumenta o apetite, tem efeitos tónicos cardíacos e proporciona sensação de bem-estar. O seu uso é recomendado nos estados gripais e catarrais, assim como na convalescença de afecções debilitantes (1).

PARTES UTILIZADAS:
As sumidades floridas.

USO INTERNO
1 Infusão com 30-40 g de sumidades floridas por litro de água, de que se tomam até 5 chávenas diárias.
USO EXTERNO

2 Compressas de uma infusão mais concentrada do que aquela que se usa internamente (até 80 g): Aplicam-se sobre a zona dorida ou afectada pela celulite, durante 10 minutos, duas ou três vezes por dia.




Roger, Pamplona, A Saúde pelas Plantas Medicinais, Publicadora Atlântico, S.A., 1996
 Copyright © 2000-2012 Saúde & Lar, Todos os direitos Reservados

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Pirliteiro - a árvore do coração








 PIRLITEIRO
A árvore do coração












De   origem  européia,   conhecida   em  Portugal   como   pirliteiro,   são   arbustos   grandes   de crescimento lento que podem  atingir 500 anos de idade e possuem lenhos e espinhos duros.
Os principais constituintes do Crataegus oxycantha  são: Flavonóides (2%), representados
por   hiperosídeos   (0,7%),   galactosídeos,   quercetol   e   vitexina   –   2   –   ramnosídeo, procianidinas 2 – 3% (procianidol dímero, epicatecol), ácidos triterpênicos, aminas. 

Nome Científico: Crataegus oxyacantha L.
Família Botânica: Rosaceae
Parte utilizada: Folhas e sumidades floridas

INDICAÇÃO E AÇÃO FARMACOLÓGICA:  Como fitoterápico,  reduz a  taquicardia, sensação   de opressão da região toráxica, recomendado como preventivo de acidentes vasculares, na hipertensão. Tem ação sedativa sobre o sistema nervoso central, hipotensora (por produzir vaso dilatação) e tónica cardíaca (hepta hidroxi flavonóides). Esta ação sobre o   sistema   cardio-circulatório   promove   o   equilíbrio   entre   a   pressão   sanguínea   e   os batimentos  cardíacos.  É usado principalmente como sedativo em casos de  irritabilidade, insônia, angustia, sensação de vertigem, cefaléias e distúrbios da menopausa.

DOSES E USOS: Uso interno. Extrato seco: 30 a 60 mg ao dia. A administração deve ser
feita ao deitar, se usado como sedativo, ou dividida em 3 tomadas antes das refeições, se
usado como hipotensor.

REAÇÃO ADVERSA:  Utilizado nas doses corretas não apresenta  reações adversas.  

O extrato   seco   obtido   após   extração   com mistura   hidroetanólica   de  Crataegus  sp.   não apresentou toxicidade em ratos e cães após 26 semanas de uso com  30, 90 e 300mg/kg, por administração por via oral. Ensaios realizados com ratos empregando-se o pó da droga nas doses de 300 e 600mg/Kg,  por via oral,  após quatro semans não apresentou quadros de intoxicação e nem morte dos animais. 

PRECAUÇÕES: Procurar seguir a posologia recomendada. 

INTERAÇÕES: Quando administrado com glicosídeos cardiotônicos, pode potencializar os efeitos dos mesmos. 

CONTRA-INDICAÇÃO:  Não   apresenta   contra   indicação   quando   utilizado   nas   doses
recomendadas. Uso não recomendado durante gravidez/lactação.






extraído de: http://www.farmacam.com.br/monografias/crataeguses farmacam.PDF
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É seguro consumir suplementos alimentares?




 SUPLEMENTOS NATURAIS
O que fazer com eles?









Desde tempos remotos que a Natureza é usada para curar ou aliviar males que afectam o tanto o ser humano como animais. Ainda hoje vemos que o uso de plantas é comum, principalmente nos meios mais rurais.
Desde meados dos anos 50 que esta tendência tem vindo a diminuir uma vez que o recurso a substâncias sintéticas tem ganho lugar nas farmácias caseiras das pessoas. Em apenas 60 anos, os produtos naturais foram postos de parte e visto como algo que não faz efeito e pode ser muito perigoso. Há quem se ria de quem recorre ao uso destes produtos por acharem que essas pessoas ainda vivem num mundo remoto ou inclusive porque são pessoas "zen" que não vivem neste planeta. Infelizmente assiste-se ainda a estas críticas.
O que é fato é que os produtos naturais, seja em comprimidos, em xaropes, em pó ou em chá têm efeito terapêutico tão eficaz quanto um produto sintético produzido artificialmente pela farmácia. A procura dos químicos deve-se principalmente à rapidez de actuação do mesmo, já que os naturais têm um tempo de acção mais demorado. 
A desvalorização e ridicularização das substâncias naturais é infundada e desprovida de inteligência, uma vez que os sintéticos são cópias defeituosas das substâncias contidas na Natureza.
Muitas vezes me perguntam se determinado suplemento é perigoso para a saúde. Para esclarecer esta questão convém primeiro entender como é constituída uma planta quimicamente. As plantas, enquanto seres que não se podem deslocar para se protegerem das agressões externas, criam substâncias que façam isso por elas. Na sua constituição encontram imensos quimicos, uns mais fortes outros menos fortes. Quando falamos do principio activo da planta, não falamos de um elemento isolado tal como é um comprimido da farmácia. Falamos de um principio activo que está rodeado de outras substâncias que evitam ou diminuem os efeitos secundários que a substância principal possa provocar. Como exemplo falo de uma planta muito humilde, que não passa pela cabeça de muitas pessoas, que é usada pela industria farmacêutica para o fabrico da tão famosa aspirina. É o Salgueiro Branco. Uma planta que cresce perto dos rios, encontra-se na sua casca o ácido acetilsalicilico, o principio activo da aspirina. Pois é, esta plantinha, antes de a indústria química a ter sintetizado, já ela a tinha para dar ao homem para lhe aliviar as dores.
Apesar de poder provocar a mesma alergia que provoca a aspirina, entenda-se que a substância está lá contida, a casca de Salgueiro Branco pode ser tomado por vários períodos de tempo sem correr o risco de grandes complicações, ou até nenhumas. Isto porque as restantes substâncias contidas na casca, travam o exagerado efeito provocado pelo ácido. Outras substâncias protegem os órgãos das agressões que possam ser causadas e outras, como vitaminas e minerais nutrem as células.
Assim se a urgência do caso não for muita, creio que o chá, ou comprimidos de Salgueiro Branco é muito mais útil, porque para além de dar o efeito que pretendemos, ainda nos nutre com outros elementos. Note que um comprimido de uma planta, não passou a ser perigoso só porque está em comprimido, cápsula ou outra forma qualquer. Simplesmente estas formas de apresentação contêm uma concentração maior de substâncias o que lhes dá uma maior rapidez nos seus efeitos. Numa comparação exagerada, um comprimido equivale a um litro de chá. Penso que não estava com disposição para tomar três litros de chá por dia, ou até mais!
Relativamente à segurança dos produtos que se vendem nas ervanárias, são normalmente produtos de alta qualidade e que podem ser consumidos sem grandes preocupações. As marcas que comercializam estes produtos, fazem por norma análises para validar e certificar a qualidade dos mesmos.
Deve-se sempre seguir as recomendações descritas na embalagem, porque cada produto, como não existe standarização, tem a sua forma de tomar, a sua posologia, momento da toma. 
É preciso dizer e sublinhar que, por imposição das grandes potencias, organizações e governos, os produtos naturais foram proibidos de conter a bula (boletim informativo). Como não são considerados medicamentos, mas sim alimentos, a informação da sua acção no organismo não está mencionada. Nem permitem sequer a informação de interacções com medicamentos e possíveis efeitos adversos. 
Tal como os medicamentos prescritos pelos médicos, todas as pessoas que pretendam tomar suplementos deviam antes consultar um profissional da área. Mais uma nota importante, os profissionais dos produtos naturais são os terapeutas em medicina natural e não os médicos ou farmacêuticos. Um médico não tem formação alguma em plantas medicinais e outros suplementos. Os profissionais da área, como naturopatas, acupunctores, homeopatas, entre outros é que sabem como funcionam as plantas medicinais e sabem quais as mais adequadas para o seu caso. Os produtos naturais para além do conhecimento empírico, são largamente estudados pela ciência em laboratorios. Pode e deve sempre comunicar ao seu médico que está também a realizar um tratamento com plantas.
Apesar de as  plantas serem mais inócuas que os medicamentos, não deixam de poder provocar reacções indesejadas. Lembre-se sempre que as plantas contêm químicos e estes podem causar interferências com medicamentos que esteja a tomar por ordem do médico. É muito importante que não seja você a decidir o que tomar. É preferível que procure um profissional especializado. Isto evita duas coisas: uma que, como se "medicou" mal, diga que afinal as plantas nada fazem. A segunda é que, se tomar o errado, não verá melhoras e gastará muito mais dinheiro.
Concluindo, os suplementos alimentares, sejam plantas, vitaminas e minerais, ou outras substâncias, são seguras para a saúde e devolvem a saúde ao ser humano. São usados desde tempos remotos e o seu uso/efeitos hoje em dia continuam provados pelos casos tratados. Tal como qualquer questão em saúde devemos sempre procurar ajuda de profissionais qualificados que conhecem o funcionamento das plantas e do corpo humano e que sabem o que é melhor para nós. Comunique sempre ao seu médico que faz uso de substâncias naturais. Afinal ao médico e ao padre nunca se deve mentir.
Desfrute do que a Natureza tem para lhe oferecer e nunca duvide do amor que ela tem por nós.


Autor: Filipe Gonçalves








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Angélica






 ANGÉLICA ARCHANGÉLICA








NOME EM LATIM: Angelica archangelica L.
FAMÍLIA: Umbelíferas
OUTROS NOMES: erva-do-espírito-santo.
HABITAT: Originária do norte da Europa e da Ásia, ainda que o seu cultivo e uso se tenham expandido por todo o mundo. Prefere os lugares frios e húmidos, perto de rios e pântanos.
DESCRIÇÃO: Planta herbácea que costuma medir de 1 a 2 m de altura. O seu caule é grosso e canelado, em cujo extremo se encontram as flores distribuídas em forma de umbela.
Existe um certo risco de confundi-la com a cicuta, que também pertence à mesma família, embora apresente diferenças significativas. Além disso, a angélica exala um agradável aroma entre picante e adocicado, enquanto a cicuta tem um cheiro muito desagradável.
REFERÊNCIAS HISTÓRICAS: A angélica é uma típica planta nortenha. Na Gronelândia ocupa grandes extensões, e os habitantes daquele país usam-na abundantemente desde tempos remotos. Não sendo uma planta mediterrânea, não chegou a ser conhecida pelos grandes médicos e botânicos da antiguidade clássica.
Começou a ser usada na Europa na Idade Média, durante as grandes epidemias da peste. Muitos atingidos pela peste procuravam-na desesperadamente como último remédio antes de se entregarem à morte, já que se tinha divulgado a lenda, segundo a qual o arcanjo Gabriel a mostrara a um sábio ermitão, para que este pudesse combater a peste. Daí os monges e frades terem começado a cultivá-la nos seus conventos, com o fim de elaborar com ela diversos tipos de remédios, infelizmente todos em forma de licor alcoólico. Hoje ainda se preparam com a angélica os licores Benedictine e Chartreuse.
PROPRIEDADES E INDICAÇÕES: A angélica era recomendada para uma longa lista de doenças, desde a peste ao reumatismo, como se se tratasse de uma panaceia. Os seus princípios activos são o felandreno, de acção digestiva e espasmolítica, e a angelicina, que exerce uma acção sedativa e equilibradora sobre o sistema nervoso. A estes princípios activos se devem as suas autênticas propriedades medicinais:
Digestiva e carminativa: É um grande tónico e estimulante das funções do aparelho digestivo. Aumenta o apetite, facilita a digestão, aumenta a secreção de sucos gástricos e elimina os gases e fermentações intestinais (Œ). É a planta por excelência para os que têm falta de apetite, os debilitados e os dispépticos. Muito indicada para aqueles que sofram de estômago descaído ou atónico (ptose gástrica). Dá bons resultados no caso de enxaqueca de origem digestiva.
Tonificante e equilibradora do sistema nervoso: Torna-se muito útil nos casos de depressões, neurose e debilidade nervosa (Œ). Recomenda--se também aos estudantes em época de exames, pessoas com stress, convalescentes de doenças debilitantes e, em geral, a todos aqueles que tenham de superar alguma prova difícil.
Os banhos com água de angélica têm um efeito muito saudável sobre o sistema nervoso ().
Tem também efeitos diuréticos e expectorantes, embora de menor intensidade que os anteriores.
PARTES UTILIZADAS: A raiz especialmente, e também as folhas tenras e as sementes.

PREPARAÇÃO E EMPREGO:
USO INTERNO
Infusão ou decocção: Prepara-se com a raiz triturada, que é a parte mais activa da planta, à razão de 20-30 g por litro de água.
Também se podem acrescentar folhas tenras e sementes. Toma-se uma chávena de tisana antes de cada refeição, até três vezes ao dia.
USO EXTERNO
Banhos: Decocção com 100 g de planta num litro de água, que se acrescenta à água do banho.


Precauções
Desaconselhamos formalmente o emprego dos licores preparados com angélica, pois os efeitos nocivos devidos ao seu elevado conteúdo alcoólico ultrapassam em muito as suas possíveis propriedades medicinais.

* Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais,
editado pela Publicadora Atlântico, S.A.
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Pau d' Arco

 



                      Pau d' Arco
            protector do organismo









A sua designação em Latim é Tabebuia impetiginosa
Árvore da América tropical, desde o México até à Argentina. No Brasil encontra-se a maior distribuição.
Dá-se bem em terrenos montanhosos. Hoje é cultivada. 
Também conhecida por Ipê Roxo, pertence à família das Bignoniáceas, sendo utilizada a casca. Esta é constituída por derivados naftoquinónicos (lapachol, L-menaquinona, α-lapachona e β-lapachona), flavonóides (derivados da quercetina), óleo essencial, resinas, constituintes amargos (tecomina), sais minerais, alcalóides, antraquinonas, saponinas e derivados do ácido benzóico.

Apresenta as seguintes propriedades: 

 
. Anti-infeccioso;
. Bacteriostático;
. Antimicrobiano;
. Anti-parasitário e antiviral;
. Anti-tumoral;
. Antioxidante e diurético;
. Reforça o sistema imunitário.




*fonte: dietmed Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Equinacea


EQUINACEA

Anti-biótico natural








Originária da América do Norte, sobretudo no vale do grande rio Mississipi, de onde é oriunda. A Equinácea, Equinacea angustifolia D.C., é cultivada como planta medicinal no Centro da Europa. Possui o caule oco e as folhas alongadas, estreitas e cobertas de pelos. Suas flores são muito vistosas.
Os índios dos estados de Nebraska e Missuri (E.U.A.), usavam a raiz da equinácea para curar as feridas infectadas e as mordeduras de serpentes. Nos finais do século XIX, um investigador médico, descobriu as propriedades desta planta convivendo entre os índios. A partir de então, a equinácea tem sido objeto de numerosos estudos científicos, que têm revelado numerosas virtudes desta planta, bem como seu mecanismo de ação. Hoje a equinácea faz parte de diversos produtos farmacêuticos, e é uma das plantas sobre as quais existe um maior número de estudos científicos realizados. A composição da raiz de equinácea é muito complexa. Têm-se identificado numerosas substâncias ativas, tais como 3 óleos essenciais, glicosídeos, resinas, inulinas e vitamina C.

As principais propriedades da equinácea são:
- Imunoestimulante: Aumenta os mecanismos de defesa, por uma estimulação geral não específica, tanto da imunidade humoral (maior produção de anticorpos), como da imunidade celular (fagocitose: destruição dos microorganismos pelos leucócitos). Produz um aumento do número de leucócitos (glóbulos brancos) no sangue.
- Antiinflamatória: Impede a progressão das infecções, por inibição da enzima hialuronidase, produzida por muitas espécies de bactérias; favorece a formação do tecido de granulação, responsável pela cura das feridas; estimula a reprodução dos fibroblastos, células fundamentais do tecido conjuntivo responsáveis pela regeneração dos tecidos e pela formação das cicatrizes.
-Antitóxica: Estimula os processos de desintoxicação no fígado e nos rins, mediante os quais se neutralizam as substâncias tóxicas ou estranhas que circulam pelo sangue.
-Antibiótica e antivirótica: Ação que se tem demonstrado experimentalmente in vitro.
-Anticancerosa, por destruição de células malignas (efeito até agora só comprovado in vitro).

Suas aplicações clínicas são:
- Doenças infecciosas em geral: O melhor antibiótico fracassará se as defesas do organismo não colaborarem na luta contra a infecção. A equinácea atua sobre o organismo, destruindo os germes causadores da mesma. Isto significa que a sua ação é mais lenta, e talvez menos espetacular que a dos antibióticos; ainda que, em muitos casos, com melhores resultados a médio e longo prazo. O seu efeito é curativo e preventivo. Além disso, é isento dos efeitos secundários dos antibióticos.
-Combate as doenças infecciosas infantis; a gripe; a sinusite, amigdalite e infecções respiratórias agudas e crónicas, especialmente quando se produzem com frequência (efeito preventivo); na febre tifóide; nas septicemias (infecção do sangue) de qualquer causa (ginecológica, urinária, biliar, etc.)
-Lesões da pele: pela sua ação anti-infecciosa, cicatrizante e regeneradora dos tecidos, aplica-se nos abcessos, feridas ou queimaduras infectadas, foliculite, acne sobreinfectada, úlceras da pele incluindo as varicosas, psoríase, dermatoses e eczemas. Nestes casos aplica-se tanto externa como internamente.
-Picadas de insetos e mordeduras de serpentes: Pela sua ação desintoxicante, neutraliza (parcialmente) o veneno e evita o seu alastramento ( interna e externamente).
-Infecções da próstata: Tem um efeito descongestionante sobre a glândula prostática e, sobretudo, evita as frequentes infecções urinárias pelo esvaziamento incompleto da bexiga.
-Tumores malignos: Ainda que até agora a sua ação contra os tumores só se tenha demonstrado experimentalmente in vitro, há razões suficientes para se pensar que possa ter uma ação benéfica no caso de tumores cancerosos. À espera de novas investigações, a equinácea só se deve ser usada como complemento de outros tratamentos contra os tumores.





Fonte: * Extraído do livro A Saúde pelas Plantas Medicinais, editado pela Publicadora Atlântico, S.A.
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Unha de gato


UNHA DE GATO

Tanto poder numa humilde planta






UNHA DE GATO (Cat´s Claw) é uma das plantas medicinais peruanas de maior importância. No 1º Congresso Internacional desta espécie patrocinada pela Organização Mundial da Saúde (WHO), catalogou-se o redescobrimento desta planta amazónica como a mais importante descoberta desde o quinina, árvore peruana descoberto no século XVII.

A Unha de Gato é uma vinha de madeira larga e seu nome é proveniente dos espinhos em forma de gancho que crescem ao longo da vinha e envolvem a planta Unha de Gato. Duas espécies próximas da Uncaria são utilizadas quase como substitutas nas florestas: U. tomentosa e U. guianensis.
Ambas espécies podem alcançar mais de 30 m de altura em seu topo, porém a U. tomentosa possui espinhos pequenos e flores branco-amareladas, enquanto que a U. guianensis possui flores laranja-avermelhadas e espinhos que são mais curvados
A Unha de Gato é uma planta indígena da floresta Amazónica e outras áreas tropicais da América do Sul e Central, incluindo Peru, Colômbia, Equador, Guiana, Trinidad, Venezuela, Suriname, Costa Rica, Guatemala e Panamá. Existem outras espécies de plantas com um nome comum de Unha de Gato (ou uña de gato) no México e América Latina; porém elas são derivadas de uma planta completamente diferente - não pertencente ao género Uncaria ou mesmo à família da Rubiaceae. Muitas variedades da Unha de Gato mexicanas possuem propriedades tóxicas.
Ambas espécies de Uncaria sul americanas são utilizadas pelos índios da Floresta Amazónica de maneiras muito semelhantes além da longa história de uso. A Unha de Gato (U. tomentosa) tem sido utilizada medicinalmente pelas tribos dos Aguaruna, Asháninka, Cashibo, Conibo e Shipibo do Peru por pelo menos 2000 anos.
A tribo indígena Asháninka da região central do Peru possui a história mais antiga registrada com relação ao uso da planta. Elas também são a maior fonte de Unha de Gato do Peru actualmente.

Propriedades
Analgésica, antiinflamatória, antimutagénica, antioxidante,antiproliferativa, antitumoral, antiviral, citoprotetora, citostática, citotóxica, depurativa, diurética, hipotensiva, imuno-estimulante, imunomodulatória.

Indicação
Artrite, intestino, problemas digestivos, coadjuvante no tratamento do cancro, quistos, tumores benignos, doenças infecciosas.

Principios Ativo 
Acetoxidihidronomilina, ácido alfa-trihidroxi-ursenóico, carboxistrictosidina, ácido acetiluncárico, ácido adípico, alcalóides (especiofilina (uncarina D), isomitrafilina, isopteropodina (unicarina E), mitrafilina, pteropodina (unicarina C).

Modo de Usar 
Os Asháninka utilizam a Unha de Gato para tratar asma e inflamações do tracto urinário; para recuperação do parto; assim como purificador dos rins; para cura de ferimentos profundos; para artrite, reumatismo e dor óssea; para controlar inflamação e úlceras gástricas; e para cancro.

Não usar em caso de gravidez

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Ginseng - precauções


Existem muitos técnicos de ervanárias que recomendam a toma exagerada de ginseng a muitas pessoas. O ginseng é uma excelente planta tónica, mas não pode ser tomada por toda a gente. Sendo uma planta tipicamente prescrita sob a luz da medicina tradicional chinesa (MTC), deve então ser recomendada por um especialista em medicina tradicinal chinesa ou acupunctura, pois são estes que têm conhecimento da teoria médica chinesa. Assisti uma vez à venda de ginseng a uma senhora que apresentava um quadro de deficiência de Yin. Para quem não sabe, e não generalizando, a deficiência de Yin é o causador dos calores que as senhoras sentem nessa fase. O ginseng, segundo a MTC, é uma planta quente, tonificando assim o oposto do Yin, que é o Yang. Para além disso, existem três tipos de ginseng, e o que a assistente de ervanária ia entregar à cliente, era o mais quente. Verificando tamanha falta de conhecimento, acocnselhei a cliente a não querer o ginseng, mas sim outra suplementação existente. De salientar que a cliente procurava algo para a memória e falta de energia corporal. Posteriormente, adverti a assistente para o facto de que a toma de ginseng por pessoas com aqueles sintomas pode agravar o seu problema.
Assim como para este problema o ginseng está contra-indicado, está contra-indicado para outras situações. Lembre-se sempre que, estados de agitação, quando sente calor, ulcerações, febre, doenças infecciosas, entre outros, não deve tomar ginseng. Caso o pretenda fazer, aconselhe-se com um especialista em MTC, pois é o único com competências para o fazer
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